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Cardeal de Lisboa reconhece dificuldades do Papa Bento XVI em governar a Igreja

Cardeal de Lisboa reconhece dificuldades do Papa Bento XVI em governar a Igreja


O Cardeal-patriarca de Lisboa reconhece que Bento XVI teve um pontificado difícil. “Este Papa teve frentes complicadas de grande exigência e sofrimento da Igreja”, declarou em conferência de imprensa, esta terça-feira, em Lisboa, o patriarca português.

Citado pelo jornal português, Público, o Cardeal José Policarpo refere que os escândalos da pedofilia; o fenómeno conservador dos cristãos que seguem o cardeal Marcel Lefebvre; e as cartas tornadas públicas pelo mordomo do Papa, no último ano, são  as “frentes mais complicadas” que Bento XVI teve de enfrentar.

“Não sei quantos bispos demitiu, mas foi um homem de grande coragem”, aponta D. José Policarpo sobre o escândalo da pedofilia, lembrando ainda os documentos redigidos por Bento XVI para aplicar nas dioceses, de maneira a combater e a evitar o abuso de crianças por consagrados.

Quanto ao chamado “lefebvrismo”, D. José Policarpo recorda que este foi um dossier herdado de João Paulo II e que o objectivo do Vaticano é evitar um “novo cisma do Ocidente”, entre os católicos pós e pré-Concílio Vaticano II, mas que Bento XVI não conseguiu grandes resultados. Sobre os seguidores do cardeal francês o patriarca de Lisboa diz: “É um problema de fé: se acreditam ou não na fé da Igreja.”

Marcel Lefebvre não aceitou as decisões saídas do Concílio Vaticano II, há 50 anos, não obedecendo, por isso, ao Papa e tendo ordenado quatro bispos à revelia da Santa Sé. “Este dossier não avançou e sei que fez sofrer muito o Santo Padre”, diz D. José, reforçando que Bento XVI não esqueceu o Vaticano II e por isso a Igreja celebra actualmente o Ano da Fé, “proclamando a actualidade do Concílio como bússola segura”.

Outro “dossier difícil” foi “o que se passou há meses dentro da Cúria” com a divulgação de cartas do Papa pelo seu mordomo. “Magoou muito o santo padre e deve tê-lo preocupado.” D. José confessa que rezou muito por Bento XVI durante esse período.

Agora, até que ponto estes temas fizeram o Papa renunciar ao cargo D. José Policarpo diz que “não sabe”. “Ninguém pode impedir que o Papa sofra”, acrescenta, mas “os motivos reais que o levaram a sentir-se sem força, só ele sabe.”

D. José lembra que, em termos físicos, Bento XVI está muito debilitado. Fez várias operações cardíacas e tem dificuldade em andar, é ajudado a subir as escadas.


Dhlakama deve alinhar com a paz - apela a Igreja Evangelista do Niassa

Dhlakama deve alinhar com a paz - apela a Igreja Evangelista do Niassa


Florentina Focas, pastora daquela igreja, disse, durante o final de semana ao Notícias, que o apelo foi lançado durante um culto dedicado à paz e que juntou milhares de crentes, políticos e membros da sociedade civil que decorreu naquela região norte do país.

Ela disse que o propósito daquele serviço religioso foi o de despertar a consciência do líder da Renamo e seus seguidores, no sentido de reconciliarem-se com eles próprios e alinharem com a paz e desdenhar a violência.

“O povo moçambicano tem lembranças muito tristes da guerra. Foram milhares as almas que deixaram de fazer parte do mundo dos vivos ao longo da guerra dos 16 anos. O país ficou completamente desarticulado por causa desta guerra, o tecido económico e social nacional ficou seriamente afectado devido às atrocidades desta guerra. Hoje algumas dessas feridas ainda se mantêm bem frescas. Como tal, juntamo-nos para orar ao Senhor e pedir para que ajude aos nossos irmãos que ainda pensam na guerra a desarmarem as suas mentes e alinharam com a paz”, explicou.

Focas disse não fazer sentido que alguns compatriotas ainda pensem em retornar à guerra “numa altura em que Moçambique é tido como um verdadeiro caso de sucesso em termos de pacificação e manutenção da paz”.

“Hoje quando se fala de Moçambique fala-se duma nação exemplar, uma nação que deu muitas lições ao mundo sobre a dimensão do perdão e reconciliação entre irmãos que durante dezenas de anos andaram desencontrados odiando-se uns aos outros. Hoje quando se fala de Moçambique fala-se de um país em franco crescimento económico e social e não faz sentido que sejamos nós a dizer ao mundo que afinal está enganado ao fazer tal avaliação”, lamentou.

