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Silêncio da EDM deixa consumidores perplexos

Silêncio da EDM deixa consumidores perplexos


Até ao fecho da presente edição da nossa fonte, ainda não havia informação oficial da Electricidade de Moçambique (EDM) a explicar o que está a acontecer com o fornecimento de energia eléctrica à cidade de Maputo. Tudo quanto se sabe é o que se vê e se vive.

O que se vive é que desde cerca da meia-noite da última sexta-feira, 08 de Fevereiro de 2013, toda a região do Grande Maputo, que inclui as cidades de Maputo e Matola. Depois de tudo ter ficado repentinamente às escuras, um “apagão” total, deixou de haver electricidade fornecida regularmente. Quando há é por umas horas e depois cortam ou fornecem. Estão constantemente a interromper, pondo em risco o funcionamento dos electrodomésticos e outros equipamentos eléctricos.

Passados quatro dias a “luz” chega, mas a conta-gotas, com cortes frequentes, continuando a por-se em risco os bens eléctricos dos utentes. Deixou de haver confiança no fornecimento regular de energia.
Sabemos particularmente, se bem que de fonte tecnicamente abalizada, que “explodiu, na subestação da Central Térmica – Sala de Comando, o barramento de 66 kV isolado a gás SF6, matando o respectivo operador, funcionário da EDM”.

A cidade da Matola deixou de estar afectada ainda no sábado. Apenas a cidade de Maputo sofreu, embora alguns bairros alimentados a partir de outro circuito que não está ancorado à subestação da Central Térmica tivessem continuado alimentados de corrente.

A nossa fonte contactou a directora de Comunicação e Imagem da Electricidade de Moçambique, Gilda Jofane, para lhe pedir explicação formal do que sucedeu e do que se está a passar volvidos quatro dias com o fornecimento da energia eléctrica à cidade de Maputo, mas ela mandou-nos aguardar.
Gilda Jofane disse-nos que estava muito exausta por, segundo ela, estar “desde sábado acampada no campo” juntamente com outros colegas para tentar resolver o problema registado no fornecimento da corrente.

Insistimos e Gilda Jofane acabou dizendo-nos que o “campo” é a “Central Térmica da EDM, na antiga SONEF (perto da Portagem de Maputo da via rápida Maputo - Matola) onde se registou uma explosão no passado sábado e até hoje ainda se trabalha para o restabelecimento normal da corrente”.

A directora Gilda Jofane não disse quando esse trabalho irá terminar, não disse exactamente o que explodiu, nem mesmo falou das causas e consequências dessa explosão para além do que vemos e vivemos: o “apagão” ou cortes constantes.

“Estamos a preparar um comunicado de Imprensa que será apresentado em conferência de Imprensa até amanhã (hoje, quarta-feira). Lamento muito que não possa dar mais dados”, foi essencialmente isto que disse a responsável pela comunicação na EDM.

No terreno

No terreno o que sucede é que a luz não chega a grande parte dos estabelecimentos desde sábado passado. O que funciona é com base em geradores e outras alternativas. Muitos estabelecimentos comerciais, ao fim do terceiro dia sem energia eléctrica, tiveram que fechar as portas para não acumularem mais prejuízos com electrodomésticos e diversos equipamentos eléctricos danificados.

O ambiente público é de grande indignação pelo silêncio a que a EDM se remeteu.
Inicialmente ficou toda a cidade de Maputo sem luz, mas desde segunda-feira as zonas suburbanas, alimentadas a partir da Matola, têm corrente, mas não têm a certeza de tê-la para sempre. E estão a ter energia com cortes sistemáticos.

O medo e a incerteza que se vive e se agudiza é suscitado pelo silêncio da Electricidade de Moçambique (EDM). Não se explica às pessoas o que se está a passar.


A partir de sistemas fotovoltáicos: Energia eléctrica chega a famílias rurais de Maputo

A partir de sistemas fotovoltáicos: Energia eléctrica chega a famílias rurais de Maputo


A companhia alemã está a financiar a montagem de cerca de 250 postos de venda e distribuição de sistemas fotovoltáicos nas zonas rurais da província de Maputo para benefício de populações de baixa renda.

Com duração de três anos, o programa tem também em vista apoiar os esforços de Moçambique no cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODMs), da Organização das Nações Unidas (ONU) no que respeita á redução dos altos níveis de pobreza no país, segundo revelou Tobias Zwirner, director da Phaesun.

Ginda Monjane, empreendedora da iniciativa, assegurou que este projecto é a realização de um sonho, pois há muitos anos que vem trabalhando na iniciativa para beneficiar as populações das regiões distantes, tendo usado como protagonista e fonte de inspiração a sua avó que durante décadas viveu no escuro.

Hoje, Gilda Monjane inverteu o cenário e oferece energia de baixo custo aos mais necessitados, criando-lhes oportunidade de melhorar a vida.

Com efeito, começam a surgir nos locais onde o projecto está a ser implementado diversas iniciativas sociais e económicas, concorrendo todas para a elevação da qualidade de vida das populações.

