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Em edificação laboratório de combate à mosca da fruta

Um novo laboratório regional destinado à produção de predadores da mosca da fruta vai ser edificado a partir deste ano na província de Manica.

Em edificação laboratório de combate à mosca da fruta


O empreendimento, cuja primeira pedra foi lançada semana finda pela governadora, Ana Comoane, visa operacionalizar o programa de multiplicação de predadores da mosca da fruta, como uma das medidas visando o combate à praga que afecta as regiões norte e centro do país, e com base na qual vigora, desde há mais de seis anos, um embargo generalizado do mercado da fruta, sobretudo da província central de Manica.

Na sequência deste embargo, a fruta produzida na província de Manica não pode ser vendida no sul do Save e muito menos ser exportada para a vizinha República da África do Sul. O projecto de edificação do referido laboratório está a ser financiado pelo Banco Mundial e a execução decorre em pareceria com a Universidade Eduardo Mondlane.

Com esta iniciativa, o Executivo pretende minimizar a disseminação da praga. Com efeito, segundo uma fonte da direcção provincial da Agricultura de Manica, o laboratório destina-se à produção e multiplicação dos referidos inimigos naturais da mosca da fruta, contribuindo assim para a redução da população destes insectos devastadores da produção frutícola.

A iniciativa, de acordo com a fonte, já está a ser implementada na província de Nampula onde já foi edificado um laboratório do género, representando a região norte, por sinal uma das mais flageladas pela praga ao nível nacional.

Através destes inimigos naturais, cujo nome não foi revelado, Moçambique pretende reduzir os machos da mosca da fruta e, desta forma, afectar a reprodução destes insectos, facto que irá contribuir para o controlo da praga que prevalece mais nas províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia, onde está a afectar grandemente a economia dos camponeses que, em consequência, já não encontram mercado para a colocação da sua produção.

Ao nível das províncias afectadas, estão em curso programas integrados de controlo da doença, que inclui a inibição da circulação da fruta para as regiões não afectadas, como forma de evitar que a praga se espalhe por todo o país, tornando-se mais danosa ainda.

A integração das medidas de controlo da circulação dos produtos frutícolas constitui uma das alternativas eficazes encontradas até aqui para evitar que o problema se alastre pelo país todo. O agro-processamento, o recurso a mercados locais e regionais como o Zimbabwe foi outra alternativa pensada pelo Governo para dar vazão à produção, por exemplo, da província de Manica.

Na província de Manica, o embargo da fruta afectou significativamente o empenho dos camponeses na produção agrícola, havendo registo do apodrecimento de elevadas quantidades de mangas e bananas devido à falta de mercado e a desistência de operadores empresariais e familiares de produzir fruta.

O assunto de mosca da fruta tem vindo a ser tema de debates em vários fóruns, alimentando comentários inesgotáveis, não só entre os próprios técnicos do sector agrário, como e sobretudo no seio daqueles que se afirmam espantados pelas consequências do embargo, questionando se não haveria tanta ciência para tanta desestabilização da actividade produtiva.

Mais do que simples coro de lamentações, vários sectores da província têm defendido o empenho das autoridades do sector da Agricultura no país, com vista ao esclarecimento do caso, visando o levantamento do referido embargo ou o combate à praga, cujas consequências, extremamente dramáticas, afectam sobretudo as culturas de banana, manga e citrinos.


Avaria da báscula de Dondo concorre para a degradação da EN6

A avaria da báscula no Dondo, em Sofala, situação que não permite o controlo do peso da carga de viaturas que circulam ao longo da Estrada Nacional Número 6 (EN6), está a acentuar a degradação daquela via.

Avaria da báscula de Dondo concorre para a degradação da EN6


Estima-se em dois mil o número de veículos pesados e cerca de mil ligeiros que diariamente usam aquela estrada que liga a cidade portuária da Beira e a vila fronteiriça de Machipanda, servindo a países do “hinterland” como o Zimbabwe, a Zâmbia, o Malawi e a República Democrática de Congo.

Com efeito, os camiões circulam na via com excesso de carga e as autoridades da área assistem impotentes ao cenário. O Governo reconhece que o trânsito está sem controlo, resultando mesmo numa autêntica anarquia.

A delegada da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Sofala, Irene Simões, considera haver até um certo oportunismo por parte de alguns transportadores desonestos que deliberadamente movimentam carga em excesso nas viaturas de grande tonelagem.

Falando há dias à Reportagem da nossa Delegação da Beira, a fonte anunciou que o Governo acaba de adquirir uma nova báscula para a EN6, no Dondo, mas problemas técnicos dificultam ainda a sua instalação.

Trata-se, conforme apurámos, de um equipamento moderno integrado num projecto de âmbito nacional que, essencialmente, visa actualizar as principais rodovias do país com unidades do controlo de peso nas viaturas.

Enquanto a nova báscula não é montada, conforme referiu Irene Simões, para disciplinar os prevaricadores seria necessário uma báscula móvel. Entretanto, não há fundos para viabilizar a esta intenção.


Cabo Delgado - Mueda dá passos positivos no ordenamento territorial

Cabo Delgado - Mueda dá passos positivos no ordenamento territorial


Segundo se pode ver do balanço do governo distrital, as acções nesse sentido já atingem os postos administrativos e localidades, podendo se destacar passos muito significativos em Mpeme, pelo menos no que diz respeito à urbanização.

A fonte informou que, durante o ano passado, foram feitas no distrito 732 demarcações de talhões, cifra que indica uma diferença positiva de 285 por cento, quando posto como medida de comparação o ano de 2011, sendo 111 somente da Localidade de Mpeme, a 17 quilómetros da sede distrital, onde igualmente funciona uma autarquia.