Ela lancou um apelo a todas as igrejas no sentido de promoverem cultos e orações dedicadas à paz em Moçambique, para que todos os que pretendam perigar a paz despertem e recuem nos seus intentos. “O tempo urge. Vamos orar pelo nosso irmão Afonso Dhlakama para que ele reconsidere as suas intenções maléficas e se junte a todos os irmãos moçambicanos que amam e celebram a paz.

“Hoje temos a população de Gorongosa que vive amedrontada temendo pelas suas próprias vidas. Os camponeses de Gorongosa já não vão às suas machambas livremente porque têm medo que algo de mal lhes aconteça. As crianças de Gorongosa já não sorriem porque andam amedrontadas temendo que algo lhes aconteça. Não podemos continuar a viver com medo num país que proclama a paz”, sentenciou aquela religiosa.

Durante aquele serviço religioso líderes políticos intervieram e repetiram apelos à paz, instando também o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, a “desarmar a sua mente e proclamar a paz, concórdia e reconciliação”.


Papa Bento 16 surpreende o mundo ao renunciar alegando fragilidade

Papa Bento 16 surpreende o mundo ao renunciar alegando fragilidade


O papa Bento 16 surpreendeu o mundo ao dizer, esta Segunda-feira (11), que irá renunciar como líder da Igreja Católica a 28 de Fevereiro por não ter mais as forças necessárias para realizar os deveres do seu ofício, tornando-se o primeiro pontífice desde a Idade Média a tomar decisão deste tipo.

O papa, alemão de 85 anos, visto como um herói por católicos conservadores e com suspeição por liberais, disse que havia percebido que a sua força havia se deteriorado nos últimos meses.

Um porta-voz do Vaticano disse que o papa não havia renunciado por "dificuldades no papado" e que a decisão havia sido uma surpresa, indicando que mesmo os auxiliares mais próximos não sabiam que ele estava para deixar o cargo.

O papa não teme uma cisão na igreja após a sua renúncia, disse o porta-voz. O papado de Bento 16 foi marcado por uma crise a respeito de abuso sexual de crianças que abalou a igreja, por um discurso que desagradou os muçulmanos e por um escândalo envolvendo a divulgação de documentos privados através do seu mordomo pessoal.

Num comunicado, o papa disse que para governar "tanto a força da mente quanto do corpo são necessárias, força que nos últimos meses tem se deteriorado em mim ao ponto de ter que reconhecer a minha incapacidade de realizar adequadamente o ministério que me foi confiado."

"Por esta razão e consciente da seriedade deste acto, em completa liberdade, eu declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro", disse o papa, de acordo com um comunicado do Vaticano.

Nos últimos meses, o papa parecida cada vez mais frágil nas suas aparições públicas, muitas vezes precisando de ajuda para caminhar. O porta-voz do Vaticano disse que o pontífice irá renunciar às 16h do dia 28 de Fevereiro, deixando o posto vazio até que um sucessor seja escolhido.

Bento 16 foi eleito para suceder João Paulo II, um dos pontífices mais populares da história. Ele foi escolhido a 19 de Abril de 2005, quando tinha 78 anos, 20 anos mais idoso que João Paulo II quando foi eleito.

O papa Bento 16 era aguardado no Rio de Janeiro em Julho deste ano, na Jornada Mundial da Juventude, que vai reunir milhões de jovens católicos do mundo inteiro.


Papa Bento XVI considera “capitalismo desregrado” uma ameaça à paz



O Papa Bento XVI rezou ontem pela paz no mundo e disse esperar que a “vocação natural da humanidade” para o bem se sobreponha às ameaças que ela enfrenta no mundo actual, incluindo o “capitalismo financeiro desregrado”.

“Cada ano novo traz consigo a expectativa de um mundo melhor. Com a luz e a graça de Deus, possa este ser o início de um novo caminho para cada pessoa, cada família, cada país e para o mundo inteiro”, exortou o Papa na mensagem de Ano Novo.

Numa mensagem que disse ter sido inspirada pelo louvor de Cristo a quem trabalha pela paz, – “Bem-aventurados os obreiros da paz, porque serão chamados filhos de Deus” –, o Papa enalteceu aqueles que em todo o mundo se dedicam a promover a concórdia, muitas vezes longe dos olhares públicos, incansavelmente e sem reconhecimento, armados “apenas com as armas da oração e do perdão”.

Mas 2013 começa com heranças pesadas, seja a recessão que ameaça a Europa, sobretudo a católica do Sul, seja a guerra que devasta a Síria, conflito que em menos de dois anos terá causado perto de 50 mil mortos, abeirando o país da ruína e ameaçando a estabilidade de todo o Médio Oriente. Ameaças que Bento XVI reconheceu e que, a par dos fanatismos religiosos, do terrorismo e da criminalidade internacional, exigem um “renovado empenho na busca do bem comum”.