De salientar que um dos primeiros locais de distribuição e venda de sistemas fotovoltáicos foi inaugurado semana passada no distrito de Boane, província de Maputo.

Além de Maputo, a iniciativa será estendida ainda este ano para a província de Gaza, segundo revelou Gilda Monjane.

O projecto de uso de sistemas fotovoltáicos foi lançado pela ONU em 2012 com o propósito de aumentar o acesso universal aos serviços de energia moderna e incentivar a utilização de energias renováveis com vista à preservação do meio ambiente no mundo.


Cidade de Maputo - Apagão causou crise de água

Cidade de Maputo - Apagão causou crise de água


As limitações no acesso a água afectaram bairros cujo fornecimento de água depende do Centro Distribuidor da Maxaquene, localizado na avenida Eduardo Mondlane, no centro da cidade onde o apagão produziu os seus efeitos.

Entre os bairros afectados destacam-se Alto-Maé, Central B, Coop, Malhangalene, Maxaquene A, B, C e D, Polana Caniço A e B e parte do Polana Cimento.

A nossa Reportagem testemunhou, na manhã de ontem, casos de residentes destas zonas, particularmente nos bairros suburbanos, que se desdobravam em conseguir água para consumo e outras actividades domésticas.

Na maioria das situações, a alternativa eram os fornecedores privados cujas fontes operaram logo que se restabeleceu o fornecimento de energia eléctrica em toda a cidade capital.

Os visados afirmaram que a água da rede pública deixou de jorrar logo que houve restrições de energia eléctrica, num sinal claro de interdependência entre os serviços de fornecimento deste recurso e da corrente eléctrica.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Águas da Região de Maputo, Frederico Martins, esclareceu que o problema não era permanente e só ocorria quando a cidade ficasse às escuras, obrigando que se desligassem as bombas para evitar avarias.

Martins explicou ainda que a crise de água só foi intensa durante o Sábado e durou até a tarde, quando a EDM instalou linhas alternativas para electrificar os centros distribuidores que alimentam a cidade capital.

“A EDM esforçou-se para evitar que a avaria registada nas suas instalações tivesse consequências desastrosas no que diz respeito ao fornecimento de água. Prova disso é que no mesmo Sábado deram-nos linhas alternativas e garantimos a distribuição”, disse.

“Na tarde de segunda-feira voltamos a interromper o fornecimento na zona alta porque ficamos sem energia. Só restabelecemos hoje de manhã (ontem) e a previsão é de a cidade voltar a ter água a tarde”, referiu Martins, apoiando-se na garantia da EDM segundo a qual o problema de energia tinha sido definitivamente resolvido.


Explosão na central térmica: Maputo paralisada

Explosão na central térmica: Maputo paralisada


A paralisação definitiva da maioria das actividades na cidade capital verificou-se por volta das 11 horas de ontem, Maputo foi afectado por mais um apagão que se prolongou até a noite, afectando todas as áreas de actividade, com excepção do comércio informal.

Grande parte das instituições públicas, privadas e de prestação serviços viram-se obrigadas a paralisar, por falta de condições para prosseguir com seus trabalhos, cortou-se a energia. Há igualmente casos de numerosas empresas que dispensaram os seus trabalhadores da actividade laboral.

O apagão afectou em grande medida os sectores de restauração e hotelaria, a maioria dos quais se refere a enormes prejuízos resultantes da danificação de equipamentos e da deterioração de produtos congelados, com destaque para carnes, mariscos e frescos.

Ademais, os gestores destes estabelecimentos referem-se também a redução do número de clientes devido à falta de energia eléctrica que resulta um total desconforto da clientela.

Os bancos comerciais da cidade capital operaram com dificuldades e, na maioria dos casos, os gestores destas agências apontam falhas nos sistemas de operação e a restrições no fornecimento de energia eléctrica.

Em quase todos os passeios da zona baixa da cidade e arredores foram instalados geradores para electrificar as lojas, escritórios e noutro tipo de estabelecimentos para evitar a paralisação total das actividades. Funcionava-se a meio gás nuns e outros nem sequer havia actividade.

O trânsito não escapou aos efeitos das restrições uma vez os semáforos terem ficado paralisados. Por causa disso, logo depois do apagão a circulação tornou-se caótica com longas filas de viaturas a caracterizarem o tráfego rodoviário. Não houve registo de acidentes uma vez a Polícia de Trânsito ter acorrido à rua para regular o tráfego.

Os transportadores semi-colectivos de passageiros aproveitaram-se da agitação para completar as suas receitas, antes da hora de ponta, uma vez o movimento ter crescido logo depois do meio-dia.


Maputo ainda sob efeitos do apagão: Complexidade do trabalho atrasa reposição de energia

Maputo ainda sob efeitos do apagão: Complexidade do trabalho atrasa reposição de energia


O administrador executivo da EDM, Adriano Jonas, disse que o problema prevalecia devido à complexidade dos trabalhos que deviam ser efectuados para a reposição efectiva do fornecimento de energia à capital.