Aliás, conforme se justifica, a subida considerada acentuada do número de talhões demarcados no último mês do ano passado, em relação ao resto do período de Janeiro até Novembro, deve-se à entrega e incorporação de dados da área municipal, facto que antes não acontecia.

Sobre este aspecto, António Hernâni Filipe, Director dos Serviços de Planeamento e Infra-estruturas, em Mueda, explica que, durante muito tempo, houve dificuldades de ordem organizacional que não viabilizavam a que o executivo local tivesse os dados respeitantes à área autárquica.

“Tínhamos sérias dificuldades de termos os dados que se referem àquilo que estava a acontecer na área municipal, porque os responsáveis, nomeadamente os chefes dos bairros, não nos forneciam, não havia clareza sobre a necessidade desses elementos caírem também na estatística distrital. Felizmente, isso foi ultrapassado, razão porque encontramos essa subida de certo modo vertiginosa em tão pouco tempo”, explicou António Filipe.

Mesmo assim, o distrito penitencia-se por não ter conseguido cumprir o seu plano de distribuir 300 talhões concedidos, do conjunto dos 732 demarcados. Este facto, de acordo com o balanço do executivo liderado por Xavier Vansela, corresponde a um subcumprimento na ordem de 244 por cento, apesar de, em comparação com o que foi possível realizar, em 2011, assistir-se a uma taxa de crescimento de 285 por cento.

O processo de correcção em curso no distrito de Mueda, inclui todas as localidades do Posto Administrativo-Sede, designadamente Litembo e Miúla, assim como do posto de Imbuo, com as respectivas localidades de Mpeme, Nnonge e Namaua.

Entretanto, António Filipe, num outro desenvolvimento, falou-nos de um programa similar que vai abranger o posto administrativo fronteiriço de Negomano, junto à Ponte de Unidade, que liga Moçambique à República da Tanzânia.


Cheias na Zambézia - Sobe para cinco número de mortos em Nicoadala

Cheias na Zambézia - Sobe para cinco número de mortos em Nicoadala


Dados apurados pela nossa Reportagem indicam que a última vítima foi encontrada debaixo de escombros da sua residência que desabou em consequência das águas das chuvas que invadiram 8534 casas, cujas famílias já se encontram acomodados em dois centros.

Dados disponíveis indicam que 1380 casas continuam inundadas e 36.500 pessoas estão directamente afectadas, precisando apoio de emergência após perderem os seus alimentares.

No âmbito de emergência, foram criados dois centros de acomodação, temporários, sendo um na EPC Josina Machel, acomodando 347 famílias e outro em Nhanguo, acomodando 230, ambos na Localidade de Munhonha.

O delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na província da Zambézia, Silvestre Uqueio, disse que o Executivo já disponibilizou víveres para as vítimas das inundações naquele distrito. Soubemos que o Governo provincial já enviou um cheque de cinquenta mil meticais para a aquisição de produtos alimentares localmente para além de cinquenta sacos de arroz, farinha e óleo alimentar para socorrer os desalojados.

Outros apoios continuam a chegar às vítimas das enxurradas, apesar de o Governo local reclamar exiguidade de meios para socorrer as pessoas desalojadas. A nossa Reportagem visitou os centros de acomodação criados e constatamos um considerável número de pessoal da Saúde que foi mobilizado para assistir os afectados.

Ainda ontem, grande parte das pessoas se encontravam na berma da estrada à espera que a água baixasse para retomarem a vida ou reconstruir o que ficou destruído. As mulheres, por exemplo, estavam a lavar a roupa e estendê-la, enquanto os homens mais corajosos tentavam chegar às respectivas casas para resgatar o que sobrava.

Entretanto, o trânsito rodoviário na ponte que está próxima a báscula está condicionado. As viaturas circulam numa faixa em consequência de um dos encontros estar a ceder a pressão da água.

Dados avançados pelo director provincial da Educação e Cultura da Zambézia, indicam que 14 mil alunos do ensino primário estão afectados pelas calamidades nos distritos de Quelimane, Nicoadala, Maganja da Costa, Mopeia, Morrumbala e Chinde. Lemos Aranica disse que um total 141 salas de aula ficaram destruídas. Os professores encontram-se na mesma situação, precisando de apoio para reerguer as suas vidas.

Entretanto, o Instituto nacional de Meteorologia prevê a ocorrência de chuvas em regime moderado a forte, localmente muito forte para Niassa, Cabo Delgado e Nampula. As chuvas que deverão situar-se entre 30 e 50 milímetros, em 24 horas, deverão afectar também a província da Zambézia.

Angoche, Mongicual, Erati, nacaroa e Monapo, em Nampula e os distritos de Palma, Mocímboa da Praia, Quissanga, Macomia, pemba Metuge, Meluco, cidade de Pemba, Mecufi, em Cabo Delgado, e Mavago, Mecula e Marrupa, no Niassa, deverão registar precipitação acima de 75 milímetros em 24 horas.


Tete - Reduzem casos de lepra

Tete - Reduzem casos de lepra


A Médica Chefe Provincial apontou que, neste momento, 13 pacientes de lepra estão a receber tratamentos nos distritos de Zumbu, Marávia, Chifunde, Changara e Mágoè. Referiu que em todos aqueles pontos da província de Tete estão em funcionamento nas comunidades grupos auto cuidados aos doentes da lepra.

“Estes grupos, constituídos entre os doentes, estão a trabalhar no tratamento dos outros mais graves apoiados por técnicos da Saúde para a protecção e evitar deformidades que a doença provoca no corpo humano” - disse Mulássua Simango.  

Aquela responsável apontou, por outro lado, que as autoridades sanitárias em todos os cantos da província, sobretudo em grandes aglomerações comunitárias, estão a trabalhar junto à população na sua sensibilização sobre os cuidados da lepra assim como a explicação sobre os principais sintomas desta doença.