Entre todos os males que afligem o mundo, o Papa dedicou especial atenção aos “focos de tensão e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predomínio duma mentalidade egoísta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado”.

Num momento em que a Europa debate formas de ultrapassar a crise, o Sumo Pontífice denunciou “as ideologias do liberalismo radical e da tecnocracia” que insinuam “que o crescimento económico se deve conseguir mesmo à custa da erosão da função social do Estado, […] bem como dos direitos e deveres sociais”. Considerando que “o direito ao trabalho é um dos mais ameaçados”, Bento XVI pede “novas e ousadas políticas” que reconheçam o emprego “como bem fundamental para a pessoa, a família, a sociedade” e não como “uma variável dependente dos mecanismos económicos e financeiros”.

Antes, na homilia de Ano Novo, o Papa desafiara os crentes a procurar junto de Deus a “paz interior necessária a tempos da história que são por vezes tumultuosos e confusão”. Houve também tempo para reafirmar a oposição do Vaticano ao casamento entre pessoas do mesmo sexo – que desestabilizam a “insubstituível função social” da união entre um homem e uma mulher – e à legalização do aborto – “Como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros”.


Dez mortos e 120 feridos em cerimónia promovida pela IURD em Luanda



Pelo menos 10 pessoas morreram em consequência de esmagamento e asfixia provocadas pela grande afluência de populares a uma cerimónia promovida na noite de 31 de dezembro em Luanda pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Segundo o porta-voz do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Sebastião, citado pela agência Angop, o incidente ocorreu junto ao Estádio Nacional da Cidadela Desportiva, local em que estava marcada uma vigília da IURD, designada "Vigília da Virada - Dia do Fim".

As vítimas são seis adultos e quatro crianças.

Segundo o porta-voz do SNPCB, no recinto, com capacidade para 70 mil pessoas, concentraram-se 250 mil pessoas e apenas dois dos quatro portões estavam abertos.

Deste incidente há ainda a registar 120 feridos.

Em declarações à Angop, o bispo-adjunto da IURD em Angola, Ferner Batalha, admitiu que o número de fiéis que esteve na Cidadela excedeu a capacidade do recinto.

"A nossa expectativa era ter 70 mil pessoas, mas foi de longe superada. Dados não definitivos indicam-nos que estiveram no local acima de 250 mil pessoas", precisou.

Aquele dirigente da IURD acrescentou que durante os preparativos do evento, a organização notificou as autoridades policiais e pediu a colaboração da Cruz Vermelha de Angola e das Emergências Medicas para o acompanhamento da vigília antes, durante e depois.


Majescoral projecta lançamento de álbum



Fazendo o balanço das actividades do grupo no corrente ano, Chichango considera que 2012 foi um ano positivo, pois a maioria dos objectivos traçado pelo grupo foi alcançada, com principal destaque para a gravação do álbum sob a liderança do maestro Augusto Gamaliel.

“Estivemos empenhados na gravação do álbum (Vumani Va le Kaya), o trabalho revela as raízes da música moçambicana de norte a sul e será lançado em 2013. As músicas foram compostas pelo Maestros Faustino Chirute e Ricardo Candido, membros fundadores do grupo, ambos já falecidos”.

Este ano constituiu para o coordenador do grupo, um período de muita aprendizagem com vários concertos e troca de experiência com outros grupos.

“Comemoramos o aniversário (18 anos) com um concerto denominado “Negro Espiritual”, com raízes africanas e contamos com a presença do pianista Geoff Galagher dos Estados Unidos da América para além dos maestros Feliciano de Castro e Pedro Tinga”.

O grupo teve ainda um intercâmbio com um coral norte-americano chamado Sharing a New Song e participação na 32.ª cimeira da Sociedade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que decorreu em Maputo.

O Majescoral realizou recentemente um concerto na Matola que contou com cerca de 50 artistas moçambicanos. O mesmo serviu para encerrar as actividades do ano e desejar festas felizes para todos os que têm acompanhado o percurso do grupo.

O concerto foi liderado pelo pianista, maestro e professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Feliciano de Castro e o guitarrista e maestro Pedro Tinga.

O coral contou ainda com a presença da Orquestra da UEM, dirigida pelo professor de música Edson Utui.

Majescoral é uma associação para pesquisa e divulgação da música e ritmos moçambicanos. Desde a sua criação, em 1994, o grupo interpreta ritmos diversificados passando pela música clássica, jazz, tradicional bem como contemporânea.


Cristãos celebram natal apelando à paz

Missa católica
Missa católica


Comemorou-se ontem em todo o mundo o natal. Para celebrar o dia, na capital do país, foram realizados cultos em várias igrejas, que marcam o nascimento de Jesus Cristo. Bispos e pastores de diferentes congregações religiosas têm o mesmo denominador em comum: apelam à paz, amor e reconciliação entre os homens.