Até cerca das 21.00 horas de ontem já tinha sido restabelecida a ligação à maioria dos bairros residenciais da cidade, com a excepção da zona da Baixa e a Avenida Ahmed Sekou Touré, zona do Prédio da Revista Tempo.

Previa-se que estas áreas voltassem a receber energia de forma definitiva até às 22.00 horas.

“A nossa previsão era de que o problema fosse ultrapassado até a manhã de ontem, mas durante as operações fomos nos apercebendo da complexidade do trabalho a ser efectuado”, disse Jonas.

Por causa da envergadura do trabalho, a cidade voltou a registar um apagão das 11.00 horas até a meio da noite de ontem. Essa situação provocou a paralisação de grande parte das actividades.

Numerosas instituições públicas, privadas e de prestação serviços deixaram de trabalhar por falta de condições para prosseguir com as suas actividades, dispensando os seus funcionários um pouco mais cedo.

O apagão afectou os sectores bancário, comercial, as comunicações, as áreas de restauração e hotelaria, estas últimas cuja maioria se refere a enormes prejuízos resultantes da danificação de equipamentos e da deterioração de produtos congelados.

Os bancos comerciais da cidade capital operaram com dificuldades e, na maioria dos casos, os gestores destas agências apontam falhas nos sistemas de operação derivadas de restrições no fornecimento de energia eléctrica.

Em quase todos os passeios da zona baixa da cidade e arredores foram instalados geradores para electrificar as lojas, escritórios e noutro tipo de estabelecimentos para evitar a paralisação total das actividades.

O trânsito não escapou aos efeitos das restrições, uma vez os semáforos ficaram paralisados. Por causa disso, logo depois do apagão a circulação tornou-se caótica com longas filas de viaturas a caracterizarem o tráfego rodoviário. Não houve registo de acidentes o que em parte deveu-se à presença visível de agentes da Polícia de Trânsito para orientarem a circulação automóvel em tempo de crise.


Prejuízos da EDM podem chegar aos 100 milhões de meticais

Prejuízos da EDM podem chegar aos 100 milhões de meticais



A Electricidade de Moçambique estima em cerca de 100 milhões de meticais os prejuízos em equipamentos danificados na sequência da explosão da subestação da SONEFE, ao longo da Estrada Nacional 4, na madrugada da passada sexta-feira. Trata-se apenas de dados preliminares, já que detalhes poderão ser, brevemente, avançados por peritos da Alemanha, país de origem dos equipamentos.

“Neste momento, é difícil fazer avaliação porque, naturalmente, nós estamos mais orientados para o trabalho de emergência. Mas os custos relacionados com o equipamento danificado, se tivermos que repor tudo, podemos estar a falar de cerca de 100 milhões de meticais”, avançou o administrador executivo da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), Adriano Jonas.

Jonas explicou, ao nosso jornal, que “neste momento ainda não podemos avançar números exactos, porque ainda tem de ser feita uma peritagem que vai determinar e recomendar qual é o trabalho posterior a ser feito. E, para isso, vamos contar com a intervenção do fabricante, que já foi contactado e disponibilizou-se a deslocar-se da Alemanha para nos assessorar nisto. A partir daí vamos poder avaliar e dizer com mais precisão o que deve ser feito”.

Na sequência daquela avaria, que provocou, inclusive, a morte de um dos técnicos da EDM, parte da cidade de Maputo e Matola sofreu restrições no fornecimento de electricidade, de cerca de 10 horas na sexta-feira e oito no sábado.

Técnicos da empresa garantem que o sistema volta à normalidade a partir de hoje, depois de trabalhos aturados durante o fim-de- semana, visando a instalação de uma ligação definitiva em substituição da alternativa.

A EDM justifica ainda que as restrições no fornecimento de electricidade às cidades de Maputo e Matola ficaram a dever-se ao recurso a uma ligação alternativa.

De referir que a EDM ainda não apurou as causas da explosão, mas sabe-se que as constantes restrições no fornecimento de electricidade causaram prejuízos significativos a comerciantes e famílias.

Por exemplo, alguns supermercados da capital fecharam antes da hora estabelecida este domingo, alegadamente por falta de energia eléctrica.


Depois do apagão do fim-de-semana: Fornecimento de energia normaliza-se em Maputo

Depois do apagão do fim-de-semana: Fornecimento de energia normaliza-se em Maputo


Como consequência disso, numerosos estabelecimentos comerciais, hoteleiros, unidades sanitárias e restaurantes da cidade de Maputo funcionaram a meio-gás entre sábado e domingo.
Até a tarde de ontem já tinha sido restabelecida a corrente eléctrica à zona da baixa da cidade e aos bairros do Aeroporto, Alto Maé, Jardim, Sommerschield, Polana, Laulane que, até o princípio da manhã, continuavam sem energia.

Segundo Adriano Jonas, administrador executivo da EDM, previa-se que entre as 22.00 horas de ontem e a manhã de hoje a baixa da cidade voltasse a ficar sem luz para se concluir a instalação de uma linha alternativa.
Esta linha não deverá depender da Central Térmica de Maputo, danificada com a explosão, e visa assegurar o fornecimento de corrente eléctrica com garantia até que seja definitivamente reparada a avaria.

