Silêncio da EDM deixa consumidores perplexos

Até ao fecho da presente edição da nossa fonte, ainda não havia informação oficial da Electricidade de Moçambique (EDM) a explicar o que está a acontecer com o fornecimento de energia eléctrica à cidade de Maputo. Tudo quanto se sabe é o que se vê e se vive.
O que se vive é que desde cerca da meia-noite da última sexta-feira, 08 de Fevereiro de 2013, toda a região do Grande Maputo, que inclui as cidades de Maputo e Matola. Depois de tudo ter ficado repentinamente às escuras, um “apagão” total, deixou de haver electricidade fornecida regularmente. Quando há é por umas horas e depois cortam ou fornecem. Estão constantemente a interromper, pondo em risco o funcionamento dos electrodomésticos e outros equipamentos eléctricos.
Passados quatro dias a “luz” chega, mas a conta-gotas, com cortes frequentes, continuando a por-se em risco os bens eléctricos dos utentes. Deixou de haver confiança no fornecimento regular de energia.
Sabemos particularmente, se bem que de fonte tecnicamente abalizada, que “explodiu, na subestação da Central Térmica – Sala de Comando, o barramento de 66 kV isolado a gás SF6, matando o respectivo operador, funcionário da EDM”.
A cidade da Matola deixou de estar afectada ainda no sábado. Apenas a cidade de Maputo sofreu, embora alguns bairros alimentados a partir de outro circuito que não está ancorado à subestação da Central Térmica tivessem continuado alimentados de corrente.
A nossa fonte contactou a directora de Comunicação e Imagem da Electricidade de Moçambique, Gilda Jofane, para lhe pedir explicação formal do que sucedeu e do que se está a passar volvidos quatro dias com o fornecimento da energia eléctrica à cidade de Maputo, mas ela mandou-nos aguardar.
Gilda Jofane disse-nos que estava muito exausta por, segundo ela, estar “desde sábado acampada no campo” juntamente com outros colegas para tentar resolver o problema registado no fornecimento da corrente.
Insistimos e Gilda Jofane acabou dizendo-nos que o “campo” é a “Central Térmica da EDM, na antiga SONEF (perto da Portagem de Maputo da via rápida Maputo - Matola) onde se registou uma explosão no passado sábado e até hoje ainda se trabalha para o restabelecimento normal da corrente”.
A directora Gilda Jofane não disse quando esse trabalho irá terminar, não disse exactamente o que explodiu, nem mesmo falou das causas e consequências dessa explosão para além do que vemos e vivemos: o “apagão” ou cortes constantes.
“Estamos a preparar um comunicado de Imprensa que será apresentado em conferência de Imprensa até amanhã (hoje, quarta-feira). Lamento muito que não possa dar mais dados”, foi essencialmente isto que disse a responsável pela comunicação na EDM.
No terreno
No terreno o que sucede é que a luz não chega a grande parte dos estabelecimentos desde sábado passado. O que funciona é com base em geradores e outras alternativas. Muitos estabelecimentos comerciais, ao fim do terceiro dia sem energia eléctrica, tiveram que fechar as portas para não acumularem mais prejuízos com electrodomésticos e diversos equipamentos eléctricos danificados.
O ambiente público é de grande indignação pelo silêncio a que a EDM se remeteu.
Inicialmente ficou toda a cidade de Maputo sem luz, mas desde segunda-feira as zonas suburbanas, alimentadas a partir da Matola, têm corrente, mas não têm a certeza de tê-la para sempre. E estão a ter energia com cortes sistemáticos.
O medo e a incerteza que se vive e se agudiza é suscitado pelo silêncio da Electricidade de Moçambique (EDM). Não se explica às pessoas o que se está a passar.
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