“É verdade que o país já declarou-se livre da lepra, mas isto não significa que não podem aparecer alguns casos isolados que escaparam e hoje estão a manifestar-se. E é por isso que estamos a lançar um apelo à população para uma vigilância aguda contra esta doença assim como outras epidemias e encaminhar às unidades sanitárias as pessoas com sintomas” - disse a nossa fonte.

Entretanto, o Supervisor do Programa de Lepra, na direcção provincial de Saúde, em Tete, Lino Sixpence, disse que o seu sector tem efectuado visitas de monitoria aos grupos de auto cuidados dos doentes de lepra para um acompanhamento permanente do processo da evolução do tratamento dos doentes sobre a sua alçada.  

Por outro lado, a Médica Chefe da direcção provincial de Saúde, em Tete, referiu que a província está a tomar medidas preventivas contra algumas epidemias que eclodem nesta época chuvosa, principalmente doenças diarreicas por consumo de água imprópria, infecção respiratória, incluindo a malária.

“Por estas alturas há sempre problemas como diarreias, tosses acompanhados por gripes e malária devido à época chuvosa e, por isso, estamos a trabalhar junto das comunidades sobretudo na sua educação e sensibilização sobre as medidas preventivas a tomar, nomeadamente a fervura de água antes do seu consumo, a observância de cuidados básicos de higiene individual e colectiva” - disse Mulássua Simango.  


Beira: Há esforço para proteger a costa

Beira: Há esforço para proteger a costa


De acordo com a fonte, as referidas obras, financiadas pela Agência Suíça de Desenvolvimento e Cooperação, num valor de 85 milhões de meticais, inserem-se nos esforços da edilidade com vista a minimizar o impacto da erosão ao longo da costa daquela cidade.

A fonte disse que o estudo global do projecto prevê a construção de um total de 21 esporões ao longo da costa da cidade da Beira o que vai absorver pouco mais de 51 milhões de meticais, valor que até então ainda não está disponível razão pela qual as obras serão feitas em fases mediante o nível de degradação de cada zona.

Além da construção do referido esporão e muro quebra-maré, Manhoca avançou que ao longo deste ano será também feita nesta 1ª fase a reposição do mangal para reduzir o impacto da erosão ao longo da referida costa, principalmente na zona do Palácio dos Casamentos.

Aquele gestor revelou igualmente que o projecto prevê ainda para este ano a alimentação artificial das praias, o que significa que em tempo de marés baixas alguns camiões especializados vão buscar área no interior do mar para restitui-la às praias, tendo acrescentado que a edilidade prevê também para além dos referidos camiões adquirir uma escavadora destinada para o efeito.

“Portanto, fizemos um estudo com vista a reduzir a erosão costeira que tende a atingir níveis alarmantes ao longo da nossa costa. Na sequência disto, lançámos um concurso para a construção de um esporão gigante e um quebra-maré que poderão travar o impacto negativo das águas do mar sobre a costa”- explicou o gestor do projecto de protecção costeira no Conselho Municipal da Beira.

Refira-se que, para cada um dos 21 esporões planificados neste projecto de protecção costeira são necessários 12 mil metros cúbicos de pedra que será trazida da pedreira de Xiluvo, no distrito de Nhamatanda, há cerca de 120km da capital provincial de Sofala, pela empreitada Teixeira Duarte que ganhou o concurso para aquelas obras.


Sofala - Muxúnguè: Polícias transferidos devido à inoperância

Sofala - Muxúnguè: Polícias transferidos devido à inoperância


A medida, que afectou o respectivo comandante, vem igualmente responder ao descontentamento da população face à alegada soltura de alguns bandidos que se encontravam presos, os quais eram apontados pela população como sendo os mentores do ambiente que ali se vive.

O chefe da Secção de Imprensa no Comando Provincial da PRM em Sofala, Mateus Mazive, confirmou o facto em contacto com a nossa Reportagem, esclarecendo que a retirada dos agentes se deveu apenas à inoperância e não por alegada ligação destes com os malfeitores.

Mazive considerou que a situação já está normalizada naquela região depois da convulsão, tendo sido também colocados outros agentes em substituição dos anteriores, os quais, segundo a fonte, já estão a trabalhar no sentido de garantir que a ligação Polícia-comunidade volte a ser um facto, dada a sua importância para a manutenção da ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Fazendo a reavaliação da situação criminal ao longo do ano passado, Mateus Mazive disse que foram registados 1573 casos criminais, contra 2440 ocorridos em 2010, o que representa uma redução em 867 casos.

A corporação registou 917 casos de crimes contra propriedades a despeito dos 1443 ocorridos no ano anterior, enquanto contra pessoas ocorreram 600 casos, contra 917 registados em igual período, respectivamente.

Ainda sobre o ano passado, o chefe da Secção de Imprensa no Comando Provincial da PRM lembrou que foram postas fora de acção quatro quadrilhas de assaltantes à mão armada e recuperadas 18 armas de fogo, nomeadamente 10 pistolas, quatro AKM, duas Mouses e igual número de semi-automáticas.

“A redução dos casos criminais deveu-se em grande medida à ligação Polícia-comunidade, as exortações feitas pela corporação e consequente acatamento por parte da população, o que é salutar, e que também apelamos para que continue a ser assim no ano em curso” - destacou Mazive.


Urbanização: Nampula actualiza plano de estrutura

Urbanização: Nampula actualiza plano de estrutura


Sem avançar a data em que os trabalhos terão início muito menos os montantes a serem envolvidos, o edil de Nampula disse que algumas das características principais e vantagens do novo plano de estrutura urbana é de certas actividades contidas no mesmo serem socialmente financiáveis, além de envolver a participação dos autarcas.

