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Explosão na central térmica: Maputo paralisada

Explosão na central térmica: Maputo paralisada


A paralisação definitiva da maioria das actividades na cidade capital verificou-se por volta das 11 horas de ontem, Maputo foi afectado por mais um apagão que se prolongou até a noite, afectando todas as áreas de actividade, com excepção do comércio informal.

Grande parte das instituições públicas, privadas e de prestação serviços viram-se obrigadas a paralisar, por falta de condições para prosseguir com seus trabalhos, cortou-se a energia. Há igualmente casos de numerosas empresas que dispensaram os seus trabalhadores da actividade laboral.

O apagão afectou em grande medida os sectores de restauração e hotelaria, a maioria dos quais se refere a enormes prejuízos resultantes da danificação de equipamentos e da deterioração de produtos congelados, com destaque para carnes, mariscos e frescos.

Ademais, os gestores destes estabelecimentos referem-se também a redução do número de clientes devido à falta de energia eléctrica que resulta um total desconforto da clientela.

Os bancos comerciais da cidade capital operaram com dificuldades e, na maioria dos casos, os gestores destas agências apontam falhas nos sistemas de operação e a restrições no fornecimento de energia eléctrica.

Em quase todos os passeios da zona baixa da cidade e arredores foram instalados geradores para electrificar as lojas, escritórios e noutro tipo de estabelecimentos para evitar a paralisação total das actividades. Funcionava-se a meio gás nuns e outros nem sequer havia actividade.

O trânsito não escapou aos efeitos das restrições uma vez os semáforos terem ficado paralisados. Por causa disso, logo depois do apagão a circulação tornou-se caótica com longas filas de viaturas a caracterizarem o tráfego rodoviário. Não houve registo de acidentes uma vez a Polícia de Trânsito ter acorrido à rua para regular o tráfego.

Os transportadores semi-colectivos de passageiros aproveitaram-se da agitação para completar as suas receitas, antes da hora de ponta, uma vez o movimento ter crescido logo depois do meio-dia.


Maputo: Ramo de Eucalipto cai e danifica uma viatura

Maputo: Ramo de Eucalipto cai e danifica uma viatura


O incidente ocorreu por volta das 16h40min, quando uma viatura estacionada na Rua Francisco Matange esquina com Av. Eduardo Mondlane bem mesmo no Centro infatil Cinderella, caiu sobre ela um ramo duma árvore de Eucalipto, a proprietária se encontrava fora da viatura que de seguida ficou em pânico e as pessoas que por ali passavam.

Segundo testemunhas oculares, na altura do facto, algumas pessoas que estavam perto ainda se aperceberam dos estalidos provocados pelo início da queda da árvore, tendo se afastado, precipitadamente, evitando o pior.

Este é mais um incidente que acontece com as arvores da cidade das acácias, de lembrar que em Janeiro último ocorreu a queda duma acácia na avenida Agostinho Neto que derrubou um poste de betão de transporte da corrente eléctrica que destruiram uma viatura de marca BMW.

Estes incidentes podem estar relacionados com o deficiente sistema de substituição das árvores, enquanto isso elas vão caindo e destruir tudo à sua volta.


Avaria da báscula de Dondo concorre para a degradação da EN6

A avaria da báscula no Dondo, em Sofala, situação que não permite o controlo do peso da carga de viaturas que circulam ao longo da Estrada Nacional Número 6 (EN6), está a acentuar a degradação daquela via.

Avaria da báscula de Dondo concorre para a degradação da EN6


Estima-se em dois mil o número de veículos pesados e cerca de mil ligeiros que diariamente usam aquela estrada que liga a cidade portuária da Beira e a vila fronteiriça de Machipanda, servindo a países do “hinterland” como o Zimbabwe, a Zâmbia, o Malawi e a República Democrática de Congo.

Com efeito, os camiões circulam na via com excesso de carga e as autoridades da área assistem impotentes ao cenário. O Governo reconhece que o trânsito está sem controlo, resultando mesmo numa autêntica anarquia.

A delegada da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Sofala, Irene Simões, considera haver até um certo oportunismo por parte de alguns transportadores desonestos que deliberadamente movimentam carga em excesso nas viaturas de grande tonelagem.

Falando há dias à Reportagem da nossa Delegação da Beira, a fonte anunciou que o Governo acaba de adquirir uma nova báscula para a EN6, no Dondo, mas problemas técnicos dificultam ainda a sua instalação.

Trata-se, conforme apurámos, de um equipamento moderno integrado num projecto de âmbito nacional que, essencialmente, visa actualizar as principais rodovias do país com unidades do controlo de peso nas viaturas.