Durante a missa do galo na Sé Catedral, realizada na noite de segunda-feira, o arcebispo da igreja católica, Dom Francisco Chimoio salientou que “o nascimento do salvador é um momento para reafirmarmos o nosso compromisso com Deus”, para depois “apelar aos povos a unirem-se em Cristo e que a paz seja um condimento fundamental para a união no mundo”, disse Chimoio.

Por outro lado, o dia 25 de Dezembro, que também é considerado dia da família, vários cidadãos aproveitaram para passar alguns momentos de confraternização ao lado dos amigos, irmãos e parentes mais próximos. Um dos locais que juntou centenas de famílias foi a praia da Costa do Sol.


Desabamento em igreja causa 29 feridos em Manica



Pelo menos 29 pessoas ficaram feridas, seis das quais com gravidade, quando uma parede da igreja Zion CC, em Manica, centro de Moçambique, desabou em plena missa, na sequência de um vendaval, disse hoje à Lusa fonte oficial.

"Os crentes foram surpreendidos com a tempestade durante a missa no domingo quando desabou a parede e feriu 29 pessoas, mas seis tiveram que ser transferidos para o hospital provincial devido à gravidade do ferimento", disse à Lusa Mariazinha Niquisse, administradora distrital de Sussundenga.

A algumas das vítimas tiveram de ser amputados membros, disse à Lusa uma fonte hospitalar.

O vendaval, segundo a administradora, também destruiu 20 casas convencionais e 25 de construção precária ficaram parcial ou totalmente destruídas, além de duas salas de aula que ficaram sem tecto.

"O vendaval e a chuva forte duraram uns 30 minutos, mas fizeram muitos estragos. Por isso temos vindo a apelar para quando ocorrem situações desta natureza as pessoas corram para lugares seguros, sobretudo nesta época de calamidades", afirmou Mariazinha Niquisse.

Ainda segundo a fonte, o distrito já activou os comités de gestão de calamidades, que atracou pequenas embarcações em rios problemáticos e regiões ciclicamente afectadas por cheias, além de estar a realizar acções de sensibilização para que as pessoas abandonem as zonas ribeirinhas para lugares seguros.


Bispos católicos voltam a atacar

Bispos católicos voltam a atacar

A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) voltou a mandar recados ao Governo. Desta vez, em comunicado, os bispos católicos dizem que `As populações continuam a ter uma vida dura, marcada por uma situação de pobreza cada vez mais acentuada, sobretudo nas zonas rurais do país´ e `não obstante a existência, no país, de riqueza, os pobres são cada vez mais pobres´. Igualmente, manifestou a sua preocupação com a ocupação de terras pelos mega-projectos, que obrigam as populações a abandonarem os seus lugares naturais de residência e de cultivo.

No mesmo comunicado, datado de 13 de Novembro em curso, os Bispos Católicos de Moçambique expressam igualmente a sua preocupação com aumento da criminalidade, assaltos à mão armada a residências, nas ruas e nas aldeias. A situação cria um ambiente de insatisfação e de grande ansiedade, apesar de há 20 anos ter cessado a guerra no país, conforme refere o comunicado.


Bispos católicos voltam a atacar

Bispos católicos voltam a atacar


A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) voltou a mandar recados ao Governo.
Desta vez, em comunicado, os bispos católicos dizem que “As populações continuam a ter uma vida dura, marcada por uma situação de pobreza cada vez mais acentuada, sobretudo nas zonas rurais do país” e “não obstante a existência, no país, de riqueza, os pobres são cada vez mais pobres”.

Igualmente, manifestou a sua preocupação com a ocupação de terras pelos mega-projectos, que obrigam as populações a abandonarem os seus lugares naturais de residência e de cultivo.

No mesmo comunicado, datado de 13 de Novembro em curso, os Bispos Católicos de Moçambique expressam igualmente a sua preocupação com aumento da criminalidade, assaltos à mão armada a residências, nas ruas e nas aldeias.

A situação cria um ambiente de insatisfação e de grande ansiedade, apesar de há 20 anos ter cessado a guerra no país, conforme refere o comunicado.


Demissão do cargo: Bispo de Pemba abre-se e explica o que aconteceu

Continua assunto quente, em Pemba, e não só, a renúncia ao cargo do bispo da Diocese de Pemba, Dom Ernesto Maguengue, anunciada pelo próprio domingo último perante os seus fiéis seguidores, crentes e outros interessados. O Jornal Notícias traz aqui a sequência dos factos por si narrados, que desembocaram na sua decisão, considerada atípica, entre nós.