Com a elaboração e consequente entrada em funcionamento do referido instrumento, a cidade de Nampula poderá ver igualmente estabelecidos os princípios de sustentabilidade ambiental, de desenvolvimento da rede de acessos intra e inter-municipal para além dos parâmetros sociais que devem orientar a ocupação do território autárquico, a eliminação de assimetrias sociais e de privilégios na distribuição das redes de infra-estruturas, serviços e equipamentos sociais. Segundo Namuaca, estes são alguns dos objectivos que o actual plano de estrutura urbano não tem conseguido responder (especificamente o de eliminação das assimetrias sociais e privilégios entre as áreas residenciais do mesmo espaço autárquico, mais concretamente entre o centro da cidade e a periferia).

Com efeito, as comunidades que vivem na maioria dos quatro postos administrativos urbanos, como são os casos de Namicopo, Muhala, Napipine e Natikire, carecem de infra-estruturas, especialmente rodoviárias para a ligação entre os bairros, além de infra-estruturas de  acondicionamento e recolha de lixo, entre outros.

Por outro lado, o crescimento que se regista da população urbana (que de 1980 a 2007 passou de 93.582 para 477.900 habitantes, respectivamente), exige das autoridades municipais o redobrar de esforços na gestão da autarquia.

Ocupando uma superfície de 404km2, a cidade de Nampula é a terceira maior cidade do país.

O presidente do município reconhece que a cidade de Nampula, principalmente os seus arredores, já não aguenta com a pressão exercida sobre ela. Para além da necessidade de se fazer a requalificação dos assentamentos informais para reduzir a desordem que se regista na ocupação dos espaços, é urgente identificar novas áreas de expansão populacional e económica.


Erosão ameaça destruir casas em Namutequeliua

20 casas estão na iminência de ficarem destruídas em virtude da erosão que ameaça os residentes do quarteirão 4, na Unidade Comunal Marian Nguabi, concretamente no bairro de Namutequeliua, arredores da cidade de Nampula. A situação constitui um autêntico risco para a população local.

Erosão ameaça destruir casas em Namutequeliua

No ano passado, sete residências desabaram por causa da erosão que, a cada dia que passa, tira o sono aos moradores daquele quarteirão.

Anita Fernando, de 38 anos de idade, é chefe de família desde o ano de 2010, altura em que o seu marido faleceu. Ela é uma das vítimas da erosão que em 2012 desalojou sete famílias.

Perante os estragos causados por este fenómeno, os desafios de continuar a viver condignamente eram bastante complexos, uma vez que todos os bens foram destruídos, incluindo objectos de uso doméstico e produtos alimentares.

Os seus vizinhos mudaram-se para outros bairros, onde vivem em casas arrendadas. A erosão naquele bairro, que, paulatinamente, se agrava, surgiu em 2011.

Daí seguiram-se prejuízos enormes, como é o caso do desabamento de residências e infra-estruturas sociais. Além de destruir casas, soubemos que já arrastou, mais de duas vezes, a linha férrea dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM).

Mas desde essa altura nada é feito para rectificar os estragos agravados também pela chuva sempre que esta cai.

A direcção dos CFM em Nampula apenas se tem desdobrado em trabalhos de reabilitação, mas a intervenção não resolve o problema. A situação repete-se todos os anos.

Há vezes em que o comboio de cargas que faz o troço cidade de Nampula a Nacala-Porto fica impedido de chegar a algumas estações em Nampula devido à erosão.

Não existem informações sobre o descarrilamento de locomotivas, mas receia-se que um dia tal possa ocorrer caso o problema persista a avaliar pelos danos até aqui causados.

As autoridades comunitárias do quarteirão 4, na Unidade Comunal Marian Nguabi, mostram-se preocupadas.

O secretário do quarteirão 4, Aquimo Achamo, disse que por várias vezes reportou o problema à Direcção Social do Posto Administrativo de Muhala na expectativa de vê- -lo resolvido e ter algum apoio para as pessoas afectadas.

De acordo com nosso entrevistado, a população está a fazer um grande esforço para resolver o problema, mas faltam condições para enfrentá-lo. Para tapar as crateras existentes, usa-se lixo, uma medida que apenas minimiza a situação, mas no período chuvoso o drama é maior. A saúde pública fica em xeque.


Chuvas matam e destroem em Manica



Na sequência desta situação, pelo menos 570 famílias ficaram sem tecto devido à destruição total das suas habitações e 1771 outras registaram danos parciais em suas casas. A maior parte das destruições ocorreu na cidade de Chimoio, a capital provincial, onde pelo menos 1641 casas ficaram parcialmente destruídas e 510, todas de construção precárias, desabaram totalmente.

O delegado do INGC em Manica, João Vaz, que revelou o facto, disse que o levantamento prossegue não apenas na cidade de Chimoio, mas também em todos os distritos nos quais está havendo precipitação que está a deixar um rasto desolador de destruições e mortes.

Entre as casas destruídas parcialmente na cidade de Chimoio constam 80 de construção convencional. Ainda na capital provincial de Manica, pelo menos 17 pessoas contraíram ferimentos, 29 casas de culto desabaram, o mesmo acontecendo com 14 barracas em diversos mercados informais da cidade. Os prejuízos aconteceram em todos os três postos administrativos urbanos da autarquia e atingiram com maior incidência os bairros suburbanos.

Dos distritos da província de Manica chegam informações segundo as quais 29 pessoas contraíram ferimentos diversos, 191 famílias desalojadas e 105 casas de construção precária desabaram, no distrito de Sussundenga.

No distrito de Manica, mais concretamente no posto administrativo de Messica, duas pessoas perderam a vida e igual número contraíram ferimentos. A terceira vítima mortal registou-se em Cafumpe, distrito de Gondola. As causas dos óbitos e ferimentos não foram reveladas, mas o delegado do INGC em Manica admite ter sido por electrocussão ou desabamento de paredes de casas.