Enquanto a nova báscula não é montada, conforme referiu Irene Simões, para disciplinar os prevaricadores seria necessário uma báscula móvel. Entretanto, não há fundos para viabilizar a esta intenção.


Queda da ponte na via Nametil a Chalaua: Circulação rodoviária só dentro de três meses

Queda da ponte na via Nametil a Chalaua: Circulação rodoviária só dentro de três meses


Dados em nosso poder indicam que o desabamento da ponte sobre o rio Muririmue, com 33 metros, terá ocorrido quando um camião de grande tonelagem (com cerca de 40 toneladas de cimento) passou por aquela infra-estrutura, concebida para suportar 30 toneladas.

“A R 683, no troço Nametil-Chalaua, está intransitável em virtude do desabamento da ponte, desde o dia 14 de Janeiro. Necessitamos de desmontar e lançar uma nova ponte metálica de 33 metros”, indica a ANE.

Neste momento, as viaturas que pretendem chegar ao distrito de Moma, um dos potenciais produtores do pescado, bastante consumido na capital provincial e noutros distritos do interior, como Malema, Lalaua e Ribaúe, e onde se localiza a maior mina de Eliminite e Zircão (vulgo areias pesadas), tem de seguir pela EN 104 (Nampula/Angoche, através da região de Boila, e R324, Boila/Moma), ou pela R 1171 (Nametil/Iuluti e entrar na R 684, Murrupula/Mecane, e depois na R 324, Murrupula/Mecane).

Segundo dados da ANE, apesar da chuva que tem vindo a cair, as condições de transitabilidade não são más em toda a província, pois ela é condicionada apenas nalguns troços principalmente nos de Nametil/Boila (EN 104), Nacavala/Muecate (R 698) e Mutuali/Lurio (EN 13).

Naquelas rodovias, foram afectados aquedutos, cuja reposição passa pela colocação de novas estruturas de betão, aterros e plataformas. Neste momento, estão a ser mobilizados os empreiteiros, que irão realizar as obras.


“Chapeiros” em pé de guerra com autoridades municipais

“Chapeiros” em pé de guerra com autoridades municipais


Os operadores da rota Baixa-Praça dos Combatentes paralisaram as actividades, nas primeiras horas de ontem, por não concordarem utilizar o terminal Anjo Voador, imposto recentemente pelas autoridades municipais. Os mesmos alegam que  o novo terminal não oferece espaço suficiente para acomodar frotas de diversas rotas, além de que o engarrafamento agudiza as dificuldades em fechar receitas.

“O Município obriga-nos a dar a volta no terminal Anjo Voador, mas, ao atravessar a avenida 25 de Setembro, deparamo-nos com um engarrafamento que nos leva muito tempo a fazer o desvio. Além disso, no terminal Anjo Voador não conseguimos levar passageiros, o que dificulta ainda mais o fecho das receitas”, reivindicou um dos transportadores, que se identificou por Mabunda.

A ideia foi secundada pelo coordenador-adjunto da Associação dos Transportadores de Maputo (ATROMAP), António Rodrigues, para quem “a realidade no terreno mostra que o terminal Anjo Voador não tem espaço suficiente para todos os carros estarem lá perfilados para carregar passageiros”.

Com efeito, até cerca das 14h00, vários carros daquela rota encontravam-se estacionadas no mercado do Compone. Nas primeiras horas, as pessoas não tiveram acesso aos transportes com destino à Baixa e vice-versa, sendo que as alternativas eram os transportes das rotas Praça dos Combatentes-Xipamanine e Praça dos Combatentes-Museu, que não chegaram a paralisar as actividades.


Cabo Delgado - Estradas de Namuno intransitáveis

Cabo Delgado - Estradas de Namuno intransitáveis


Para fazer face à esta situação, ainda de acordo com a nossa fonte, o Governo distrital contratou três empresas de construção de estradas para intervir pontualmente nos troços mais problemáticos das vias de Namuno-Montepuez, Namuno-Balama e Namuno-Machoca.

“Portanto, apesar da degradação acentuada das vias, não temos situações de intransitabilidade das mesmas porque contratamos três empresas de manutenção para fazer intervenções de emergência nos pontos mais críticos”, disse o administrador distrital de Namuno, que acrescentou que em relação às rodovias que ligam os postos administrativos e localidades, também existe um programa para a sua intervenção.

 Casimiro Calope disse que viajar de Montepuez a Nanumo é muito difícil. Referiu que uma distância de cerca de 600 quilómetros que em condições normais é feita em uma hora e meia, agora é percorrida no período de quatro a cinco horas. A fonte assegurou que aquela rodovia tem beneficiado, anualmente, de obras de manutenção de rotina, num esforço que visa garantir a transitabilidade da via.