Adriano Jonas disse que a situação tendia a normalizar, prevendo-se que hoje o problema seja ultrapassado com a instalação e entrada em funcionamento da referida linha que vai fornecer corrente eléctrica a Maputo e Matola.
“Para tal, vamos transferir o controlo da linha para a subestação da Matola, no bairro do Fomento. No entanto, o sistema terá menos flexibilidade em relação à questão de reposição em casos de corte”, disse Adriano Jonas.

A avaria na Central Térmica de Maputo resultou de uma explosão ocorrida na madrugada de sábado naquela unidade, que vitimou o técnico da empresa de nome Isac Vicente António, e danificou três painéis de controlo da subestação, afectando as duas cidades.
Ainda não se conhecem as causas da explosão e, de acordo com o administrador da EDM, o seu esclarecimento passará pelo envolvimento do fabricante do equipamento danificado.

Jonas disse ser igualmente prematuro afirmar se o equipamento deveria ser completamente substituído ou se apenas seria necessário reparar parte das componentes danificadas com a explosão.
Esta situação fez com que os serviços essenciais como hospitais e estação de bombagem de água fossem alimentados com recurso a meios alternativos, evitando a sua total paralisação.


Zona de cimento: Energia estável na capital

Zona de cimento: Energia estável na capital


O processo iniciou no domingo passado, quando a Electricidade de Moçambique, a nível da capital, restabeleceu o funcionamento daquela infra-estrutura, depois do incêndio de grandes proporções registado em Março do ano passado.

Neste contexto, dentro dos próximos 15 dias, os técnicos da EDM irão proceder à colocação de cabos nos painéis ali montados. Ao todo, foram colocados na infra-estrutura 24 novos painéis.

De acordo com Alberto Banze, porta-voz daquela empresa pública, o trabalho realizado no domingo passado decorreu dentro da normalidade, facto que permitiu que todos os bairros anteriormente afectados passassem a receber corrente da subestação nº 5.

Sommershield, Coop, Malhangalene, Triunfo e Costa do Sol são alguns dos bairros que voltarão a ter energia eléctrica estável.

“Nós fazemos uma avaliação positiva do trabalho realizado no domingo passado e que nos obrigou a interromper o fornecimento da corrente eléctrica por algumas horas. Neste momento, a zona abrangida está tranquila quer em tensão, quer em qualidade”, disse o porta-voz.

Com a conclusão dos trabalhos na subestação, dotada de novo equipamento, já não haverá perturbações na rede, conferindo deste modo uma maior segurança aos consumidores.

“Já descongestionamos as cargas, ou seja, com a subestação nº 5 a funcionar em pleno, as demais subestações que alimentam a zona de cimento já dispõem de corrente suficiente para os bairros da cidade”, disse Banze.

Perante este facto, a EDM já não fará novos cortes de corrente eléctrica, tendo como pretexto as obras da subestação nº 5.

Para reabilitar a subestação nº 5, a EDM investiu 100 milhões de meticais, num trabalho que consistiu na ampliação e colocação de 24 novos painéis com 32 Megawatts cada, aquisição de um transformador de 20 Megawatts, novos circuitos de controlo, entre outros aspectos.

O novo equipamento é considerado de alta qualidade e moderno. A título de exemplo, os novos painéis são digitais, enquanto os anteriores eram mecânicos. O seu manuseamento é simplificado e têm uma longevidade média de 30 anos.


Tete - Suportes das linhas de energia: Equipas técnicas iniciam reposição das torres destruídas

Tete - Suportes das linhas de energia: Equipas técnicas iniciam reposição das torres destruídas


A informação foi dada a conhecer a nossa fonte em Songo, pelo Presidente da HCB, Paulo Muxlhanga, o qual afirmou que a intervenção crucial na operação de reposição das torres destruídas depende, essencialmente, do regresso das águas ao caudal normal do rio Limpopo.

Fundamentalmente, ainda de acordo com a nossa fonte, o trabalho vai consistir na reparação das infra-estruturas das duas linhas paralelas de transmissão de energia de corrente contínua à África do Sul, onde cinco torres foram derrubadas sendo que a segunda linha ficou com uma parte dos cabos debaixo de água.
“O nível das danificações é de grande magnitude e, para a sua reposição, tivemos que recorrer a serviços especializados na África do Sul porque, para além das cinco torres danificadas, as águas deixaram, igualmente, submersas outras tantas torres da segunda linha na mesma zona, com o risco de, a qualquer momento, desabarem caso a situação prevaleça por mais algum tempo” - precisou Muxlhanga.

Aquele gestor de um dos maiores empreendimentos hidroeléctrico do mundo, indicou que com a paralisação de uma das linhas de fornecimento de energia eléctrica à África do Sul desde o passado dia 21 de Janeiro corrente, a empresa está a recorrer à linha do Zimbabwe para a reposição do remanescente para a África do Sul e outros países da região, com uma redução na ordem de cerca de 35 por cento da capacidade normal.