Corte de Comunicações

O delegado do INGC em Manica, João Vaz, indica que para além das destruições apontadas as chuvas cortaram as comunicações rodoviárias entre várias localidades, devido à destruição de drifts, pontes e erosão pluvial a nível das estradas.

Com efeito, o distrito de Tambara está isolado devido à subida do caudal do rio Muira e dentro do próprio distrito, o posto administrativo de Nhacafula já não se comunica com a sede distrital, devido à subida do caudal do rio Tchidji.

No distrito de Guro, os troços Nhancatale-Mandie, Nhamassonje-Tanda, Tanda-Bunga e Mungari-Tambara, já não se comunicam entre si devido à destruição de pontes nas respectivas estradas.

Em Mossurize, os troços Dombe-Espungabera e Chiurarirue-Machaze estão intransitáveis na sequência da subida do caudal dos rios e destruição de drifs. Assim, o distrito de Mossurize ficou totalmente isolado do resto da província, sendo apenas acessível via Zimbabwe.

No distrito de Manica, informações que tivemos acesso indicam a destruição de pontes e drifts na estrada Manica-Mavonde, deixando esta última localidade isolada da sede distrital.

Em termos de acções de socorro, o INGC em Manica disponibilizou 15 tendas e igual número de cobertores para as famílias desalojadas, 10700 metros de plástico para a cobertura e 10 gericans para o acondicionamento de água. Ainda não foram alocados víveres para as referidas famílias, embora o INGC tenha garantido que, em caso de necessidade, tal será feito pontualmente.

Relativamente à situação hidrológica, a fonte indicou que o cenário se afigura cada vez mais preocupante nas bacias do Búzi e Zambeze. Enquanto os níveis hidrometricos estão em ascensão no rio Zambeze, que ontem estava a 20 milímetros para o nível de alerta, o Lucite, integrante da bacia do Búzi, estava a baixar.


84 mil pessoas poderão ser afectadas pelas cheias e ciclones



INGC alerta.
Mais de 84 mil pessoas necessitarão de ajuda, na província da Zambézia, se ocorrerem situações de cheias, ciclones ou vendavais na presente época chuvosa, alerta o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, INGC.

O INGC prevê, para Janeiro a Março deste ano, na zona centro e norte da província, chuvas normais com tendência para acima de normais.

Milton Barbosa, do departamento técnico no Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na Zambézia, disse à Rádio Moçambique que o sector tem vindo a trabalhar com as estruturas locais para o reforço das medidas de prevenção, em caso de ocorrência de uma calamidade.

Entretanto, outras mais de trinta e duas mil pessoas, dos distritos do Chinde, Mopeia e Morrumbala, poderão neste ano conhecer bolsas de fome, devido à estiagem.

Ao longo do fim-de-semana, quatro pessoas contraíram ferimentos, entre graves e ligeiros, no distrito da Maganja da Costa, em consequência dos fenómenos naturais que, segundo a fonte, já foram assistidas e encontram-se em convívio familiar.


Parque Nacional de Gorongosa reabre com novo hotel



O Parque Nacional de Gorongosa (PNG), localizado na província de Sofala, centro de Moçambique, vai reabrir em Abril próximo, com um novo hotel, escreve a Agência de Informação de Moçambique, AIM. Trata-se do Girassol Gorongosa Lodge & Safari, que recentemente beneficiou de obras de remodelação avaliadas em 1,8 milhão de dólares norte-americanos, devendo receber até 100 hóspedes.

A gestão do hotel foi entregue, em Novembro de 2011, pelo Ministério do Turismo de Moçambique (MITUR) e pelo Projecto de Restauração da Gorongosa ao grupo português Visabeira Turismo, por um período de 12 anos.
Segundo o vice-presidente do Grupo Visabeira, Paulo Varela, citado pelo jornal português OJE-Travel e Safaris, as obras incidiram em toda a infra-estrutura, como quartos, restaurante, salas de conferências, piscinas, entre outras componentes.

O PNG está desde 2008 sob gestão conjunta entre o Governo de Moçambique e a Fundação Carr, dos Estados Unidos, por um período de 20 anos. A gestão conjunta do PNG tem em vista transformar esta área de protecção numa referência a nível da região da África Austral, tornando-se num forte concorrente dos grandes parques desta zona nos próximos anos.

Durante o período de gestão conjunta do PNG, a Fundação Carr compromete-se a disponibilizar um mínimo de 1,2 milhão de dólares norte-americanos por ano, enquanto governo comparticipa com um valor de 158 mil dólares por ano, durante três anos.

Nos primeiros cinco anos, as acções estão viradas para o repovoamento, com a reintegração de mais de quatro mil animais, incluindo os em perigo de extinção, como o rinoceronte, construção de infra-estruturas turísticas e administrativas, trabalho comunitário e acções de formação.

O PNG possui características “muito especiais”, contando com 54 ecossistemas, desde planícies fluviais, o lago Urema, o rio Púnguè, o maciço rochoso, a floresta de Miombo, o planalto de Cheringoma, a Serra de Gorongosa, entre outros.

O Governo espera que, a partir do quinto ano, o PNG receba 500 mil turistas por ano com receitas avaliadas em 75 milhões de dólares, isto se se considerar que cada turista vai gastar pelo menos 50 dólares por dia, com base numa estadia média de três dias.

O PNG cobre uma extensão de quatro mil quilómetros quadrados.


Cabo Delgado: Finanças públicas não atingiram metas

A direcção provincial das Finanças de Cabo Delgado arrecadou, no ano passado, apenas 528 milhões de meticais, contra a meta anual que tinha sido fixada em 553.4 milhões, o que representa uma realização de 95 por cento e um crescimento de cerca de 11 por cento quando comparados com o período homólogo de 2011 que foi de 477.5 milhões.