Em relação à estrada que liga a sede distrital de Namuno à de Balama, outro distrito vizinho, a fonte disse que o seu Executivo tem feito também trabalhos de reabilitação de rotina por ser uma via que flexibiliza a comunicação entre os dois pontos da província de Cabo Delgado, quer repondo as pequenas pontes que se têm danificado em tempos de chuva, quer tapando buracos.

“O ideal seria asfaltar pelo menos a estrada Montepuez-Namuno mas, enquanto isso não acontece, o Governo distrital vai continuar a realizar trabalhos de reabilitação de rotina acção que temos vindo a realizar anualmente, num esforço que custa muito dinheiro. Nós estamos cientes disso, mas é o que se pode fazer neste momento, tendo em conta que as obras de asfaltagem custam valores muito altos de que o Governo não dispõe”- afirmou.

Em Cabo Delgado, os distritos que se têm debatido com o problema de circulação de viaturas no período chuvoso, devido à degradação das estradas, são principalmente Namuno, Balama, Quissanga e Palma, que às vezes chegam a ser isolados do resto da província.

Actualmente, já não se pode dizer o mesmo em relação ao distrito de Palma que está a sair da lista devido ao facto de o troço que liga a sede distrital à de Mocímboa da Praia estar a beneficiar de obras de asfaltagem, inserido no projecto de reabilitação de raiz, que inclui a estrada Mueda-Namoto.


Ligação Maputo-Províncias - Incerteza reduz viajantes na “Junta”

Ligação Maputo-Províncias - Incerteza reduz viajantes na “Junta”


O receio de viajar de grande parte dos munícipes fez com que apenas cinco viaturas tivessem partido, até à tarde de ontem, de Maputo para as regiões norte e centro do país e cerca de vinte para vários distritos das províncias de Inhambane e Gaza.

Segundo a coordenadora da terminal, Inês Infante Mindo, as enxurradas fizeram com que apenas 511 viaturas garantissem o transporte às províncias na última semana e o corte da ponte veio piorar o cenário.

“Tivemos um decréscimo de viaturas a transitarem para as províncias, apenas as de Ressano Garcia e que vão para antes de Chicumbane, na província de Gaza, é que estavam a circular sem limitações. O fluxo de viajantes também baixou e muitos carros estão parados desde o início das enxurradas”, afirmou Inês.

Esta situação é totalmente contrária a que se assistia durante a quadra festiva, onde milhares de cidadãos não conseguiam viajar por falta de viaturas de carreiras interurbanas. Os transportes eram quase inexistentes para o número dos utentes que procurava passar as festas juntos às suas famílias e isso está a criar um mal-estar nos passageiros.

“Em Dezembro tínhamos uma média de 800 e 900 viaturas que garantiam a ligação com o resto do país, mas a tendência actual é reduzir. A média de viaturas que parte da “Junta” para o mês de Janeiro é de 220 carros, número que pode aumentar durante o fim-de-semana prolongado de 3 de Fevereiro e a retomada da circulação na EN1”, acrescentou.

Questionada sobre as carreiras que terão ficado prejudicadas resultante do corte da ligação com o resto do país através da EN1, a nossa fonte disse não haver ainda mecanismo para o controlo do fluxo de entrada de viaturas porque parte delas acontecem depois do encerramento dos serviços.

“O que acontece é que temos um horário em que terminam o carregamento de passageiros, altura em que encerramos. As que vêm das províncias descarregam os passageiros e dirigem-se a parques privados para manutenção, mas agora estamos a criar um sistema para o controlo de entradas e acreditamos que dentro de dias poderemos dar informações mais apuradas”, explicou a coordenadora.


Zambézia - “Lua-Lua” retoma carreiras para Chinde

Zambézia - “Lua-Lua” retoma carreiras para Chinde


O governador da Zambézia, Joaquim Veríssimo, que orientou há dias a cerimónia oficial de reinauguração daquela embarcação apelou à direcção da empresa Transmarítima a melhorar a relação com os utentes, aplicando preços acessíveis, uma vez que o Executivo irá subsidiar os custos da operação.

A empresa que geria o batelão cobrava 600 meticais por viagem por passageiro. Mesmo assim, a operadora queixava-se de não estar a recuperar os custos com a operação, facto que lhe levou a resignar à prestação de serviços.