“Os prejuízos para a empresa provocados por esta avaria são elevados, pois, 35 por cento significam valores altos na nossa produção” - disse Muxlhanga.

Para a reposição da avaria e consequente fornecimento normal de energia da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa à África do Sul, são necessários perto de dois meses e, segundo Muxlhanga, pela avaliação preliminar efectuada sobre os estragos, a empresa espera envolver valores monetários avultados que no entanto não precisou.

De referir que a HCB, através da sua barragem no Songo, em Tete, transporta por duas linhas paralelas a energia eléctrica à África do Sul, num percurso de cerca de 900 quilómetros em território nacional até Pafuri, distrito de Chicualacuala, na província de Gaza.

O Presidente do Conselho de Administração da HCB, Paulo Muxlhanga, sublinhou ainda que ao longo do território nacional, a sua instituição está a operar sem problemas uma vez que o seu sistema de transporte e fornecimento de energia eléctrica aos vários pontos do país, encontra-se em pleno funcionamento.


Próximo domingo em Maputo: Cortes de energias visam melhorar a qualidade

Próximo domingo em Maputo: Cortes de energias visam melhorar a qualidade


Pelo corte serão afectados os bairros de Polana-Caniço, Sommerschield, Triunfo, Costa do Sol, Chiango, Coop, Malhangalene e Maxaquene, numa medida que tem como fim último garantir aos consumidores corrente de boa qualidade.

De acordo com Alberto Banze, porta-voz da Electricidade de Moçambique (EDM), os danos decorrentes da limitação da distribuição da corrente eléctrica num domingo são inferiores se comparados com os que podem surgir nos demais dias.

Ademais, com a medida a empresa irá restabelecer o funcionamento pleno da subestação, distribuindo aos consumidores, por conseguinte, energia em potência e qualidade adequada para as suas necessidades.

Presentemente, os bairros referidos são alimentados por vias alternativas, facto que concorre para fraca qualidade energética.

“Dependendo do trabalho que iremos realizar no domingo vamos anunciar novos cortes. Porém, por enquanto não podemos dizer para quando vamos fazer novas restrições. O ideal é realizar tudo aos domingos”, disse o porta-voz.

A subestação nº 5 está em obras na sequência de um incêndio de grandes proporções registado em Março do ano passado e que danificou os painéis, transformadores e outro equipamento.

Neste contexto, a EDM investiu 100 milhões de meticais para a reabilitação, ampliação e colocação de 24 novos painéis com 32 Megawatts cada, um transformador de 20 Megawatts, novos circuitos de controlo, só para citar exemplos.

O novo equipamento é considerado de alta qualidade e moderno. A título de exemplo, os novos painéis são digitais enquanto os anteriores eram mecânicos. O seu manuseamento é simplificado e tem uma longevidade média de 30 anos.

“Com o novo equipamento estamos seguros de que já não haverá oscilações de corrente eléctrica naqueles bairros pois a mesma será de boa qualidade”, disse Banze.

Porém, durante o período do corte as linhas estarão em tensão. Assim sendo, os consumidores devem considerar as suas instalações como estando em tensão, o que recomenda uma maior cautela, sobretudo ao nível domiciliário uma vez que a qualquer momento a luz pode ser restabelecida.


Malawi e Moçambique com novo acordo de fornecimento de energia eléctrica



O Malawi e Moçambique reviram o acordo de fornecimento de energia eléctrica a fim de conseguir uma solução benéfica para ambos os países, informou quarta-feira em Lilongwe o secretário para a Energia, citado pela imprensa local.

De acordo com o secretário Winford Masanjala, nos termos da nova redacção do acordo ambos os países podem tanto importar como exportar energia eléctrica em função da produção e das necessidades de consumo.

Até á data, o Malawi podia apenas importar energia eléctrica de Moçambique, estando impedida de exportar eventuais excessos de produção, embora continue impedida de o fazer pela simples razão que apresenta um défice energético de cerca de 100 megawatts face a um consumo de 300 megawatts.

Tanto o Malawi como Moçambique fazem parte da “Southern African Power Pool”, um acordo de cooperação entre os empresas nacionais de energia sob os auspícios da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.


Nampula: Ligações clandestinas provocam oscilações de energia eléctrica



A empresa Electricidade de Moçambique em Nampula diz que a oscilação no fornecimento de energia eléctrica que se verifica desde a quadra festiva se deve ao aumento do número de consumidores e de ligações clandestinas.

O substituto do director da área de serviço ao cliente da EDM em Nampula, Obede de Sousa, disse que além destes factos, concorrem para esta situação o frequente roubo e vandalização do equipamento.

Obede de Sousa confirmou, igualmente, a morte de duas pessoas electrocutadas, no passado sábado, durante a queda de chuvas intensas, que fustigaram a cidade de Nampula, tudo derivado de ligações clandestinas.

As vítimas, uma jovem de vinte e seis anos de idade, e um adolescente de catorze, morreram electrocutados em plena via pública, após a queda de um poste de iluminação, no bairro de Namicopo e de um fio de transporte de energia eléctrica, na Avenida 25 de Setembro, respectivamente.

