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Moçambique: Vacina contra malária possível até ano 2015

Moçambique: Vacina contra malária possível até ano 2015


A informação foi revelada ontem por Eusébio Macete, director do Centro de Investigação em saúde de Manhiça, (CISM), local onde decorrem as pesquisas, à margem da visita que o Coordenador Geral para a Iniciativa do Presidente dos Estados Unidos da América Contra a Malária (PMI), Timothy Ziemer, efectuou ontem àquele centro.

Actualmente, a imunização reduz em um terço o risco de infecção da doença em crianças envolvidas no estudo.

Os investigadores estão a fazer o ensaio da fase III que é o estágio de pré-licenciamento da candidata à vacina, esperando-se que até finais do próximo ano se tenha os resultados finais desta etapa de pesquisa. Depois a imunização será submetida à aprovação das entidades reguladoras, tais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que se espera venha a concretizar-se em 2015.

“Nesta fase III procura-se descobrir se a vacina é segura e eficaz quando aplicada em larga escala. É a fase que determina o registo do produto para a sua utilização posterior, dependendo dos resultados que forem encontrados nesta fase”, explica Pedro Aide, médico investigador da área de malária.

Para realizar estes ensaios e outras actividades, o CISM conta o apoio de diversas entidades, entre as quais, o Governo norte-americano, através do Programa Nacional de Controlo da Malária para o qual os americanos já disponibilizaram, desde 2006, cerca de 190 milhões de dólares.

“Estou aqui para observar o progresso do programa do Presidente dos Estados Unidos da América para alívio da malária. Estou feliz com o apoio que estamos a dar ao Ministério da Saúde porque vejo que há uma tendência de redução do número de casos da malária. Mas ainda há muito por fazer na área de prevenção e tratamento de mulheres grávidas. Temos visto muitas mulheres internadas com bebés. Enquanto não eliminarmos a doença não ficarei totalmente feliz”, observou Ziemer.

Na ocasião, o representante de Barack Obama disse que o seu governo vai manter o apoio a Moçambique. “O governo tem compromisso com Moçambique a vai manter o apoio. Para isso é importante demonstrar o impacto que o investimento está a trazer para o país”, sublinhou.


Reforço para a vacinação infantil em Moçambique

Reforço para a vacinação infantil em Moçambique

Apesar dos avanços significativos em fundos e na disponibilidade de vacinas a nível mundial, é estimado que até um quinto das crianças de todo o mundo ainda não recebem as vacinas básicas. A proliferação dos telemóveis em África constitui uma oportunidade para utilizar as tecnologias móveis para ajudar a superar as barreiras para uma vacinação universal.

A nova parceria irá focar-se inicialmente num projecto de vacinação piloto com a duração de um ano em Moçambique, apoiado pela ONG Save the Children e executado em colaboração com o Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU). Este projecto visa aumentar a cobertura da vacinação entre as crianças de Moçambique através do teste de 5 a 10 porcento de diferentes soluções móveis como as SMS; para encorajar as mães para se deslocarem aos serviços de vacinação, apoiar os funcionários dos cuidados de saúde, melhorar a manutenção de registos e permitir uma gestão melhorada do stock de vacinas.

 “Tecnologias inovadoras – dispositivos móveis, medicamentos ou vacinas – estão a ajudar a transformar a saúde a nível global. Organizações como a UNICEF e a GAVI têm desempenhado um papel fundamental ao tornar as vacinas muito mais acessíveis em África mas ainda existem algumas barreiras que impedem as crianças de beneficiarem da imunização básica. Esta nova parceria combina a experiência, os conhecimentos e os recursos da GSK com os da Vodafone com o potencial de oferecer vacinas que podem salvar vidas a dezenas de milhares de crianças em Moçambique.” afirmou, Andrew Witty da GSK.

Vittorio Colao, da Vodafone, afirmou por sua vez que “A Vodafone assumiu o compromisso de investir em tecnologias móveis que podem transformar os cuidados de saúde tanto nos mercados desenvolvidos como nos mercados emergentes. Estas parcerias possuem o potencial de salvar milhões de vidas a crianças que vivem em alguns dos países mais pobres do mundo e estamos muito satisfeitos por apoiar esta iniciativa de importância crítica.”

O projecto-piloto irá testar as tecnologias móveis para aumentar a vacinação em três formas chave:

A primeira, em que as mães e cuidadores serão registados numa base de dados do Ministério da Saúde de Moçambique e alertados através de SMS acerca da disponibilidade e importância dos serviços de vacinação capazes de salvar vidas para os seus filhos e poderão marcar a vacinação através de SMS e receber notificações acerca de vacinações anteriores e futuras para garantir que as crianças completem o plano completo e fiquem totalmente imunizadas.

Na segunda, os funcionários dos cuidados de saúde serão equipados com smartphones especialmente adaptados que lhes permitem contactar as mães, visualizar e registar históricos de vacinação e efectuar relatórios acerca de consultas de seguimento.

Na terceira e última, as instalações de cuidados de saúde serão instadas a reportarem os níveis de stock de vacinas através de SMS, isto irá garantir uma importante gestão da cadeia de abastecimento e a disponibilidade de vacinas onde e quando são necessárias, em particular nas áreas rurais.

O projecto-piloto irá incluir 100 clínicas e será testado de forma independente. Para garantir um acesso aberto, os cuidadores poderão participar em qualquer rede móvel e podem ser utilizados para aumentar a marcação de consultas para qualquer vacina disponível.  


30 mil bebés de mães seropositivas nascem livres do HIV

30 mil bebés de mães seropositivas nascem livres do HIV


Estas crianças fazem parte de um universo de 32.832 crianças submetidas ao teste de HIV depois de seis e dezoito meses de vida, tendo o resultado sido negativo em 29.367 menores e positivo em 3.465 bebés.