O Governo provincial da Zambézia viu-se obrigado a lançar um novo concurso público para apurar um novo gestor do batelão Lua-Lua. A decisão do Executivo visou minorar o sofrimento de pessoas, uma vez que depois da desistência da operadora, a população passou por enormes dificuldades nas suas deslocações.

A empresa que geria o batelão tinha fixado o preço de 600 meticais, mas o Governo discordou propondo metade do valor com a promessa de subsidiar a parte remanescente. Todavia, depois das duas primeiras viagens, como a promessa não foi cumprida pelo Executivo, o gestor acabou desistindo, o que veio agudizar as dificuldades de transporte para a população residente na vila sede distrital de Chinde e algumas ilhotas.

A população de Chinde pediu, há dias, ao governador da Zambézia, Joaquim Veríssimo, que trabalhou naquela região, a reposição do batelão para aliviar o sofrimento e garantir a segurança marítima entre os dois pontos.

Entretanto, o director provincial dos Transportes e Comunicações, Alberto Manharage, disse, quando abordado pela nossa Reportagem a propósito do facto, desconhecer as reais razões que ditaram a desistência da anterior gestão. Afirmou, no entanto, que a embarcação tem problemas logísticos.

Os líderes comunitários mostraram-se agastados com a ausência do batelão pelo facto de estar a encarecer a vida. Explicaram a Joaquim Veríssimo que os comerciantes se aventuram nas pequenas embarcações a remo e à vela até Marromeu para comprar produtos alimentares e outros. Uma vez os produtos colocados no Chinde são vendidos a preços altos.

Os comerciantes afirmam que a paralisação forçada do batelão Lua-Lua está a trazer muitos problemas pelo facto de não conseguirem, duma só vez, transportar grandes volumes de mercadorias nas pequenas embarcações.

Vasco Ntamuala é comerciante na vila-sede distrital de Chinde, e afirmou que era mais fácil ir a Quelimane transportar uma grande quantidade de mercadoria do que se arriscar nas canoas até Marromeu.

O batelão adquirido pelo Governo em Março do ano tem capacidade para transportar, de uma só vez, 80 pessoas, carga diversa e duas viaturas.


Há fortes esquemas de corrupção na atribuição de cartas de condução

Há fortes esquemas de corrupção na atribuição de cartas de condução


Os referidos esquemas, segundo Cassamo, partem dos altos dirigentes do INATTER, passando pelos Serviços de Viação, examinadores e por fim envolvendo os instrutores e até os simples funcionários.

Cassamo Lalá contou a nossa fonte que o aluno de condução depois das aulas práticas e teóricas a nível da escola de condução, chega à fase do exame, mas antes do exame o candidato deve passar pela captação de dados junto dos Serviços de Viação. `Aí tudo pode acontecer!... Por exemplo o aluno que frequentou a escola de condução na especialidade de ligeiro, pode negociar com os Serviços de Viação do INATTER para ter pesado ou serviços públicos´.

O mais grave é que quando a escola detecta casos desses, manda o aluno imediatamente rectificar os dados captados nos Serviços de Viação, visto que são estranhos à entidade de formação. Só que quando confrontada com a situação, pela escola, o INATTER diz que `o sistema não permite a alteração de dados, algo que só pode ser feito depois do candidato tiver obtido a sua licença de condução´. E como as normas são violadas, Cassamo Lalá não tem dúvidas: `Só a corrupção pode explicar esse fenómeno´.

`Outro indício de corrupção´, segundo a nossa fonte, `está no licenciamento para serviços públicos de condução´. Segundo Lalá, `há cada vez mais licenciados em serviços públicos cuja proveniência é desconhecida, pois as escolas de condução dificilmente recebem candidatos para aquela especialidade´.

Questionado sobre como é que tem a certeza de que as escolas andam `às mosca´, Cassamo disse que são dados da Associação das Escolas de Condução (AEC), da qual é membro, e explica: `Nós temos um carro a nível da Associação para examinar os candidatos a serviços públicos, e sempre que a escola tiver candidatos dirige-se para lá. São poucos os dados que temos sobre esse tipo de serviços´ disse.

Cassamo vai longe mais longe e afirmar que `o INNATER não está preparado para lidar quer com a fiscalização, quer com a examinação dos candidatos´, e sustenta que `o INATTER não tem examinadores em número desejado, porque um examinador chega a trabalhar com mais de 20 candidatos por dia, para além de que não dispõe de espaço suficiente para examinar candidatos´.

Contactado o INATTER para se pronunciar sobre o assunto, o director-adjunto, Edgar Gemo, prometeu reagir `brevemente´. Enquanto aguardamos pela versão da INATTER fica aqui, por ora, a versão do conceituado director da Escola de Condução Internacional, Cassamo Lalá, que torna assim pública a denúncia de corrupção na entidade da administração pública que tem por função confirmar que os cidadãos estão habilitados a conduzir.