Entretanto, Olido Socas, substituto do presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, disse que acções coordenadas estão a ser efectuadas pelas autoridades, no sentido de se eliminar este tipo de situações que causam luto no seio das famílias.


ZAMBÉZIA - Cidade de Quelimane: Seis bairros com restrições no fornecimento de água e energia



As duas empresas, nomeadamente, o Fundo de Património de Abastecimento de Água (FIPAG) e a Electricidade de Moçambique (EDM) tinham prometido fornecer água e energia 24 horas aos munícipes. No entanto nada disso está a acontecer, o que causou sérios transtornos aos seus clientes durante a festa do Natal.

O director da Electricidade de Moçambique - Área Operacional de Quelimane, Manuel Anselmo tinha tranquilizado os munícipes ao afirmar que não haveria problemas no fornecimento de energia e que equipas do piquete estariam 24 horas para responder a qualquer situação anormal.

Manuel Anselmo disse quando entrevistado pela Rádio Quelimane-FM que tinham sido acauteladas todas as situações que poderiam pôr em causa o fornecimento de energia, incluindo trabalhos na rede para aferir o grau de fiabilidade.

Todavia, a cidade de Quelimane tem vindo a registar fortes restrições e cortes constantes no fornecimento de energia, facto que, para além de transtornar os munícipes, provoca danos graves nos electrodomésticos, entretanto, nunca assumidos pela empresa. Nos dias 24 e 25 de Dezembro corrente, uma vez mais, a cidade de Quelimane teve vários cortes prolongados e houve explicações da própria empresa prestadora de serviços sobre o que teria acontecido.

A nossa Reportagem soube que os cortes registados naqueles dois dias se deveram a um curto-circuito no bairro Torrone Novo e Janeiro. Para a reparação da avaria, levou-se muito tempo, situação que transtornou os clientes, uma vez que tinham nos seus congeladores e geleiras produtos frescos.

Entretanto, informações que colhemos indicam que vários bairros do município de Quelimane estão, igualmente, a registar restrições no abastecimento de água. Os bairros Mapiazua, Manhaua, Pequeno Brasil, Micajune, Floresta e Aeroporto são os mais afectados. Apesar do problema de água, no município de Quelimane, ser bicudo, aqueles bairros vinham recebendo-a sem pressão mas jorrava nos fontenários. A nossa Reportagem viu mulheres com recipientes na cabeça procurando água noutros bairros para satisfazer as suas necessidades.

Entretanto, a directora do Fundo de Património de Abastecimento de Água, Kátia Zacarias, disse que a empresa que dirige, com o apoio do Executivo e parceiros, está a investir mais de 28 milhões de dólares norte-americanos para elevar a pressão e abranger novos bairros de expansão no fornecimento do precioso liquido de qualidade, durante 24 horas por dia.


Mais energia para o sul do país

Mais energia para o sul do país


A empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) e a sua congénere sul-africana, Sasol, lançaram ontem a primeira pedra para a construção de uma nova central térmica na vila de Ressano Garcia, na província de Maputo, junto à fronteira entre os dois países.

A nova central, movida a gás natural, terá uma capacidade para produzir 175 megawatts (MW) de energia.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra foi dirigida pelo Ministro moçambicano da energia, Salvador Namburete e contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração da EDM, Augusto Sousa e do representante da Sasol em Moçambique.

O empreendimento, orçado em 250 milhões de dólares, também é designado por Central Térmica de Ressano Garcia (CTRG).

A sua estrutura accionista é composta pela EDM com 51 por cento e a Sasol com os restantes 49. A energia gerada será comercializada no território moçambicano.

Durante a intervenção, Namburete revelou que o novo projecto deverá começar a produzir energia a partir de Maio de 2014, e faz parte dos esforços do governo para aumentar a capacidade energética no país.

Disse que o país já se ressente da falta de energia e que o rápido desenvolvimento que se regista poderá exacerbar a escassez na ausência de novos projectos.

Revelou que para evitar que para aumentar a disponibilidade também foi projectada a Espinha Dorsal, que consiste numa linha de transmissão que liga a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) em Tete, ao extremo sul do país.

O ministro voltou a recordar os presentes que actualmente a região sul recebe a energia da HCB através da África do Sul, com todos os inconvenientes decorrentes.

Explicou que ao ritmo com que Moçambique e a região estão a se desenvolver, mesmo concluída a Espinha Dorsal não haverá energia suficiente, dai que esta Nova Central será sempre um reforço necessário adicionar á rede da EDM.

Por sua vez, o PCA da EDM disse na breve numa intervenção que neste empreendimento está aberta a participação de capitais privados no que tange aos 51 por cento que cabem à empresa de que é o seu timoneiro.

Esta é a segunda central a gás natural em Ressano Garcia. A primeira foi inaugurada no início do corrente ano com capacidade para produzir 100 MW.

Moçambique consome actualmente 650 MW/h nas horas de pico.


Todas sedes distritais electrificadas até 2014

Todas sedes distritais electrificadas até 2014


O governante que falava recentemente em Maputo explicou que mais de seis milhões de moçambicanos beneficiam da energia de Cahora Bassa, enquanto outros três milhões usam energia de painéis solares.