Estes dados foram tornados públicos por Fernando Morales, director da Fundação Elisabeth Glaser Pediatric, quando falava ontem em Maputo no lançamento do programa de estágios que serão oferecidos por esta instituição a estudantes finalistas dos cursos de Medicina, Matemática e Estatística e Educação da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

A fundação Elisabeth Glaser Pediatric trabalha em parceria com o Ministério da Saúde na área de Prevenção da Transmissão Vertical (PTV) do HIV de mãe para o filho, incluindo o tratamento a crianças seropositivas.

Até ao ano passado, o país tratava abaixo de um quarto das crianças seropositivas elegíveis ao tratamento, ou seja de um total de 118.824 crianças que necessitavam de tratamento antiretroviral, apenas 25.597 beneficiavam, representando esta cifra uma cobertura de apenas 21.5 por cento.  

Com a inclusão de finalistas universitários no combate ao HIV, sobretudo pediátrico, espera-se que mais mulheres adiram ao tratamento para que aumente o número de crianças que nascem sem o vírus da SIDA no país.

“Espero convencer mais mulheres a aderirem e a não desistirem do tratamento HIV nas comunidades para que nasçam crianças seronegativas. Vou explicar a elas a importância do tratamento para o bem-estar da mãe e do bebé, em particular, e da família no geral. Sei que vou enfrentar desafios, pois trabalharei na área rural onde ainda há muitos tabus à volta do HIV/SIDA”, enfatizou Almira Nhantumbo, 23 anos, estudante do curso de Psicologia Social Comunitária.

Abdul Fahao, finalista do curso de Estatística, diz que a oportunidade de estagiar nesta fundação vai consolidar os seus conhecimentos e ajudar a melhorar a qualidade dos dados estatísticos na área da saúde.A maioria dos 13 estudantes seleccionados iniciará o seu estágio próxima semana na província de Gaza, a mais afectada pelo HIV/SIDA no país, com cerca de 25.19 por cento de seroprevalência.


Nampula: Diarreias agudas matam catorze pessoas

Nampula: Diarreias agudas matam catorze pessoas


Catorze pessoas perderam a vida, em Janeiro findo na província de Nampula, vítimas de diarreias agudas supostamente provocadas pelo consumo de água não tratada.

O facto foi tornado público por Assina Babú, do departamento de saúde, na direcção provincial de saúde em Nampula.

O número de óbitos, resultantes das diarreias agudas, corresponde a uma evolução em dez por cento, comparativamente a igual período do ano passado.

Assina Babú disse ter havido igualmente um aumento de casos de diarreias agudas em Nampula, ao se registarem nove mil novecentos e treze este ano, contra nove mil e vinte e quatro em 2012.

Outra doença de origem hídrica que preocupa o sector de saúde em Nampula é a disenteria, com uma evolução de trinta e um por cento.

Num outro desenvolvimento, aquela técnica de medicina preventiva fez saber que a malária conheceu um incremento de vinte e três por cento, em consequência das precárias condições de saneamento.

Assina Babú apontou os distritos de Malema, Memba, Monapo e Nacala-a-Velha, como sendo as regiões que têm vindo a notificar mais casos.


Cérebro - Campos magnéticos podem controlar desejo de fumar



Os cientistas conseguiram ampliar os locais que impulsionam a necessidade de nicotina e viram que uma conexão mental feita quando o fumador pode fumar aumenta significativamente o desejo de o fazer.

Descobriram ainda que ao interromper aquela conexão – através de estimulação magnética -, o viciado ficava com maior capacidade de controlar os seus desejos.

“As descobertas podem levar ao desenvolvimento de tratamentos para o vício do tabaco e outros”, porque permitiram localizar as partes exactas do cortex frontal que estão envolvidas, disse o investigador Takuya Hayashi à agência France Presse.

Hayashi, do RIKEN Centre for Molecular Imaging Science do Japão, referiu que o estudo em que participou “mostra que o desejo de fumar não tem apenas a ver com o facto de o fumador estar a ficar sem nicotina”.

Adiantou que os fumadores entre o pessoal de cabine dizem que sentem maior vontade de fumar à medida que se aproxima a hora de desembarque, independentemente de os voos serem de longa distância ou não.

Imagens de ressonância magnética mostraram que duas zonas no córtex frontal, a parte do cérebro que controla a tomada de decisões, interagem e aumentam o desejo de fumar, segundo o estudo realizado em conjunto com Alain Dagher do Montreal Neurological Institute da Universidade McGill no Canadá.

A investigação foi publicada na revista norte-americana PNAS - Proceedings of the National Academy of Sciences.



Faculdade de Medicina quebra acordo com AMM

Faculdade de Medicina quebra acordo com AMM


Médicos podem voltar à greve. A Faculdade de Medicina quebra acordo com os médicos e reprova estudantes finalistas que faltaram durante os 8 dias que a greve durou.

Quando os médicos chegaram a acordo para o fim da greve uma das exigências foi a retirada das ameaças e das faltas marcadas durante a vigência da paralisação das actividades. Porém, a Faculdade de Medicina, através de uma circular assinada pelo seu director, fez saber que os médicos estagiários que participaram na greve foram reprovados.

Contudo, na assinatura do acordo que pôs fim a greve o ministro da Saúde, Alexandre Manguele, tinha dito que este assunto seria resolvido pelo órgão que lidera.