Acidente faz um morto, feridos e paralisa EN4

Acidente faz um morto, feridos e paralisa EN4


O acidente ocorreu quando uma viatura Mitsubishi Pajero AAP182MP cortou prioridade a um camião com a inscrição ZHK504GP, pertencente a Reinhardt, tendo de seguida arrasado quatro árvores, três viaturas estacionadas e dois postes de iluminação.

Na sequência daquele sinistro, segundo testemunhas, uma cidadã que respondia pelo nome de Ana Isabel Atanásio, de 42 anos e que se encontrava na paragem de autocarros, encontrou a morte depois de uma queda precipitada, tendo perdido a vida a caminho do hospital.

As viaturas, que estavam estacionadas defronte de um bottle store, ostentavam as chapas de matrícula ABE371MC e ABI371MC, respectivamente.

Para os moradores, o pior só não aconteceu dada a hora em que o acidente aconteceu e também pelas condições do tempo, pois na altura caía chuva.

Tanto para os moradores como os utentes daquela via a colocação de um sinal luminoso é um imperativo, dada a frequência com que ocorrem os acidentes de viação no cruzamento entre a EN4 e a Rua 5 de Fevereiro.

Rui Manganhela, namorado da vítima mortal e residente na rua onde o acidente aconteceu, disse à nossa Reportagem que em tempos houve pedido dos moradores no sentido de minimizar os sinistros, pois só na sua família esta é a segunda morte a ocorrer.

“Há pouco mais de cinco anos a minha mãe morrer aqui mesmo, colhida por um camião. Aqui em nossa casa já entrou uma viatura que danificou a vedação e evadiu o recinto da casa.

Entretanto, segundo apurámos de testemunhas logo após a ocorrência do acidente, o motorista do camião da Reinhasrdt teria abandonado o local para parte incerta. Até ao início da tarde de ontem a circulação já havia sido restabelecida.


Gaza - Transportes, Construção e água: Mineiros regressados empenham-se em acções

Gaza - Transportes, Construção e água: Mineiros regressados empenham-se em acções


Este facto foi dado a conhecer há dias ao nosso Jornal pela directora provincial do Trabalho, Graça Mula, a qual indicou que àqueles compatriotas foi pago um valor de mais de 900 mil contos, através do pagamento diferido.

Na óptica da nossa entrevistada, os valores pagos, para além de constituírem uma valiosa contribuição à Balança de Pagamento do nosso país, são uma importante base a partir da qual, grande número de agregados familiares dos mineiros de Gaza, têm estado a melhorar as suas condições de vida, através da construção de casas melhoradas, aquisição de meios circulantes, equipamento agrícola e sua participação no fomento pecuário.

De acordo com Graça Mula, os mineiros regressados estão, igualmente, a prestar um contributo inquestionável na busca de soluções da falta de água nalguns pontos de Gaza, através da criação de pequenos sistemas de abastecimento do precioso líquido.

“Os nossos compatriotas estão a investir em pequenos projectos de geração de renda contribuindo, deste modo, para o aumento da sua renda, melhoramento das suas condições de vida, bem como para o desenvolvimento das suas zonas de origem”, disse a nossa entrevistada.

A direcção do Trabalho, segundo a nossa fonte, tem vindo a monitorar o processo do pagamento diferido na TEBA, da tramitação com o intuito de permitir melhor acompanhamento do trabalhador emigrante, muito em particular o mineiro, em acções como a tramitação de documentos de trabalho e de viagem junto da Migração, bem como no desalfandegamento dos seus bens.

Ainda de acordo com Graça Mula, durante as quadras festivas da Páscoa, Natal e Final do Ano, de 2012, foram montadas brigadas móveis multissectoriais, envolvendo o sector do Trabalho, PRM e Migração, um trabalho que foi levado a cabo a partir de Incoluane e nas principais vias da província com vista a acompanhar o movimento dos mineiros e suas famílias, dialogar e sensibilizar os mesmos sobre os aspectos de segurança rodoviária. Nesse âmbito, de acordo Graça Mula, foram assistidos 9200 mineiros.

Num outro desenvolvimento, a nossa interlocutora referiu que, no quadro de assistência aos ex-mineiros, viúvas e seus dependentes, o seu sector desenvolveu uma intensa actividade de assessoria àquele grupo social por forma garantir uma melhor reinserção e aplicação correcta dos seus valores em projectos de geração de rendimento para melhorar a qualidade das suas vidas.