Demissão do cargo: Bispo de Pemba abre-se e explica o que aconteceu


Para tanto, o “notícias” tem em mãos o documento escrito por Dom Ernesto Maguengue, ordenado bispo em 24 de Outubro de 2004, no qual ele tenta explicar o desenrolar dos acontecimentos, dos quais se destaca a intriga no seio da Igreja, sobretudo depois da morte, por doença, de quatro jovens sacerdotes, de forma consecutiva.

A intriga veio tomar mais consistência em Setembro de 2010, quando, segundo o prelado, um sacerdote sacramentino, padre Christopher Mahendra, escreveu uma carta largamente difundidacom um conteúdo alegadamente difamatório contra a pessoa do bispo e do respectivo ministério.

“Sabe-se que não era a primeira vez, pois outras cartas do género tinham sido enviadas por certos sacerdotes para outras instâncias, inclusive ao governador da província. Na sequência destas ocorrências, em Outubro do mesmo anodesloquei-me a Maputo para um momento de diálogo com Sua Excia. Reverendíssimo Dom António Arcari, Núncio Apostólico de Moçambique”, explica Dom Ernesto Maguengue.

Dentro do mesmo contexto, em finais de Janeiro e inícios de Fevereiro de 2011 o secretário da Nunciatura e Encarregado de Negócios, Monsenhor Mário Codamo, deslocou-se a Pemba e contactou os membros do clero e os institutos religiosos. Em fins de Maio Dom Maguengue teve que comparecer a Roma por solicitação do Cardeal Prefeito, Ivan Dias, que o recebeu em audiência para tratar do funcionamento do seu ministério pastoral na Diocese de Pemba.

Terá sido depois disso que resultou no envio a Pemba de um visitador apostólico (figura equiparável a inspector), já em Outubro de 2011, no caso, à responsabilidade de Dom Gabriel Mbelinge, que em Cabo Delgado visitou as principais regiões da diocese, contactou e falou com quase todos os sacerdotes diocesanos superiores das congregações presentes.

Em Março deste ano, segundo conta o bispo demissionário, estando em Portugal para visita médica foi mesmo assim recebido em audiência, no Palácio da Propaganda Fide, a fim de expor a sua situação de embaraço, diante da demora de receber a resposta de tudo o que estava a acontecer.

“O último deste itinerário foi o recente encontro com o Núncio Apostólico no início do mês de Julho para um momento de diálogo e conselho, após o qual tomei a resolução de escrever ao Santo Padre e ao Cardeal Prefeito manifestando em substância duas coisas: que efectivamente durante oito anos de exercício do sagrado ministério episcopal surgiram dificuldades de vária ordem que foram aumentando de intensidade, criando na diocese um ambiente de tensão, tal que, em termos práticos, não permitia continuar a exercer de modo frutuoso a autoridade de guia pastoral”, explica Dom Ernesto Maguengue.

Ele diz que, a fim de evitar a exasperação desta situação crítica e continuar a acarretar os efeitos danosos aos fiéis e à sua pessoa, apresentou a intenção e o pedido de renunciar ao governo da diocese, deixando, porém, clara a sua vontade e entusiasmo de servir a Deus e ao seu povo sempre em comunhão com a sede apostólica e em obediência às indicações que houver, por bem, darem-no.

“Humanamente pensando, não me faltou o desejo de um momento de conforto em que me fossem indicadas as constatações positivas e negativas, para melhor aprender e corrigir o que há por corrigir”, diz, a dado passo, o bispo.

Na verdade, conforme ele próprio confessa, “nestes anos todos manifestaram-se na minha vida provas e resistências de ordem vária provindas de mim mesmo, de fora de mim, com variada motivação. Constituíram-se duras provocações, a doença dos padres, as mortes prematuras e consecutivas, agravadas pelo clima de tensão, murmurações e acusações até públicas contra a minha pessoa e o meu ministério”.

Sem se explicar melhor, o bispo acha que constituiu desafio, igualmente, o contexto actual marcado pelas grandes e rápidas transformações que se estão a operar no nosso país, em geral, e na província de Cabo Delgado, em particular, sobretudo na maneira de pensar e agir das pessoas, nos valores que vão sendo priorizados e veiculados pelo ambiente imperante, mormente pelos meios de comunicação de massas.


Bispo de Pemba renuncia ao cargo alegando mau relacionamento na diocese

Dom Ernesto Maguengue demitiu-se ontem do cargo de bispo da Diocese de Pemba e despediu-se dos crentes da Igreja Católica na Paróquia do São Paulo, na capital provincial de Cabo Delgado, evocando problemas de relacionamento com o corpo de padres locais.

Bispo de Pemba renuncia ao cargo alegando mau relacionamento na diocese


“Deixo o lugar à disposição porque não fui entendido durante todo o tempo que trabalhei como bispo desta diocese”, disse Maguengue, alegando obstáculos e mal-entendidos como tendo sido as causas que precipitaram a sua renúncia.