"Em relação à questão atinente ao termo e retirada das ameaças, intimidações e futuras represálias aos médicos e médicos estagiários e o tratamento a dar em relação às ausências de médicos no período de paralisação das actividades, a questão será objecto de uma circular do Ministério da Saúde", ressalvou o ministro da saúde.

O Ministério da Saúde sublinhou, na altura, que as instituições do Serviço Nacional de Saúde "serão orientadas" sobre como "proceder de imediato no sentido de salvaguardar que não estejam a ser tomadas quaisquer medidas administrativas" em relação aos médicos e médicos estagiários que não se apresentaram no local de trabalho até à data da assinatura do acordo.

Alexandre Manguele resumiu o entendimento que ditou o fim da paralisação dos médicos, como resultando de compreensão de parte-a-parte e não propriamente de cedências.

Agora, o entendimento é outro e a Faculdade de Medicina já tomou a dianteira com esta medida que pode abrir velhas feridas e provocar uma nova greve.


Tete - Reduzem casos de lepra

Tete - Reduzem casos de lepra


A Médica Chefe Provincial apontou que, neste momento, 13 pacientes de lepra estão a receber tratamentos nos distritos de Zumbu, Marávia, Chifunde, Changara e Mágoè. Referiu que em todos aqueles pontos da província de Tete estão em funcionamento nas comunidades grupos auto cuidados aos doentes da lepra.

“Estes grupos, constituídos entre os doentes, estão a trabalhar no tratamento dos outros mais graves apoiados por técnicos da Saúde para a protecção e evitar deformidades que a doença provoca no corpo humano” - disse Mulássua Simango.  

Aquela responsável apontou, por outro lado, que as autoridades sanitárias em todos os cantos da província, sobretudo em grandes aglomerações comunitárias, estão a trabalhar junto à população na sua sensibilização sobre os cuidados da lepra assim como a explicação sobre os principais sintomas desta doença.

“É verdade que o país já declarou-se livre da lepra, mas isto não significa que não podem aparecer alguns casos isolados que escaparam e hoje estão a manifestar-se. E é por isso que estamos a lançar um apelo à população para uma vigilância aguda contra esta doença assim como outras epidemias e encaminhar às unidades sanitárias as pessoas com sintomas” - disse a nossa fonte.

Entretanto, o Supervisor do Programa de Lepra, na direcção provincial de Saúde, em Tete, Lino Sixpence, disse que o seu sector tem efectuado visitas de monitoria aos grupos de auto cuidados dos doentes de lepra para um acompanhamento permanente do processo da evolução do tratamento dos doentes sobre a sua alçada.  

Por outro lado, a Médica Chefe da direcção provincial de Saúde, em Tete, referiu que a província está a tomar medidas preventivas contra algumas epidemias que eclodem nesta época chuvosa, principalmente doenças diarreicas por consumo de água imprópria, infecção respiratória, incluindo a malária.

“Por estas alturas há sempre problemas como diarreias, tosses acompanhados por gripes e malária devido à época chuvosa e, por isso, estamos a trabalhar junto das comunidades sobretudo na sua educação e sensibilização sobre as medidas preventivas a tomar, nomeadamente a fervura de água antes do seu consumo, a observância de cuidados básicos de higiene individual e colectiva” - disse Mulássua Simango.  


Saúde Materno-Infantil: África mobiliza recursos para reduzir mortalidade

Saúde Materno-Infantil: África mobiliza recursos para reduzir mortalidade


Esta conclusão foi tirada pelos chefes de Estado e de Governo reunidos em Addis Abeba, na Etiópia, no quadro da XX Cimeira Ordinária da União Africana (UA).

Falando durante uma reunião ao mais alto nível, organizada pelo Presidente cessante da UA, o chefe do Estado do Benin Boni Yayi, sobre a Campanha para a Redução Acelerada da Mortalidade Materna em África (CARMMA, em inglês), os dirigentes africanos sustentaram que é inaceitável que África seja o continente com a taxa de mortalidade materna mais elevada do mundo.

"As taxas de mortalidade materna e infantil elevadas em África são um factor de atraso e de subdesenvolvimento", disse o Presidente ugandês, Yoweri Museveni.

No caso do Uganda, disse o estadista ugandês, o Governo luta contra o problema dos falecimentos maternos aproximando os serviços de saúde das comunidades locais num raio de pelo menos seis quilómetros.

"A sensibilização deverá ser uma outra abordagem", sugeriu Museveni, sublinhando a necessidade de incitar as mulheres grávidas a fazerem consultas pré-natais para que possam parir em boas condições.

Museveni considerou, por outro lado, que o desenvolvimento económico deve ser a base da melhoria da qualidade dos serviços de saúde, se aspirarmos a ser economias de rendimento médio.

Actualmente, o risco para uma mulher africana de morrer de complicações devidas à gravidez é de 1 por 39, o que é enorme comparado ao ratio de 1 por 4700 nos países desenvolvidos, segundo as tendências da mortalidade materna recolhidas pelas agências da Organização das Nações Unidas (ONU) entre 1990 e 2010.

Durante este período, a taxa de mortalidade materna em África recuou 41 porcento ao passo que a de mortalidade infantil, relativa às crianças de menos de cinco anos de idade, baixou 33 porcento.

Esta redução da taxa de mortalidade das crianças de menos de cinco anos seria considerável se a dos recém-nascidos não continuasse alta.

"Temos de dar prioridade à saúde da mãe e da criança nos nossos programas de desenvolvimento. Temos de fazer com que as meninas continuem na escola e que elas não casem demasiado cedo", disse a Presidente do Malawi, Joyce Banda.

Ela sublinhou que a CARMMA não deve ser considerada como uma estrutura de queixas mas que "a redução dos falecimentos de mães grávidas em África deve ser a nossa preocupação".