Cabo Delgado: Finanças públicas não atingiram metas


Estes dados constam no relatório do balanço preliminar do governo provincial apresentado na última sessão do ano de 2012, do executivo desta província que teve lugar há dias na cidade de Pemba.

Ainda de acordo com o mesmo documento, foram executados, no mesmo período, 4.646,7 milhões de meticais em despesas correntes, do limite global anual de 4.734,7, representando uma realização de 98 por cento. Para além destes valores, foram usados 559,8 milhões de meticais de investimento na componente interna da dotação de todo ano que era de 618,6 milhões de meticais.

Ainda nesta área, de acordo com o mesmo documento, destaque vai para 240.0 milhões de meticais da componente de dotação anual externa que foi de 557,7 milhões de meticais, o que corresponde a uma execução de 43 por cento.

No que tange ao desembolso do Fundo de Desenvolvimento Distrital, os vulgos “sete milhões”, o relatório aponta terem sido libertados 145.6 milhões de meticais contra 125,1 milhões de meticais do ano anterior. Ainda no mesmo período e com o valor a cima supracitado, foram financiados 1523 projectos, sendo 401 de produção de comida e 1122 de geração de rendimento. Das actividades financiadas com este orçamento, beneficiaram 1 542 pessoas destas 329 são mulheres.

Do ponto de vista do retorno, ainda de acordo com o mesmo documento que temos vindo a citar, a província obteve um valor cumulativo de 44.8 milhões de meticais o que representa uma taxa fixa de 7,45 por cento, portanto longe das expectativas quando comparado com o dinheiro gasto no financiamento dos projectos. Aponta-se como constrangimento, o desembolso tardio dos fundos aos distritos processo que se promete flexibilizar no presente ano para motivar reembolso por parte dos mutuários.


Médicos tradicionais de Cabo Delgado recebm capacitação

 O sector de Saúde, em Cabo Delgado, realizou no ano passado, uma série de formações envolvendo praticantes da medicina tradicional, focalizando a necessidade destes encaminharem os pacientes que procuram seus serviços, às unidades sanitárias, sobretudo aqueles que padecem de doenças que eles não podem curar, tais como tuberculose, cólera, lepra, HIV/SIDA, entre outras.

Médicos tradicionais de Cabo Delgado recebm capacitação


De acordo com António Mesa, focal da medicina tradicional na direcção provincial de Saúde, no total foram capacitados 160 praticantes, num programa que está a ser financiado pelo Banco Mundial.

Recentemente, 50 curandeiros dos distritos de Balama, Chiúre, Namuno, Montepuez e Ancuabe foram formados na sede do Posto Administrativo de Metoro, em matéria de cuidados sanitários primários, prevenção de doenças endémicas, entre outras.

António Mesa, disse ao nosso Jornal que, durante as formações, foi sublinhado que os praticantes da medicina tradicional devem deixar de internar doentes em suas residências e encaminha-los às unidades sanitárias para o seu tratamento. Mesa fez saber que as capacitações estão inseridas no desafio da medicina tradicional para a década de 2010/2020, período proclamado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para hajam mudanças entre esta medicina e a moderna.

Apontou que a maior parte da população vive nas comunidades rurais e procura, primeiro, a medicina alternativa e só mais tarde é que se apresenta aos hospitais, afirmando que é por esta razão que o sector da Saúde procura ter boas relações com os praticantes da medicina tradicional e dotá-los de conhecimentos básicos dos primeiros cuidados que devem proporcionar aos pacientes.

“Estamos a dizer aos praticantes da medicina tradicional que não podem usar a mesma lâmina para mais pessoas, que o lugar de partos é a maternidade, que nenhum médico tradicional deve internar doentes em sua casa. Portanto, com estas formações vamos aproximarmo-nos cada vez mais dos fazedores da medicina tradicional e isso vai ajudar a melhorar o nosso trabalho”- disse.

Entretanto, o Secretário Provincial da Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO), Latifo Saíde, revelou que a província conta com 4787 praticantes da medicina alternativa reconhecidos pelo sector de Saúde, os quais foram atribuídos fichas que valorizam aquela actividade. A nossa fonte fez saber que a relação entre eles e a medicina moderna melhorou significativamente a partir do ano de 2010.

Fez saber que, um pouco por toda a província, nota-se o abandono da prática de internamento de doentes em casa dos praticantes da medicina tradicional afirmando que tal acontecia com muita incidência nos distritos de Macomia, Mocímboa da Praia, Mueda, Muidumbe e Nangade mas, graças à intervenção da sua agremiação, a prática foi abandonada porque, de acordo com as suas palavras, a AMETRAMO tem estado a desencorajar aquela prática considerada inadequada.

Para Margarida Suety, praticante de medicina tradicional proveniente do distrito de Balama, mais concretamente na aldeia Marringa, com a sua capacitação ficou bem informada sobre certas doenças e o manuseamento da lâmina, afirmando que de agora em diante nunca vai usar a mesma para mais pessoas. Disse, por outro lado, que não mente aos seus clientes sobre a cura de doenças que não consegue curar.

“Curo certas doenças como epilepsia, dores de cabeça, de barriga, infertilidade feminina, mas não consigo curar a cólera, a tuberculose, SIDA e, quando aparecem pessoas que padecem destas doenças, eu dirijo-as ao hospital, porque seria injusto dizer que trato doenças quando de antemão sei que não sou capaz. Faço o mesmo para as mulheres grávidas, a quem as aconselho a darem parto na maternidade”- disse.