Entretanto, mais de 460 cidadãos moçambicanos da província de Gaza conseguiram, durante o ano passado, contratos de emprego em diversas companhias mineiras sul-africanas, como resultado dos esforços envidados pelo governo provincial visando a redução dos níveis de desemprego naquele ponto do país. Estes dados foram dados a conhecer à nossa Reportagem pela directora provincial do Trabalho, Graça Mula, numa avaliação preliminar do desempenho do seu sector ao longo do ano que recentemente terminou.

Em coordenação com a Delegação do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP) foram realizadas 20 visitas às cinco associações existentes, abrangendo 1.035 beneficiários dos núcleos associativos, com o fim de monitorar as actividades que estão sendo levadas a cabo nestas organizações, do que resultou no apoio a estas na lavoura e em insumos agrícolas e reforço em “kits” de instrumentos de trabalho.


Acidente de viação mata dois chineses em Xai-Xai



Dois cidadãos de nacionalidade chinesa, trabalhadores da empresa agrícola Wambao, perderam a vida ontem em Xai-Xai, localidade de Chicumbane, no Baixo Limpopo, na sequência do despiste  e capotamento da viatura em que se faziam transportar em plena actividade no regadio do Baixo Limpopo.

De acordo com Sílvia Paulo, chefe das Relações Públicas no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em declarações ao nosso Jornal, o acidente teria eventualmente tido como causa o estado lamacento da via provocado pelas chuvas intermitentes que fustigam Gaza.


Choque entre comboio e “chapa” faz oito feridos


O sinistro deu-se quando a locomotiva de transporte de passageiros 607 embateu contra uma viatura, também de transporte Semi-colectivo de passageiros, de marca Toyota Hiace, com a chapa de inscrição ACE 900 MP, que terá ficado parciamente destruída.

Segundo Emídio Mabunda, Porta-voz da Polícia no Comando Provincial em Maputo, o automobilista pôs-se depois em fuga momentos depois do sinistro, encontrando-se ainda em parte incerta.


Vandalismo embaraça na Portagem de Maputo



O Director de operações da TRAC, Firmino Inguane, deu à nossa reportagem a oportunidade de visualizar alguns vídeos, na sua maioria ilustrando a destruição de cancelas, sobretudo nas pistas de pagamento electrónico (E-Tag).

Um dos vídeos mostra duas viaturas da marca Toyota, com matrículas ACL 671 MP e AAR 043 MC, que fazem o transporte semi-colectivo de passageiros na rota Goba-Baixa, a derrubarem as cancelas numa das pistas, e seguir viagem sem pagar a taxa.

Aliás, de acordo com Inguane, trata-se de casos de reincidência uma vez que as mesmas viaturas aparecem sistematicamente nos registos a usar o mesmo método para furtar-se ao pagamento da portagem.

Outros cinco veículos particulares, com chapas de inscrição MLY 88 56; ACF 029 MC; ACL 586 MP; ABC 803 MC e ACK 760 MP, que aparecem nos registos da TRAC, figuram na lista dos reincidentes. Tal como documentam as imagens a que a nossa reportagem teve acesso, os condutores destas viaturas não só se furtam sistematicamente ao pagamento das taxas, como também proferem palavras injuriosas contra os funcionários da portagem.

“Estes são apenas alguns exemplos que nós consideramos graves, de automobilistas que, de forma sistemática e abusiva, efectuam passagens sem pagamento na portagem, violando não só as normas de utilização de estradas com portagem como também o código de estrada, uma vez que não respeitam os sinais de transito, nomeadamente os semáforos e outros instalados na portagem. Este comportamento resulta em prejuízos financeiros e danos materiais avultados pois alguns equipamentos vandalizados são muito sensíveis e de uma tecnologia relativamente cara…” explica Inguane.

A fonte referiu-se à boa colaboração que tem sido manifestada pela Federação dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), que tem facilitado a localização e responsabilização dos transportadores identificados como autores de práticas de vandalismo e desobediência na portagem.

Devido à persistência com que operadores do transporte de passageiros se envolvem em tais actos, a TRAC fez uma aproximação à FEMATRO que, prontamente, colaborou e facilitou a identificação de alguns visados, que foram penalizados com a retirada das licenças de operação, além do ressarcimento da TRAC pelos danos causados.

Enquanto isso, entre 10 a 11 mil transacções na portagem de Maputo são actualmente feitas por via do sistema E-Tag, o mecanismo electrónico de pagamento instalado em 2009 naquela portagem.