Reconhecendo que a África do Sul era um dos últimos países a terem lançado a estratégia CARMMA, o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, disse no entanto que o seu país está doravante pronto para aproveitar todas as ocasiões a fim de realizar objectivos fixados no quadro desta estratégia africana.

"A África do Sul compromete-se a fazer todo o seu possível para fazer baixar a taxa de mortalidade materna e infantil e tornar melhores as vidas das mulheres e das crianças, tanto no nosso país como no continente", indicou.

"Criamos um painel de avaliação nacional para observar os nossos progressos na implementação da CARMMA e com os parceiros de desenvolvimento, ajudamos as províncias a reforçarem os seus planos para atingir os objectivos da CARMMA", acrescentou o Presidente Zuma.

As principais aspirações da África do Sul são o reforço da planificação familiar para reduzir as grávidas não desejadas, nomeadamente as das adolescentes que constituem 36 porcento dos falecimentos maternos, mesmo se elas apenas representam oito porcento do total das gravidezes.

Zuma revelou que as outras intervenções são a eliminação da transmissão do VIH/Sida da mãe para a criança, o reforço dos serviços da maternidade, a formação dos médicos e das enfermeiras colocados nas unidades de maternidade, a formação das parteiras qualificadas e as medidas de redução da desnutrição.

"Apesar dos progressos realizados na luta contra o VIH/Sida desde 2009, a patologia é responsável por cerca de 40 porcento dos falecimentos das mães e das crianças na África do Sul. Se não agirmos de modo firme contra o VIH, não estaremos mais em condições de reduzir a mortalidade materna e infantil de modo significativo", disse Zuma.

A reunião de alto nível sobre a CARMMA visava favorecer um compromisso político sustentado, um apoio financeiro e uma implementação reforçada das intervenções a favor da saúde da mãe, do recém-nascido e da criança.


Gaza - Pacientes de HIV/SIDA - Maior adesão aos antiretrovirais

Gaza - Pacientes de HIV/SIDA - Maior adesão aos antiretrovirais


O número de pacientes que abandonou o tratamento é considerado reduzido quando comparado com o registado nos anos anteriores. Para tanto, de acordo com o director provincial da Saúde, muito contribuiu a formação de grupos de apoio de adesão comunitária, os quais estão a desenvolver um trabalho de mobilização das pessoas infectadas pelo HIV/SIDA a aderirem voluntariamente ao tratamento.

A propósito, o director provincial da Saúde disse que existem em toda a província de Gaza 151 grupos de apoio de adesão comunitária compostos por mais de 700 pacientes inscritos.

A outra enfermidade que mereceu atenção redobrada das autoridades sanitárias, em Gaza, ao longo do ano passado, tem a ver com a tuberculose e, durante o período em análise, foram notificados mais de 1.200 casos com baciloscopia positiva, o que corresponde a uma taxa de detecção de 72 por cento, segundo explicou Isaías Ramiro.

Sabe-se ainda que a taxa de abandono conheceu, no ano passado, a cifra de três por cento, uma percentagem que é atribuída à melhoria das actividades de busca aos doentes faltosos, assim como da promoção de adesão ao tratamento e à implementação da estratégia de envolvimento comunitário na sensibilização dos doentes para se dirigirem atempadamente às unidades sanitárias.

Enquanto isso, a Saúde, em Gaza, considera terem sido dados passos importantes para a redução de óbitos devido à malária graças ao melhoramento dos programas de prevenção desta doença através da pulverização intra-domiciliária e da distribuição massiva e gratuita das redes mosquiteiras às camadas mais vulneráveis.

Ainda no ano passado, de acordo com Isaías Ramiro, aumentaram casos de diabetes, estando as autoridades sanitárias de Gaza a levar a cabo um intenso trabalho junto das comunidades para a prevenção deste tipo de enfermidades, através da tomada de cuidados como dieta saudável e a prática de exercícios físicos.


OJM: Milhares de voluntários no apoio as vitimas das cheias

OJM: Milhares de voluntários no apoio as vitimas das cheias


Muhate visitou três  centros de reassentamento existentes no distrito de Bilene, na vila sede e em Mazivila, e ainda o centro de reassentamento de Chihaquelane, no distrito de Chokwe, onde pode testemunhar o cenário  desolador em que vivem milhares de famílias.

No dialogo com os afectados, aquele dirigente juvenil manifestou  a solidariedade da OJM e sensibilizou-os no sentido de observarem todos os cuidados de higiene e saúde por forma a evitar a eclosão de doença. Instou-os  também no sentido de se manterem unidos e prestarem toda a colaboração as equipes de socorro, pedindo aos jovens para que Exortou ajudem na orientação das crianças e dos idosos.

Basilio Muhate juntou-se ao grupo de voluntários da OJM que procederam a entrega de diverso material para a construção de latrinas, assim como de redes mosquiteiras nos centros de reassentamento.

Na provincia de Gaza, a OJM apoiou no resgate de mais de 5000 pessoas em Chokwe, Chibuto e na cidade de Xai-Xai,  estando neste momento a desempenhar um papel importante no saneamento do meio nas zonas de reassentamento, assim como na sensibilização das populações para os cuidados de saúde a serem observados nos centros.

Enquanto isso, na cidade de Maputo, os esforços de solidariedade da Organização da Juventude Moçambicana continuam,  tendo sido entregues as autoridades cerca de 1000 pares de chinelos, 2500 pecas de vestuário, 300 quites de material escolar completo, 1000 redes mosquiteiras, 20 chapas de zinco, bens alimentícios diversos. As acções de angariação de apoio continuam e vão sendo encaminhadas ao INGC a medida que chegam a OJM.