Esta posição foi corroborada por Deolinda Manuel, outra praticante da medicina tradicional proveniente de Chiúre, mais concretamente no bairro de Nahavara, que acrescentou que aconselha os clientes a trazer suas lâminas para a vacinação.


Paquitequete com mercado de peixe

O bairro de Paquitequete, em Pemba, conta com um mercado de venda de produtos pesqueiros, pertença de pescadores associados ali residentes, cuja infra-estrutura, construída basicamente de material local, foi inaugurada na última quarta-feira pelo director provincial do sector, Carvalho Mário.

Paquitequete com mercado de peixe


A infra-estrutura foi apetrechada de congeladores e de um sistema de drenagem de águas negras. Futuramente, de acordo com Anli Falume, do corpo directivo da Associação dos Pescadores Locais de Cabo Delgado (APELCAD), agremiação que se dedica à compra e revenda do pescado, vai ser construída uma cisterna para o armazenamento de água para lavagem e processamento do pescado.

A iniciativa, segundo o responsável da agremiação, está sendo promovida pelo Instituto de Desenvolvimento de Pesca de Pequena Escala (IDPPE), Delegação de Cabo Delgado, que tem apoiado a associação em questões técnicas e conta com o financiamento do GAPI. Anli Falume disse que com o mercado, a APELCAD pretende vender os produtos pesqueiros aos consumidores em melhores condições higiénicas.

“A associação pretende melhorar as suas actividades oferecendo aos consumidores, produtos de uma qualidade aceitável, preservar o meio ambiente através da promoção das acções de higiene e saúde, com vista a reduzir as doenças epidémicas” -disse Falume.

Por seu turno, o delegado do IDPPE, Manuel Daniel, presente na cerimónia de inauguração do mercado de peixe em Paquitequete, fez saber que desde 2007, altura de criação da APELCAD, a sua instituição vem trabalhando com ela, alegadamente por contemplar, nas suas actividades, a componente segurança alimentar e nutricional, um dos princípios defendidos pelo seu sector.

Disse, por outro lado, que o IDPPE vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para apoiar a associação, assim como outras existentes na província, de modo a promover as suas actividades pois, segundo afirmou, é objectivo da sua instituição desenvolver a cadeia de valores da actividade piscatória em toda província, quer na captura do pescado, quer na criação de condições da sua comercialização no mercado.


Batelão da Macaneta poderá retomar hoje

A travessia de batelão entre a vila de Marracuene e a zona turística da Macanate, interrompida na noite de 31 de Dezembro, poderá ser retomada hoje caso se tenha concluído a montagem do novo motor na embarcação.

Batelão poderá retomar hoje


A colocação do novo motor foi iniciada ontem e até ao final do dia os mecânicos sul-africanos estavam envolvidos nos trabalhos na esperança de termina-los o mais breve possível.

A administradora de Marracuene, Maria Vicente, confirmou ao nosso Jornal que finalmente se encontrou a peça que diferenciava o motor danificado do novo, o que abriu caminho para o arranque da montagem.

Mostrou-se esperançosa num rápido reatamento da travessia através do batelão, que permite o transporte de pessoas, viaturas e demais bens em condições mais seguras e práticas, contrariamente ao cenário que se verifica desde a interrupção da circulação daquela embarcação.

Actualmente, é impossível cruzar o rio Incomáti de carro a partir de Marracuene e as pessoas o fazem por via de barcaças, que para além de inseguras, num curso de água doce com crocodilos, são mais caras e pouco práticas para o transporte de cargas volumosas.

No batelão, as pessoas pagam dois meticais contra os cerca de 30 meticais ou mais que chegam a desembolsar nos pequenos barcos para o seu transporte e de pequenas bagagens inevitáveis, considerando que os residentes de Macaneta abastecem-se em Marracuene.

Os que atravessaram com viaturas antes do batelão parar e que forçosamente precisam de deixar aquela zona turística percorrem cerca de 80 quilómetros, passando pela área da Açucareira da Maragra até desaguar na Estrada Nacional Número Um (EN1).

Parte significativa daquele percurso é em estrada lamacenta de trânsito difícil mesmo para viaturas com tracção às quatro rodas.

A melhor solução da avaria registada no motor seria a aquisição de um novo na África do Sul. Para tal tinha-se que desembolsar 800 mil randes, cerca de 2.8 milhões de meticais. Não se tendo o valor, optou-se por um motor usado similar.

Entretanto, tinha uma peça que não encaixava devidamente, o que atrasou o início da montagem.

Segundo Maria Vicente, esta solução é mais um paliativo para a travessia. A solução definitiva é a construção de uma ponte ligando as duas margens do Incomáti, o que se vai materializar no quadro da estrada circular de Maputo, cujas obras já estão em curso em vários troços.


Continua interrompida travessia Marracuene/Macaneta

A interrupção da circulação, por uma avaria grossa, do batelão que garante a travessia do rio Incomáti, ligando Marracuene e Macaneta, na província de Maputo, cerca das 22.00 horas de 31 de Dezembro, traz transtornos sem precedentes na vida de inúmeros cidadãos entre locais e turistas.

Continua interrompida travessia Marracuene/Macaneta


As complicações são de tal ordem avultadas por o incidente ter ocorrido numa altura de intenso movimento de travessia, principalmente no sentido Marracuene/Macaneta associado à passagem de ano.
De facto vários turistas, incluindo cidadãos nacionais, já tinham atravessado o rio de viaturas para celebrar a passagem de ano na Macaneta com o intuito de sair por estes dias do ano. Outros ainda estavam na fila de espera para o fazer.

Para os que já estavam doutro lado com as suas viaturas, a solução passa por sair via Maragra, na Manhiça, o que significa percorrer cerca de 80 quilómetros, parte significativa dos quais em estrada lamacenta de trânsito difícil mesmo para viaturas com tracção às quatro rodas.