Maguengue deixa a liderança da Igreja Católica oito anos depois de lá ter chegado. Ele esclareceu que deixava apenas de ser bispo efectivo e que não quer continuar à frente dos destinos da Igreja naquela parcela do país.

Informações em nosso poder, entretanto não confirmadas, indicam que Dom Ernesto Maguengue tinha desavenças com padres e outros servidores da Igreja Católica Apostólica Romana em Cabo Delgado. Com esta renúncia, a Diocese de Pemba passa a ser coordenada pelo vigário episcopal de Metoro, distrito de Ancuabe, cujo nome não conseguimos apurar.

Há muito que circulavam rumores sobre a renúncia daquele prelado, com informações a darem conta de um mau ambiente na Diocese de Pemba, alegadamente porque Maguengue marginalizava os padres. As mesmas alegações apontam a negligência do bispo que terá estado na origem da morte de quatro clérigos por doença, durante o seu reinado

Um semanário local avançou há dias que Dom Maguengue escrevera uma carta ao Papa a pedir a sua demissão do cargo de bispo da Diocese de Pemba, uma informação ontem confirmada com a despedida feita pelo próprio prelado, durante a missa solene.

Pessoas ouvidas pelo “Notícias” em Pemba disseram terem ficado surpreendidas com as alegações do bispo de Pemba. Elias Tuvano, um crente da Igreja Católica na capital provincial de Cabo Delgado, manifestou a sua surpresa, indicando que nunca ouvira nada que indicasse o mau relacionamento entre o bispo, padres e irmãs da diocese.

Por seu turno, Mónica Rafael, outra crente que aceitou falar ao nosso Jornal, disse que Dom Maguengue deixa um vazio na Igreja Católica. “Não sabia que havia mau relacionamento entre o bispo e padres da minha igreja. Estou triste por saber que não hei-de ouvir mais os seus ensinamentos e penso que nós como crentes temos o direito de saber com exactidão o que realmente se passou, porque aquelas alegações do bispo são vagas. Alguém tem que nos esclarecer, porque é estranho”, afirmou.

Ernesto Maguengue substituira na Diocese de Pemba, Dom Francisco Chimoio, actual Arcebispo de Maputo.



Bispos moçambicanos consideram despenalização do aborto “uma aberração ética” e condenam a bigamia

Bispos moçambicanos consideram despenalização do aborto “uma aberração ética” e condenam a bigamia


O parlamento moçambicano vai discutir, em breve, a despenalização do aborto no país.

Os bispos católicos de Moçambique consideram a despenalização e legalização do aborto “uma aberração ética, destinada a promover a prática pelo desrespeito pela vida alheia” e uma forma de “aniquilar o património cultural” dos moçambicanos.

Em carta pastoral, os bispos da igreja católica do país afirmam que “o avanço tecnológico das ciências biomédicas não confere nenhum poder ao homem para supressão de seres humanos inocentes, mas, sim, deve servir para o bem integral do homem”.

O parlamento moçambicano vai discutir, em breve, a despenalização do aborto no país, penalizado por uma lei colonial de 1886, justificando com a necessidade de se reduzirem as mortes associadas ao aborto clandestino.

Mas os clérigos lamentam “o silêncio que acompanha a abordagem sobre a legalização do aborto de forma temerária”, considerando que “isso fere não só as consciências mais agudas, como também mexe com variados grupos sociais e suas sensibilidades na conjuntura do tecido social das famílias moçambicanas”.

No documento enviado à Lusa, os bispos afirmam que “o aborto provocado, sejam quais forem as razões, é sempre uma violência injusta contra um ser humano que nenhuma razão justifica eticamente”.

“Pensar na despenalização do aborto é aniquilar o património cultural do povo moçambicano que, desde sempre, apostou na defesa deste preciosíssimo tesouro da vida que lhe vem como uma bênção” de Deus, referem os bispos na sua visão sociocultural da problemática sobre a legitimação do aborto em Moçambique.

A liderança católica em Moçambique criticou a proposta da despenalização da bigamia, cuja discussão irá ocorrer também, brevemente, no Parlamento moçambicano.


Vice Presidente da IMPD diz que sem doações, a igreja fica em apuros

“Sem doações, a igreja Mundial do poder de Deus fica em apuros”


O vice-presidente da Igreja mundial do Poder de Deus diz que a igreja que dirige não está envolvida em negócios da fé. O mesmo deu a conhecer que a principal fonte de sobrevivência daquela congregação que dirige são as doações feitas pelos crentes.

Este pronunciamento foi tornado público ontem, durante o Primeiro Jornal da STV, onde o vice-presidente, pastor Eli, desdramatizou às recentes palavras proferidas por alguns pastores, segundo as quais, a igreja exigia metas. “Eu não tenho metas. Que os pastores em causa expliquem de onde vem essa palavra”, disse o vice-presidente da igreja Mundial do poder de Deus.