Frustrada invasão de agitadores ao Centro de saúde de Murrébuè

Frustrada invasão de agitadores ao Centro de saúde de Murrébuè


Com efeito, saídos de uma sessão de bebedeira, um número não preciso de jovens e adultos do sub-bairro de Saulane “A“ irromperam por volta das 10 horas de ontem pelo recinto vedado do centro de saúde local, empunhando objectos contundentes, incluindo armas brancas, para agredirem o pessoal de saúde ali afecto.

Na altura a nossa reportagem encontrava-se numa entrevistada com a Chefe do Posto administrativo, Filomena Daniel Chabo, que foi alertada do facto e pediu que os seus colaboradores agissem em conformidade.

Tempos depois, com a nossa Reportagem já no recinto hospitalar, os agitadores mobilizaram mais pessoas que tornaram o grupo ainda mais numeroso, o que levou a que a polícia local interviesse, antes que o pior viesse, pois a intenção principal era atingir a residência dos funcionários da saúde, que vivem no próprio recinto da unidade sanitária.

O número cada vez crescente de pessoas levou a que a polícia pedisse um reforço da capital provincial, Pemba, sita a 13 quilómetros, que prontamente se fez presente, na mesma altura em que a nossa reportagem se retirava do local. Não obtivemos mais desenvolvimentos, ate ao fim da tarde.

Porém, já se punha a hipótese de os cabecilhas serem responsabilizados exemplarmente, se bem que, num meio minúsculo como é a vila de Murrébuè, todos conheciam-nos pelos nomes e respectivas casas.

As diarreias e vómitos, segundo o técnico de saúde ali afecto, que a circunstancia só nos permitiu conhece-lo pelo único nome de Simão, estão no principio e o centro tinha à altura dos acontecimentos, um único doente, vindo duma aldeia nas cercanias da sede do posto administrativo.

O governador provincial, Eliseu Machava, durante o ano passado já fez passar a mensagem de que indivíduos que possam ser apanhados a disseminarem mensagens de desinformação, sobre as verdadeiras causas das doenças, incluindo a cólera, teriam que ser responsabilizados de forma severa, por estarem a praticar um claro crime contra a vida das pessoas que podem, mesmo assim, ser curadas.

Na província de Cabo Delgado, ano-a-ano, principalmente em momentos de eclosão da epidemia das diarreias e vómitos ou a cólera, devido às precárias condições de saneamento do meio, sobretudo em períodos chuvosos, surgem, invariavelmente, indivíduos que passam a mensagem, cujos fins não são claros, de que as doenças são trazidas pelo governo, o que leva à revolta popular.

O fenómeno ocorre, grosso modo, nos distritos do centro-sul ou costa litorânea da província, nomeadamente, Meluco, Ancuabe, cidade de Pemba, Mecúfi, Metuge, Chiúre, Balama, Namuno e Montepuez, bem assim, Mocímboa da Praia, Quissanga, que coincide serem regiões onde as condições de saneamento de meio não são de desejar, contrariamente aos distritos do planalto, onde se situam, Muidumbe, Mueda e Nangade.

Num outro desenvolvimento, na cidade de Pemba, subiu para 3 a média diária de casos de diarreias que estão a dar entrada no Centro de Tratamento daquela doença, o que faz recear que nos próximos dias os números possam aumentar. Ontem, o número de doentes internados ate ao meio-dia, era de 35 pacientes, fazendo um cumulativo de 150 doentes, desde a eclosão do surto, em princípio de Janeiro corrente.


Enfermeiros reúnem-se para concertar posições

Enfermeiros reúnem-se para concertar posições


O encontro foi à porta fechada, mas fontes próximas do processo afiançaram que um dos pontos prende-se com a constituição duma estrutura reivindicativa sólida e esboço de um caderno reivindicativo com os pontos para as negociações.

Os enfermeiros da cidade de Maputo reuniram-se, ontem, em Maputo, para concertar posições em relação às suas reivindicações, particularmente no que diz respeito à melhoria das suas condições de trabalho.

São dezenas de enfermeiros que se reuniram no anfiteatro do Instituto Superior de Ciências de Saúde.

Depois do governo aceitar resolver os problemas da classe médica, nomeadamente a revisão do seu estatuto e salário, os enfermeiros estão alegadamente dispostos a entrar na batalha também da melhoria da sua situação profissional, sobretudo no que diz respeito ao salário. Para além disso, os enfermeiros, tal como os médicos, também querem um estatuto.

Na semana passada, reuniram-se duas vezes com o ministro da Saúde, Alexandre Manguele, num encontro à porta fechada e, ao que tudo indica, não houve consenso.


Saúde preocupada com elevada incidência da cegueira no litoral de Nampula

Saúde preocupada com elevada incidência da cegueira no litoral de Nampula


Cirurgiões desdobram-se desde segunda-feira em mais uma vasculha de doentes em Nacala.

As autoridades provinciais de Saúde em Nampula estão apreensivas com o crescente número de casos de cataratas, uma das principais causas da cegueira, em Moçambique.

De acordo com Anselmo Vilanculos, director clínico do Hospital Central de Nampula, HCN, cerca de 73 por cento de pessoas com idade igual ou superior a 50 anos são portadoras de catarata sevil, a mais predominante em adultos. Regra geral, isto significa que em cada 10 idosos, sete são portadores de catarata, cifra que o nosso entrevistado considera bastante elevada, numa província com uma população estimada em mais de quatro milhões de habitantes.