Segundo a nossa fonte, uma média de 600 clientes aderem mensalmente ao sistema, considerado eficaz por reduzir o tempo de espera nas filas.

Ao abrigo de um memorando rubricado entre a TRAC e a FEMATRO, todos os transportadores licenciados pelas associações podem aderir gratuitamente ao serviço E-Tag, além de que beneficiam de um desconto na ordem dos 49 por cento na tarifa referente à sua classe, razão por que na sua maioria, os “chapas” pagam 10,50 Meticais de tarifa de portagem.


LAM lança novo produto



Segundo uma nota de imprensa enviado à nossa Redacção, a “LAM vinca a sua contribuição para o desenvolvimento social de Moçambique, tornando cada vez mais acessível o transporte aéreo, como forma de aproximar ainda mais a família moçambicana”.

A mesma nota refere que para terem acesso a esta promoção, os clientes devem programar as suas viagens com antecedência e adquirir as passagens nas lojas da companhia, agências de viagens ou através da Internet  A promoção é válida até 10 de Março.


Contrabando na Quadra Festiva: Estado encaixa um milhão



Dados revelados na sexta-feira no fim da Operação Karibu que juntou as Alfândegas de Moçambique, a PRM, serviços de Migração e demais forças durante a última quadra festiva, indicam que foram apreendidas 1992 caixas de bebidas alcoólicas de diversas marcas transportadas em viaturas particulares, 82 caixas de óleo alimentar, uma viatura e outros produtos não especificados.

Aquelas mercadorias estão orçadas em mais de dois milhões e duzentos mil meticais dos quais pouco mais de um milhão de meticais já foi cobrado.

No mesmo período, foi apreendido um saco de passaportes fabricados no circuito oficial, mas que estavam na posse de dois moçambicanos na rota do crime organizado.

A Operação Karibu, realizada em todas as fronteiras nacionais de 28 de Novembro a 11 de Janeiro passados, posiciona-se como sendo a mais bem sucedida comparativamente as outras levadas à cabo no contexto da celeridade e simplificação de procedimentos aduaneiros e migratórios para os viajantes durante as festas.

Dados apresentados no local indicam que durante o intervalo das festas passaram pelas fronteiras moçambicanas mais de um milhão de viajantes, número que na avaliação das autoridades está ligeiramente acima do universo registado na época transacta.

A fronteira de Ressano Garcia voltou a ser a mais utilizada, tendo passado por aquele posto mais de 600 mil viajantes e perto de 156 mil veículos automóveis. Embora sem dados do período anterior, as autoridades aduaneiras e migratórias consideram que, neste ano o número aumentou.

“Esta operação que acabamos de encerrar foi das mais difíceis mas também das mais bem sucedida”, disse Domingos Tivane, Director-Geral das Alfândegas, visivelmente emocionado perante agentes representativos das forças conjuntas envolvidas nos trabalhos.

Explicou que o nível de coordenação fez com que, o dia de pico das saídas para África do Sul, 2 de Janeiro, a fronteira de Ressano Garcia, por exemplo, estivesse livre de movimentação até as 18 horas.

Para Jorge Khálau, Comandante-Geral da PRM, aquele era um encerramento simbólico, pois as operações de controlo ao contrabando e outros crimes que ocorrem nas fronteiras continua. Porém, louvou a forma coordenada e a entrega feita pelos agentes das forcas conjuntas.

“Os que fizeram indisciplina foram isolados. Vocês que souberam cumprir o vosso dever estão de parabéns. Não queremos ouvir casos de negociatas e outros actos contrários às normas. Que o bom comportamento continue”, destacou Khálau, no acto de encerramento da Operação Karibu.

Na ocasião, foram premiados alguns agentes que se destacaram pelo zelo e abnegação no cumprimento das missões atribuídas para tornar célere o atendimento de pessoas e desembaraço de mercadorias nas fronteiras.

A Operação Karibu contou ainda com o envolvimento de agentes do Serviço Nacional de Salvação Pública e da sociedade civil, cuja tarefa era assistir aos viajantes em diversos pontos.


Burlados passageiros na terminal da Beira



Depois da investida feita por burlões durante a quadra festiva que deixou dezenas de pessoas sem dinheiro nem transporte, no domingo último veio a terreiro um outro grupo protagonizar uma outra acção tendo conseguido burlar 40 pessoas que pretendiam deslocar-se à Tete.

De acordo com as vítimas da trapaça, dois jovens fazendo-se passar por cobradores de uma transportadora cuja designação se desconhece começaram a vender passagens para a província de Tete prometendo que o autocarro partiria 2ª feira às quatro horas.