O pastor Eli garantiu ainda que a principal fonte das receitas são as doações dos crentes. “quando ficamos sem doações, a igreja fica em apuros e vai locomovendo-se na medida do possível. A igreja sobrevive de ajuda de Deus”, salientou.

No que concerne ao salário em atraso dos pastores, o pastor Eli diz que a igreja já providenciou dinheiro, mas os visados nunca compareceram para recebê-lo.


Pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus queixam-se de expulsões injustas

Pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus queixam-se de expulsões injustas


Três pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus acusam a direcção da mesma de os ter expulso por não terem cumprido as metas, o que consideram ser injusto. O facto ocorreu na manhã de ontem, em Maputo.
O atraso no pagamento de salários aos pastores, o tratamento indigno e o cumprimento de metas na angariação dos dinheiros dos crentes para a igreja são os principais problemas que os mesmos levantam. “Eles dizem que nós estamos a gastar dinheiro, enquanto não conseguimos atingir as metas que nos dão”, desabafou o pastor Celso Arlindo .

O pastor acrescentou ainda que está doente e, quando solicitou ajuda na igreja, o seu pedido lhe foi recusado prontamente. “Fui abrir um processo no hospital porque estou doente. Fui à igreja pedir ajuda  e o bispo recusou-se a pagar o meu tratamento, alegando que estou a ser despesa na igreja, porque, ao invés de meter dinheiro, estou a gastar”, explicou.  

Dois dos três pastores expulsos viviam na mesma flat, no quinto andar do prédio Miguel, na cidade de Maputo. E, quando a nossa equipa de reportagem se dirigiu ao local para apurar os factos, à entrada do prédio, encontrou o vice-presidente da igreja, Amiel Frio. Logo, as partes começaram a trocar acusações.


Diocese não desalojou estudantes

Diocese não desalojou estudantes


A Diocese de Chimoio não desalojou os estudantes das instalações do Instituto Joaquim Marra, como fora anunciado. O director provincial da Educação de Manica disse que a retirada dos estudantes é ao abrigo de um acordo de entendimento entre o MINED e a Diocese para a devolução gradual das infra-estruturas.

Com o processo das nacionalizações, a Diocese de Chimoio havia entrado em coordenação com o Ministério da Educação para o uso das Instalações do Instituto Industrial e Comercial Joaquim Marra. Hoje, 35 anos depois, o MINED está a levar a cabo projectos com vista a devolver gradualmente as instalações pertencentes a Diocese de Chimoio, até o próximo ano, segundo explica Estêvão Rupela, director provincial da educação em Manica.


Igreja católica recupera instalações do Instituto Joaquim Marra e estudantes ficam sem aulas

Igreja católica recupera instalações do Instituto Joaquim Marra e estudantes ficam sem aulas


Os estudantes do Instituto Industrial e Comercial Joaquim Marra, na cidade de Chimoio, estão sem salas de aulas desde o início deste ano, devido ao processo da entrega das instalações reclamadas pela Igreja Católica como sua pertença, tendo o Estado cedido à reclamação.

Neste momento, segundo explicou o director daquele estabelecimento de ensino médio, Zacarias Macaringue, os estudantes estão ter aulas em salas emprestadas da sede do partido Frelimo, oito salas da Escola Secundária Samora Machel e quatro da Escola Secundária da Soalpo, mas falta ainda a sala de mecanização, dado que os equipamentos ainda permanecem nas antigas instalações que passaram, desde o princípio deste ano, a ser novas instalações da Universidade Católica de Moçambique.

De referir que aquelas instalações foram nacionalizadas pelo Estado a 24 de Julho de 1977, dois anos depois da Independência de Moçambique.

Como alternativa para fazer face às dificuldades de instalações daquele instituto médio, o Ministério de Educação ocupou provisoriamente o espaço da Escola Primária Completa do Centro Hípico, onde, esta terça-feira, arrancaram as obras de construção de doze salas de aulas, no âmbito do programa acelerado de construção das infra-estruturas de educação, enquanto se aloca um orçamento para a construção de raiz de uma nova instalação do Instituto Industrial e Comercial.

Após a conclusão das obras, cujo orçamento ainda não foi definido, o edifício em obra irá reverter à Escola Primária e Completa do Centro Hípico, segundo explicou o director nacional adjunto de Planificação e Cooperação, Construção e Equipamentos Escolares do Ministério da Educação, Eugênio Maposse.


Bispos Catolicos dizem que a paz e democracia estão em perigo

Bispos Catolicos dizem que a paz e democracia estão em perigo


Os bispos Catolicos de Mocambique dizem que os partidos politicos mocambicanos sao autoritarios e que por via disso afirmam que a paz e a democracia estao em perido.