Para inverter este quadro, Vilanculos afirmou que já foram constituídas equipas de trabalho, compostas por alguns cirurgiões, que se desdobram, mensalmente, em campanhas de operações gratuitas aos doentes nos seis distritos com maior incidência de cataratas, nomeadamente, Nacala-porto, Angoche, Moma, Monapo, Ribáuè e Eráti. Aliás, para esta segunda-feira estava prevista mais uma viagem de vasculhaʺde doentes em Nacala, numa operação que irá durar cerca de duas semanas.

 A acção conta com o financiamento da SightSavers Internacional, uma organização não-governamental sedeada em Londres que, para além de suportar as despesas de deslocação do pessoal técnico aos distritos, disponibilizou uma viatura ao sector da Saúde, para os trabalhos internos ligados àquele tipo de actividade.

O director clínico da maior unidade sanitária da zona norte confirmou ao “O País” a existência de outros distritos ao nível da província com os mesmos problemas, mas referiu que a prioridade, neste momento, vai para aqueles que reúnem capacidade cirúrgica.


Saúde em Nampula - Desafio é combate à desnutrição

Saúde em Nampula - Desafio é combate à desnutrição


Para o efeito, de acordo com dados apurados pela nossa Reportagem, iniciaram acções de formação dos seus quadros ligados à área de nutrição à escala da província de Nampula que regista, actualmente, taxas de subnutrição consideradas acima do aceitável que é de 12 por cento.

O programa, que conta com o suporte do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), visa dar a conhecer ao pessoal técnico da Saúde novas abordagens que privilegiam a componente comunitária de identificação de casos de desnutrição, fenómeno que resulta do fraco acesso a alimentos numa determinada comunidade.

Um estudo realizado visando, essencialmente, avaliar o nível do domínio pelas comunidades dos principais sinais da desnutrição, sobretudo nas crianças, concluiu ser deficitário. Igualmente, concluiu que as comunidades não dominam os procedimentos a ter em conta na combinação dos alimentos de que dispõem, uns em menor e outros em grande escala, para a preparação de uma boa refeição.

No quadro da formação dos técnicos ligados à área de nutrição, que decorre na cidade de Angoche, soubemos de Ramalho César Nacuale, formador da direcção provincial de Saúde, em Nampula, que o treinamento está a privilegiar acções práticas, pois, a teoria já é do domínio de todos. Participa da formação, com a duração de cerca de uma semana, um total de 25 técnicos afectos às unidades sanitárias dos distritos de Angoche e Moma.

“Julgamos que a contribuição dos técnico da Saúde para que os casos de desnutrição sejam identificados e tratados devidamente deve ser maior sem, contudo, justificar o internamento do paciente ou ainda resultar em morte”, disse a fonte.

Adiantou que essa contribuição deve começar a partir da comunidade onde o agente da Saúde está inserido. O técnico deve capacitar as famílias na sua área de residência no diagnóstico precoce da desnutrição e isso terá impacto na diminuição de casos encaminhados às unidades sanitárias, incluindo mortes por desnutrição.

 Estatísticas apontam que a própria cidade de Nampula, onde se presume que a disponibilidade de alimentos no mercado é maior, assim como no distrito de Malema, que é o celeiro da província, o índice de desnutrição da população local situa-se acima dos 12 por cento aceitáveis.

Memba, Nacala-à-Velha, Angoche e Muecate são outros distritos que registam, neste momento, elevadas taxas de desnutrição consideradas como estando acima dos limites tolerados desde os anos passados. “Temos que agir com rapidez e eficiência porque não podemos assistir casos de morte ou superlotação nas enfermarias em razão da desnutrição” - rematou Ramalho Nacuale.

Nampula regista, anualmente, uma taxa de crescimento médio em termos de volumes de produção de alimentos na ordem dos 9 por cento, sendo que, na última safra, as colheitas superaram os cinco milhões de toneladas, de acordo com dados do sector da Agricultura.


Após a greve dos médicos: Vida normaliza-se nos hospitais gerais



Dados que nos foram chegando dos hospitais de Mavalane, José Macamo e de Chamanculo indicam que as consultas e outros serviços suspensos devido à ausência de parte dos seus quadros foram ontem retomados.

Leila Monteiro, directora-geral do “José Macamo”, disse que, durante a greve, a unidade tinha uma média de 10 médicos escalados que não comparecia, o que prejudicava seriamente o funcionamento daquele hospital, embora estando na cidade de Maputo, a sua localização faz com que seja bastante usado também pelos cidadãos de Matola.

“Voltaram todos e tudo está agora normalizado”, disse a médica, explicando que em alguns dias faltavam oito médicos e noutros 11 ou 12.

Cenário semelhante verificou-se no Hospital Geral de Chamanculo, onde dos seis médicos afectos apenas a dentista é que não se apresentou ontem.

A respectiva directora, Maria dos Anjos, disse a meio da manhã que não tinha ainda recebido nenhuma justificação da médica ausente, pelo que desconhecia as razões que ditaram a sua não ida ao local de trabalho.

Por sua vez, Elisabeth Mulhovo, directora clínica de “Mavalane”, garantiu que todas as actividades de rotina foram retomadas na sequência do retorno, ontem, de todos os médicos que estavam em greve.

O Hospital Geral de Mavalane, que possui 14 centros de Saúde, tem pouco mais de 20 médicos e nos primeiros dias da paralisação das actividades, o número de profissionais ausentes chegou a cerca de 10.

Como consequência, a unidade sanitária, uma das mais procuradas da cidade de Maputo, só garantia serviços mínimos, o que implicava o cancelamento de consultas e de parte de outros serviços.

O esforço da Direcção Clínica foi de garantir o funcionamento dos serviços de urgência, maternidade e cirurgia, que pelo menos houvesse um médico para a ronda matinal por cada enfermaria, bem como o atendimento a doentes crónicos.