“Tudo isso é o resultado de um esforço gigantesco do Governo que elevou a taxa de acesso à electricidade para 38 por cento em 2012, contra apenas 7 por cento em 2004, colocando-se Moçambique acima da média da África Subsahariana, que é de 30.5 por cento”, disse.

Salvador Namburete disse igualmente que em termos de ligações anuais, com 130.000 em 2011, o país posiciona-se em terceiro lugar no conjunto dos membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), numa classificação liderada pela África do Sul e com as Maurícias em segundo lugar.

“O nosso país dispõe de recursos energéticos em quantidades expressivas, em termos de potencial hidroeléctrico, carvão, gás natural e fontes de energias renováveis, com uma capacidade instalada de 2.409MW”, disse.

Questionado no Parlamento pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), sobre o porquê da energia eléctrica estar cara e ser de má qualidade, sendo o país produtor, o ministro da Energia afirmou que a política tarifária no sector eléctrico prevê a aplicação de uma tarifa uniforme em todo o território nacional, com recurso ao subsídio cruzado, em que todos pagam o mesmo preço pela energia que consomem.

“Os rendimentos da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) nas zonas mais rentáveis são redistribuídos pelas zonas de menor rentabilidade, assegurando a electrificação simultânea de todo o país, para induzir um desenvolvimento mais integrado e equilibrado”, afirmou Namburete.

O ministro que falava durante a recente sessão de respostas do Governo às perguntas da Assembleia da República, referiu ainda que o custo total do programa de melhoria da qualidade da energia em todo o país está estimado em mais de 2.7 biliões de dólares norte-americanos (cerca de 80 biliões de meticais), os quais são agravados anualmente em 12 milhões de dólares (360 milhões de meticais) pelo roubo e vandalismo dos equipamentos.


Registo de crianças na semana de vacinação em Cabo Delgado

O sector da saúde, em Cabo Delgado, vai vacinar 307.344 crianças menores de cinco anos na semana que inicia na próxima segunda-feira, à semelhança do que vai acontecer todo o país. A campanha, de acordo com a directora provincial, Sãozinha Agostinho, vai consistir na suplementação da vitamina A, defesa contra poliomielite, desparasitação com mebendazol, um trabalho que vai custar ao Estado cerca de nove milhões de meticais.

Registo de crianças na semana de vacinação em Cabo Delgado


Em Cabo Delgado, porém, segundo revelou a directora provincial de Saúde, a campanha que inicia na segunda-feira, vai ter uma novidade diferentemente das outras províncias, porque será aproveitada para a divulgação do registo de menores, dos zero aos 120 dias de vida, um trabalho a ser realizado em coordenação com a direcção provincial da Justiça.

“É uma coisa que achamos que vai ser especial na semana de saúde para a nossa província, vamos divulgar e registar gratuitamente crianças dos zero aos 120 dias, mas isso vai acontecer apenas nas sedes distritais, em coordenação com os nossos colegas dos registos e notariado, portanto, todos os pais que tenham crianças com esta idade devem aproveitar registar seus filhos”- disse a directora provincial.

Sãozinha Agostinho fez saber ao nosso jornal que a previsão é alcançar pelo menos 90 por cento, do programado e, para o efeito, vão ser envolvidos na campanha 2196 pessoas, entre profissionais de saúde e agentes comunitários, em 272 equipas que vão trabalhar em toda província, para o que o sector disponibilizou 47 viaturas para a deslocação do pessoal, de modo a atingir todos pontos de Cabo Delgado, havendo ainda a possibilidade de outras virem a engrossar a lista ao longo do processo.

A directora provincial acrescentou que na semana de saúde da criança, mulheres com idade fértil vão beneficiar de planeamento familiar, estando reservado à elas a escolha do tipo que pretendem, um trabalho que vai ser levado a cabo nas unidades sanitárias de níveis distritais por serem locais onde existem técnicos abalizados na matéria.

Num outro desenvolvimento, a nossa fonte anunciou que crianças e adultos dos distritos de Ibo, Muidumbe, Mueda, Nangade, Palma e Mocímboa da Praia, vão beneficiar na mesma campanha de administração de medicamento para o tratamento de shistosomiase, doença vulgarmente conhecida por bilharziose, explicando que aquelas regiões de Cabo Delgado eram as que mais se ressentiam por aquela patologia.


Sul de Moçambique vai ficar às escuras entre Sábado e Domingo

Sul de Moçambique vai ficar às escuras entre Sábado e Domingo


A Electricidade de Moçambique (EDM) informa aos seus clientes que haverá um corte no fornecimento de energia eléctrica em toda a Região Sul do País, a partir das 22 horas do Sábado (17) até às 18 horas de Domingo (18).

Segundo um comunicado que recebemos da EDM este corte surge pela necessidade de se efectuarem testes de comissionamento dos transformadores da Subestação da MOTRACO, na Província de Maputo. Esse comissionamento tem em vista o melhoramento da qualidade do sistema de fornecimento de energia eléctrica.