Segundo a Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) ocorrem “práticas autoritárias” nos partidos moçambicanos devido à “intolerância” entre as duas principais formações políticas, Frelimo e Renamo.
Em Nota Pastoral emitida semana passada e dirigia “às Comunidades Cristãs e aos Homens e Mulheres de Boa Vontade”, a CEM alerta ainda para o risco de os recursos naturais que estão a ser descobertos no país se tornarem num pesadelo.

Segundo os bispos, o País vive o paradoxo de ter partidos que se declaram democráticos, mas que pautam pelo autoritarismo na sua vida interna.

“Não estaremos nós diante de um paradoxo de partidos que retoricamente se declaram defensores da democracia, mas efectivamente, na sua práxis interna e habitual, são autoritários?”, questiona o prelado católico moçambicano.

Para a CEM, a dinâmica dos partidos políticos moçambicanos, ou “uma boa parte deles”, é imposta pelas lideranças, em detrimento do livre pensamento da maioria dos membros.

“Não terão muitos membros dos partidos políticos medo de expressar a própria opinião, quando difere da elite dirigente? Serão consistentes e sustentáveis uma democracia e uma convivência pacífica assentes no medo de pensar diferente e expor publicamente o próprio pensamento?”, indagam os bispos católicos moçambicanos.

A CEM refere-se igualmente ao 20.º aniversário do Acordo Geral de Paz, que se assinala no próximo dia 04 de outubro, chamando a atenção para o facto de a intolerância entre a Frelimo, partido no poder, e a Renamo, principal partido da oposição, constituírem uma ameaça à paz.

“Sempre no desejo de contribuir para uma maior reflexão sobre a nossa convivência nestes 20 anos, após o Acordo Geral de Paz, podemos continuar a perguntar se não estarão ameaçadas a democracia e a paz”, lê-se na Nota Pastoral.

Recuros naturais podem virar pesadelo

Os bispos moçambicanos lançam também um olhar sobre a vaga de descobertas de recursos minerais em Moçambique e manifestam-se preocupados com o risco de essa riqueza poder converter-se em “pesadelo”.
“Se vierem a faltar a sabedoria, a prudência e políticas justas e clarividentes na sua exploração, os recursos naturais podem tornar-se em pesadelo”, chamam a atencao os bispos.


Muçulmanos recuaram

A Comunidade muçulmana decidiu na noite de ontem, anular a sua decisão de paralisar a actividade industrial e comercial desenvolvida pelos seus membros, que havia sido convocada para hoje e durante três, alegadamente em protesto contra a onda de sequestros no país.



Falando em nome do Movimento Islâmico e da sociedade islâmica, Amade Camal, porta-voz da agremiação, disse que a decisão de suspender a greve surge na sequência do encontro mantido na tarde de ontem com o Presidente da República, Armando Guebuza, uma reunião entretanto não confirmada pela Presidência da República.

Com efeito, os estabelecimentos e as actividades comerciais e industriais explorados pelos membros da comunidade muçulmana vão funcionar dentro da normalidade. 

Entretanto, o Movimento Islâmico mantém a intenção de realizar no próximo sábado, dia 1 de Setembro, uma manifestação pacífica na cidade de Maputo, em repúdio a onda de criminalidade que tem abalado o país.

Disse que além da comunidade muçulmana, a manifestação do próximo sábado irá juntar outras confissões religiosas e organizações da sociedade civil, pois entende-se que a problemática da criminalidade afecta a toda a sociedade moçambicana.

De referir que ao tomar a iniciativa de paralisar as actividades, a comunidade muçulmana via nisso uma maneira de pressionar o Governo a estudar novas formas de combate à criminalidade no país...




Comunidade hindú distancia-se das manifestações dos Muçulmanos

Comunidade hindú distancia-se das manifestações dos Muçulmanos


A Comunidade Hindú convocou, no fim da tarde de ontem, em Maputo, uma conferência de imprensa para anunciar que não irá encerrar as actividades laborais, económicas e sociais previstas para hoje, nem aderir às manifestações programadas para o próximo sábado, sem que tenham sido autorizadas pelo Governo.

De acordo com o presidente da Comunidade Hindú em Moçambique, Naguindas Manmohandas, a sua comunidade irá abrir os centros comerciais para as suas actividades normais hoje, afastando-se, deste modo, do posicionamento dos líderes muçulmanos de Maputo.

“Considerando que não podemos tomar decisões precipitadas que não estejam dentro da legalidade, a Assembleia Geral da Comunidade Hindú decidiu-se pela não adesão ao encerramento das actividades económicas, de serviços, entre outras, anunciadas para o dia 27 de Agosto de 2012 (hoje)”, disse Naguindas Manmohandas, que admitiu a possibilidade de participar nas manifestações, desde que sejam devidamente autorizadas e pacíficas.