Os médicos moçambicanos, em greve desde o passado 7 de Janeiro, voltaram aos seus postos de trabalho na sequência dos consensos alcançados entre a classe desavinda e o Governo sobre os pontos da discórdia.

Três pontos constituíam o caderno reivindicativo dos profissionais filiados na Associação Médica de Moçambique (AMM), concretamente a questão das casas, estatuto médico e a necessidade de ajustamento dos salários.


Após uma semana de greve: Médicos retomam postos



Três pontos constituíam o caderno reivindicativo dos profissionais filiados na Associação Médica de Moçambique (AMM), concretamente a questão das casas, estatuto médico e a necessidade de ajustamento dos salários.

Os primeiros dois pontos já haviam sido satisfeitos quando da primeira ameaça de greve em meados de Dezembro, tendo a questão do salário transitado para a fase seguinte das negociações, cujo fracasso ditou o abandono dos serviços por parte deste grupo de médicos há pouco mais de uma semana. O ajustamento salarial segundo apurámos deverá entrar em vigor a partir de Abril próximo.

Em conferência de Imprensa ao fim da manhã de ontem, as duas partes, Ministério da Saúde (MISAU) e AMM, garantiram que as preocupações apresentadas pelos médicos foram cabalmente resolvidas nos encontros conjuntos que vêm se realizando desde a paralisação, pelo que aqueles profissionais voltavam ao trabalho.

O Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, disse que “houve um entendimento que abre portas no sentido de todos os médicos regressarem ao trabalho para a satisfação do povo que ficou privado de cuidados de saúde na plenitude”. Acrescentou que as preocupações foram ultrapassadas, devendo avançar-se imediatamente para a normalização da situação nas unidades sanitárias que estavam a funcionar debaixo de uma grande pressão.

Por sua vez, Jorge Arroz, presidente de Direcção da AMM, garantiu que a questão do ajuste salarial era o último ponto que continuava pendente e foi resolvido nas conversações, que suspensas na madrugada de ontem foram retomadas de manhã, terminando com um acordo entre as duas partes.

Questionado sobre os números ou percentagens nos quais os ordenados dos médicos serão ajustados, Arroz escusou-se a entrar em detalhes, explicando que o aumento terá em conta os princípios de equidade e justiça salarial em relação a outros funcionários do Estado.

Nas suas reivindicações, os médicos diziam que os seus salários eram muito baixos comparativamente a outros quadros da Função Pública da mesma categoria ou até em relação a alguns de escalões inferiores.

Durante a greve as unidades sanitárias do país, principalmente os hospitais de referência ressentiram-se parcialmente da ausência dos médicos grevistas, facto que se caracterizou pelo cancelamento de algumas consultas e de tratamento.

A AMM chegou a falar de uma adesão de 90 por cento, facto desmentido pelo MISAU que apontava a não apresentação nos postos de trabalho de uma cifra na ordem de 10 porcento.

O país conta com pouco mais de dois mil médicos, dos quais cerca de 1300 trabalham no serviço público de Saúde.


Médicos anunciam fim da greve



A Associação Médica de Moçambique (AMM) anunciou hoje, em Maputo, o fim da greve que a classe vinha realizando desde semana passada em todo o país exigindo melhores salários.

Esta decisão surge depois desta agremiação – que se afirma representar todos os médicos do país – ter alcançado um acordo com o Ministério da Saúde (MISAU), na sequência das negociações havidas entre as partes.

“Tendo chegado a um acordo de forma a garantir uma justiça social em termos de dignidade salarial e partindo do princípio de equidade no sector público a AMM acha que estão criadas as condições para levantar a greve que teve início no dia 7 de Janeiro corrente”, disse o presidente da AMM, Jorge Arroz.

A associação defende que a dignificação do médico moçambicano não se limita exclusivamente a dignidade salarial, mas também na melhoria das condições de vida e outras condições de vida que ainda constituem barreiras.

Por seu turno, o Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, disse que com este acordo estão criadas as condições para o restabelecimento do normal funcionamento das unidades sanitárias do serviço nacional de saúde.

“Não há médicos neste momento em situação de paralisação laboral. Estamos todos a voltar as actividades laboral. Saúdo todos os trabalhadores, os enfermeiros, técnicos de medicina, todos que compõem a equipa médica administrativos, os serventuários, agentes de serviço, somos todos que fazemos a saúde em Moçambique,” referiu.

Manguele disse que é com este grupo que governo moçambicano está preocupado, por isso vai todo possível dentro da conjuntura do país para fazer com que as condições de trabalho estejam melhoradas.

Minutos após o anúncio do fim da greve, a AMM publicou na sua página do “facebook” um comunicado de imprensa explicando a sua decisão.

Segundo o comunicado, O MISAU emitirá uma circular onde serão orientadas as Instituições e Unidades Sanitárias do Serviço Nacional de Saúde, Direcções Provinciais e Distritais de Saúde de como irão proceder de imediato, no sentido de salvaguardar que não sejam tomadas quaisquer medidas administrativas aos médicos e médicos estagiários, que não se apresentaram até a data da assinatura do presente acordo (7 a 15 de Janeiro de 2013)”.

O Governo deverá criar e institucionalizar um Estatuto do Médico e respectiva grelha salarial, dignos e diferenciados no sector público, tomando em conta o princípio de equidade de modo a que tenha efeito a partir de Abril de 2013.

A nota destaca a criação de Decretos e Diplomas Ministeriais que irão regulamentar a lei que Aprova o Estatuto do Médico, em particular a proposta do Regulamento das carreiras Médicas.