O Comunicado acrescenta que, porque a qualquer momento poderá ser restabelecido o fornecimento de energia eléctrica, as instalações deverão ser consideradas como estando permanentemente em tensão.

A EDM apela à compreensão dos seus clientes e do público em geral e apresenta sinceras desculpas pelos transtornos que a operação vai causar.


Sistema de fornecimento de electricidade na cidade de Maputo está velho e obsoleto

Sistema de fornecimento de electricidade na cidade de Maputo está velho e obsoleto


O sistema de distribuição de energia eléctrica na cidade de Maputo está velho e obsoleto, o que tem originado frequentes cortes nos bairros urbanos e suburbanos da capital do país. O presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique (EDM), Augusto de Sousa Fernando, diz que a substituição do mesmo é um dos principais desafios para 2013.
Aliás, o provimento e melhoria da qualidade da energia eléctrica é uma das principais inquietações dos munícipes, que exigem explicações claras sobre a matéria e acreditam que é o principal desafio desta empresa pública.

O PCA da EDM referiu-se às frequentes restrições de luz nos bairros da cidade, considerando que os habituais cortes de energia são geralmente causados pela obsolência do sistema e pelas ligações clandestinas. “Existem vários factores para os constantes cortes de energia, nomeadamente, a obsolência do sistema de distribuição de energia, que, como sabe, tem cerca de 40 anos. Adicionalmente, temos verificado que, nos bairros, os sistemas estão a ser sobrecarregados devido a ligações não autorizadas, ou seja, um sistema criado para 30 clientes é usado por 40 ou 50, o que aumenta a pressão no sistema e provoca cortes”, afirmou.

Para ultrapassar o problema, a EDM tem em manga um projecto de substituição de todo o sistema, a partir do próximo ano. “O projecto consiste em, a partir de 2013, começarmos o processo de substituição gradual do sistema, com vista à melhoria destes serviços em Maputo”, sublinhou Fernando.


HCB retoma próximo mês exportação normal de energia



A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) poderá voltar a escoar a energia em corrente contínua a níveis normais a partir da primeira ou segunda semana de Novembro, com a operacionalização da bobine de alisamento recentemente adquirida a título de empréstimo junto da empresa sul-africana ESKOM.

Desde Julho, a HCB viu-se forçada a reduzir em 30 por cento a sua capacidade de exportação de corrente eléctrica na sequência de uma avaria na bobine de alisamento que é uma peça-chave para regular o sistema de transformação de corrente alternada em contínua.
Com a chegada do equipamento há uma semana, equipas técnicas continuam a trabalhar na recomposição da peça, sendo que nos próximos dias se vai entrar na fase de secagem e enchimento dos óleos que antecederão os testes necessários para a operacionalização da bobine.

“Devo explicar que para transportamos a peça da África do Sul para Songo tivemos que desintegrar algumas componentes da bobine. Neste momento, estamos a reintegrar os acessórios, mas como disse, é um equipamento bastante sensível pelo que vamos levar algum tempo para concluir os trabalhos”, disse Moisés Machava, responsável pela área de manutenção da empresa HCB.

Para além dos técnicos da HCB, a montagem do novo dispositivo está a contar com o envolvimento de especialistas da Siemens, companhia produtora do equipamento.

Informações disponíveis indicam que para transportar a bobine da subestação de Apolo até Songo, a HCB teve de desembolsar um pouco mais de 5 milhões de dólares norte-americanos. Parte deste valor foi igualmente usado para a construção de alguns desvios das pontes nos três países, nomeadamente África do Sul, Zimbábue e Moçambique.

De recordar que no total, a HCB tem cinco saídas (linhas) a partir do Songo, nomeadamente duas em corrente alterna para o centro e norte de Moçambique, uma corrente alterna para o Zimbábue e duas, as principais, em corrente contínua para a África do Sul.

A corrente contínua é uma tecnologia especial usada para transportar energia eléctrica com qualidade para grandes distâncias, como é o caso de Songo-Apolo (1400km). É pois uma das linhas de corrente contínua que tem a bobine de alisamento avariada. Todas as outras linhas estão em funcionamento (três de corrente alterna e uma de corrente contínua), apenas uma das linhas de corrente contínua está indisponível. A avaria forçou a redução da capacidade de escoamento da corrente produzida, sendo por isso que a HCB está a operar em apenas por cento.


EDM altera horário do corte de energia



A Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou, ontem, a alteração do horário de corte e restabelecimento da corrente eléctrica. De acordo com o comunicado da EDM, contrariamente ao anterior período estabelecido, das 06:00h às 20:00h (14 horas de privação da electricidade), o horário de corte passa a ser das 05:00h às 18:00h (13 horas sem electricidade). Na verdade, o período de privação foi reduzido em uma hora.

Este corte deve-se “aos trabalhos de manutenção preventiva de grande dimensão, com vista ao melhoramento da qualidade do sistema combinado de produção e transporte de energia eléctrica”.

O corte vai afectar totalmente as províncias da Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa. As províncias de Manica e de Sofala sofrerão algumas restrições.