“Ao comprarmos estes bilhetes partíamos do princípio de que quem aqui se instala é do conhecimento da TPB, mas não foi isso que aconteceu. O transporte não apareceu e perdemos o dinheiro”-explicou uma cidadã que se identificou por Joaquina Moreira.

Indignado, o grupo de passageiros vítimas da burla começou a desencadear uma greve na terminal até que identificou um comparsa dos burlões, tendo valido a pronta intervenção dos homens da lei e ordem afectos ao posto policial local.

Da Direcção do Transporte Públicos da Beira (TPB), instituição que é dona da Terminal Rodoviário Internacional da Beira, o nosso Jornal não teve qualquer reacção, por alegadamente a pessoa autorizada a falar estar ausente.


Dois novos aviões da LAM estarão baseados em Nampula e Tete



A LAM, Linhas Aéreas de Moçambique, vai adquirir no primeiro trimestre deste ano mais dois aviões e prevê aumentar a capacidade em 22%. Já nos últimos dois meses de 2012, a LAM tinha aumentado a sua frota, com um Embraer 190 e um Boeing 737-500.

Este ano serão adquiridos mais dois Embraer 145 que serão operados pela subsidiária MEX – Moçambique Expresso e estarão baseadas em Tete e Nampula”, de modo a permitir uma resposta integrada aos vários pólos de desenvolvimento de Moçambique”, diz a companhia.

A companhia anunciou ainda que em 2012 transportou 612.765 passageiros, mais 9% do que em 2011.

“Comemoramos este recorde porque reflecte o nosso empenho na resposta á crescente necessidade do mercado pelos serviços de transporte aéreo. É um resultado que demonstra a forma afincada e eficiente como trabalhamos na nossa companhia”, afirmou a administradora delegada da LAM, Marlene Manave.


Avaria de batelão cria transtornos em Marracuene



O batelão que garante a ligação entre a localidade de Macaneta e a sede do distrito de Marracuene, na província de Maputo, está avariado há duas semanas.

Neste momento, a travessia é feita com recurso a cordas e contra todos os riscos possíveis. Fazer o percurso Macaneta-Marracuene e vice-versa tornou-se uma aventura perigosa desde que o motor do único batelão que liga as duas partes avariou.

Os utentes, cada um à sua maneira, submetem-se a técnicas de risco para chegarem aos destinos.

No local não há Estado, o que conta é o esforço dos interessados em atravessar. Os utentes usam duas cordas amarradas ao batelão e afixadas em duas viaturas, que puxam o aparelho para a margem, transportando pessoas e bens.

“O País” soube no local que o preço pela travessia, imposto por quem pensou naquela solução, ronda os 150 meticais. O preço de tabela afixado pelo Estado é de 180 meticais.

A tripulação do batelão desapareceu do local desde que o mesmo avariou e ninguém controla o equipamento.

A situação abriu negócio para a rapaziada de Marracuene, que se diverte e ganha algum dinheiro.

Os que podem viajam em embarcações artesanais sobre as águas do rio Incomáti.


14 carros “recuperados”



As Alfândegas de Moçambique apreenderam na manhã de ontem, em Maputo, 14 viaturas que estavam a ser vendidas ilegalmente num dos parques de venda de viaturas importadas do Japão.

As 14 viaturas apreendidas são provenientes do Japão. Os carros foram importados, sem, no entanto, terem dado entrada no terminal internacional de automóveis da Matola ou da cidade de Maputo, a fim de seguirem todos os procedimentos legais, ou seja, as viaturas estavam a ser comercializadas sem o devido pagamento dos direitos alfandegários, um acto que as autoridades moçambicanas consideram fuga ao fisco.

Os carros, de acordo coma as Alfândegas, entraram no país através de esquemas de  contrabando ou sob regime de importação temporária, sem observância das normas e leis referentes ao regime.

Entre as viaturas apreendidas destacam-se viaturas de marca Toyota vitz, Honda FIT, Honda CRV e Izusu.

A neutralização destas viaturas foi possível graças a uma operação efectuada pelas Alfândegas por alguns parques da capital do país.

As viaturas em causa foram apreendidas num parque denominado CFJ Internacional localizado na avenida acordos de Lusaka. Tentativas de ouvir a reacção dos proprietários daquele parque redundaram num fracasso.

Entretanto, as Alfândegas não revelaram o valor em que o Estado foi lesado na operação ilegal, mas para os proprietários reaverem as suas viaturas serão sujeitos ao pagamento dos direitos de importação acrescidos de uma multa.

E uma questão fica no ar: quantas viaturas terão sido vendidas nessas condições no mesmo parque e que o Estado saiu a perder?