Entretanto, as partes acordaram dar continuidade e estabelecer mecanismos de diálogo permanente que serão traduzidos em matriz de trabalho, com acções e prazos de cumprimento.


Médicos prolongam greve



A garantia foi ontem dada a nossa fonte, pelo presidente da AMM, Jorge Arroz, explicando que os médicos em greve desde a passada segunda-feira ainda não tem nenhum razão para suspender a paralisação e voltar ao atendimento dos doentes.

Apesar da ausência de parte dos médicos, as unidades sanitárias a diferentes níveis do território nacional funcionaram.

Entretanto, houve várias consultas e outros serviços cancelados devido a paralisação daqueles profissionais, de acordo com dados apurados pelas nossas equipas de Reportagem e confirmados pelas direcções das unidades sanitárias e o Ministério da Saúde (MISAU).

Não foi possível obter ontem uma leitura geral do cenário actual a partir do MISAU, uma vez que as tentativas de chegar à fala com o porta-voz goraram-se.

Contudo, sabe-se que os afeitos da greve dos médicos foram mais sentidos na cidade de Maputo, onde só no Hospital Central o MISAU reportou a ausência de pouco mais de 70 médicos, para além dos 150 médicos estagiários avançados pela respectiva Direcção Clínica.

Enquanto os pacientes davam falta dos médicos nos hospitais da cidade de Maputo, em particular, aqueles quadros aglutinavam-se em diversos pontos públicos da capital.

Na terça-feira, 24 horas após a eclosão da paralisação, cerca de 150 membros da AMM foram à praia da Costa do Sol fazer limpeza, explicando que o gesto visava evitar que os cidadãos contraíssem doenças que lhes levassem aos hospitais.

Na mesma terça-feira, o Ministério da Saúde e a Associação Médica de Moçambique ensaiaram em Maputo, uma primeira aproximação de posições.

Não foram revelados detalhes do encontro, mas Martinho Djedje, director dos Recursos Humanos e porta-voz do MISAU, disse que as partes tentaram, na ocasião, solucionar os pontos de divergências, principalmente no que tange ao aumento salarial dos médicos.

As conversações ocorreram no mesmo dia em que a AMM reportou que cerca de 90 por cento dos seus associados, 987 médicos e 137 estagiários, aderiram à paralisação.

Em conferência de Imprensa na quarta-feira, o MISAU disse estar em estudo um aumento salarial para o pessoal da Saúde, incluindo os médicos, não se sabendo ainda em que moldes será, nem quando vai se materializar.

Na quinta, os médicos reunidos no Jardim Nangade, centro da cidade, agendaram para o dia seguinte, sexta-feira, uma sessão de exercícios físicos no Centro de Manutenção António Repinga, o que veio a falhar devido à chuva que começou a fazer-se sentir da capital.


Gaza - Pessoal da Saúde demonstra profissionalismo



Este sentimento foi manifestado ontem, em Xai-Xai, por Isaías Ramiro, director provincial da Saúde, no rescaldo do impacto da greve decretada por aquela agremiação. A situação, segundo Isaías Ramiro, praticamente se normalizou em quase a totalidade das unidades sanitárias da província, com os médicos a regressarem paulatinamente ao trabalho.

Ramiro destacou o facto de a medida tomada pelo seu sector, de destacar e reforçar em técnicos e agentes de medicina geral, para os distritos, para atender excepcionalmente aos doentes internados, ou que procurem consultas externas, ter permitido que os trabalhos pudessem funcionar com normalidade e sem prejuízo para os beneficiários daqueles serviços.

Segundo a nossa fonte, o impacto negativo, continua a ser minimizado pelo facto de, actualmente, a província estar, de certo modo, apetrechada por vários quadros superiores que dão contributo com a necessária qualidade no que concerne ao atendimento aos doentes.

Para ilustrar esse facto, Ramiro, citou como exemplos as regiões de Chibuto, Mandlakaze, Bilene e Chókwè, que actualmente dispõem de cirurgiões, enfermeiras de Saúde Materno Infantil, sendo os médicos, apenas parte integrante dessa vasta equipa.

Enquanto isso, no Hospital Provincial de Xai-Xai, a maior unidade sanitária de Gaza, os trabalhos prosseguiram com normalidade, graças à contribuição dos médicos nacionais e estrangeiros que decidiram não se furtar das suas responsabilidades, marcando em massa a sua presença nos seus locais de actividade.

Nas diversas enfermarias escaladas pela nossa Reportagem, designadamente nos sectores de Farmácia, Serviços Laboratoriais e Radiografia, a entrega com naturalidade esteve sempre patente no seio daqueles profissionais.

Refira-se que Gaza conta com um efectivo de 40 médicos, dos quais 30 nacionais e os restantes estrangeiros.


Fome ameaça alguns distritos de Inhambane



O Governador de Inhambane, Agostinho Trinta, alerta que há na província bolsas de fome na sequência dos maus resultados obtidos pelos camponeses na última campanha.

Agostinho Trinta, que acaba de efectuar visitas algumas povoações concluiu que se a chuva continuar a escassear, a situação poderá agravar-se nos próximos tempos.

A população, naquelas regiões, esgotou as suas reservas alimentares, estando sujeita a uma grande ginástica para conseguir comida.

A venda de alguns animais, estacas e outros recursos florestais, são algumas das alternativas encontradas pelas comunidades.

A situação da seca é descrita como dramáticas em alguns povoados do interior dos distritos de Panda, Funhalouro, Massinga a Mabote onde, em regra geral, chove uma vez por época.

Na campanha agrícola 2011/2012, naquelas regiões, as precipitações não foram suficientes, facto que culminou com a pedra de grande parte das culturas.