A nossa Reportagem percorreu a via ontem, que atravessa uma área privada da Açucareira da Maragra, e constatou as dificuldades que oferece.

Os sem carros próprios fazem-se ao Incomáti em barcaças, num cenário de máxima insegurança e com custos elevados em relação ao que se pagava no batelão.

Uma pessoa com um saco de 25 quilogramas de arroz, por exemplo, chega a pagar 30 meticais ou mais nos pequenos barcos, contra os dois meticais cobrados na embarcação agora paralisada.

Júlio Langa, residente na vila de Marracuene, mas com interesses comerciais na Macaneta, o que lhe obriga a viajar frequentemente, disse ao “Notícias” que actualmente estão num sofrimento e em perigo.

“Os pequenos barcos que garantem a ligação não têm segurança, salva-vidas e alguns dos seus operadores são inexperientes, o que agudiza os riscos de naufrágios”, disse, terminando com um apelo “que se reponha urgentemente o batelão e se materialize a promessa da ponte para sairmos deste martírio”.

Por sua vez, Momad Rafiq, residente na cidade de Maputo, viu o seu desejo de chegar à Macaneta, donde aproveitaria regressar com a filha, devido a impossibilidade de fazer-se á zona turística de carro.

“Pretendia atravessar de carro para Macaneta, mas não é possível. Minha filha está lá e contava voltar com ela. Dado o cenário, terá que vir de um destes barcos e juntos voltaremos para Maputo”, disse o cidadão visivelmente frustrado por não poder desfrutar das belezas doutro lado do rio Incomáti.


Agentes da PRM sentenciados a 24 anos de prisão na Beira



A 5ª Secção do Tribunal Judicial de Sofala condenou, sexta-feira (28) passada, os agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), afectos ao Comando Distrital de Chibabava, Cândido de Almeida Safur e Joaquim Munogarepi, de 42 e 43 anos de idade, respectivamente, a 24 anos de prisão maior, por ter sido provado o seu envolvimento em actos de homicídio qualificado, roubos, ofensas corporais.

À mesma pena, e pelos mesmos crimes, foram igualmente condenados Adamo Titosse, camponês de 26 anos de idade, Filipe Moisés Silva, estudante, e Rosário Zacarias Moiana, negociante de 17 e 25 anos de idade, respectivamente. Todos residem no Posto Administrativo de Muxúnguè, distrito de Chibabava.

A Rádio Moçambique, cuja sua fonte é o Diário de Moçambique, noticiou que do mesmo processo foram também sentenciados os réus Armindo Sebastião Joaquim Massingue e Ernesto Mateus Moiane, de 33 e 32 anos de idade, respectivamente, a penas parcelares de seis anos de prisão maior pelo crime de roubo qualificado na sua forma tentada, oito de prisão maior pelo crime de associação para delinquir e oito anos de prisão maior pelo crime de arma proibida.

Os dois agentes da PRM condenados a 24 anos de prisão maior dedicavam-se ao aluguer de armas de fogo aos malfeitores para a prática de crimes no distrito de Chibabava. O agente Joaquim Munogarepi é tio do réu Rosário Zacarias Moiana. Nesta relação, o primeiro aconselhou o segundo para que deixasse de praticar pequenos furtos e passasse a executar roubos onde envolvesse valores elevados.

Para tal, Rosário Moiana deveria identificar pessoas e residências com muito dinheiro para poder assaltar e Joaquim Munogarepi garante o fornecimento arma de fogo para o efeito.

Cândido de Almeida Safur, outro agente da PRM, também condenado a 24 anos de prisão maior, encarregou-se de ensinar Rosário Zacarias a disparar uma arma de fogo. Durante os treinos que ocorreram num local identificado por Lagoa, naquele distrito, estavam envolvidas duas pistolas de marcas diferentes.

Depois dos treinos, Joaquim Munogarepi forneceu ao réu Rosário Zacarias uma pistola “Walter”, com o número 070941E, com a qual começou a operar conjuntamente com os seus comparsas, também condenados nos mesmos autos.

No dia 3 de Setembro de 2011, por volta das 23 horas, Rosário Zacarias e seus comparsas foram à casa de José Macane, onde demoliram duas paredes da casa com recurso a dois pilões, tendo roubado e assassinado. De seguida, o grupo disparou no local cinco tiros de pistola para o interior da casa.

Depois desta acção, Rosário Zacarias devolveu a pistola ao agente Munogarepi, tendo lhe pago 15 mil meticais pelo fornecimento da arma, narrou a Rádio pública.


Quelimane com um milhão de meticais do programa pró-Jovem



Depois do distrito Municipal de Kamavota em Maputo, posto administrativo urbano da Machava, na Matola, posto administrativo de Muhala, em Nampula, e do bairro da Munhava, na cidade da Beira, a cidade de Quelimane acaba de beneficiar, igualmente, do programa Pró-Jovem, num valor de um milhão de meticais.
O cheque com o referido valor (um milhão de meticais) foi entregue das mãos do primeiro-ministro, Alberto Vaquina, ao presidente do conselho da juventude da cidade de Quelimane, visando a implementação do pró-Jovem, um programa do governo moçambicano que tem em vista apoiar o empreendedorismo juvenil.

Alberto Vaquina, que orientou o acto de lançamento da iniciativa, reconhece que o fundo não vai abranger a todos os jovens da cidade de Quelimane, mas tal pode acontecer de forma gradual.

Na ocasião, o dirigente apelou aos líderes comunitários e ao conselho da juventude da cidade no sentido de comunicar aos jovens da cidade de Quelimane sobre o referido projecto, por forma a ser mais abrangente.

Para além do programa pró-Jovem, Vaquina explicou que o governo tem estado a implementar diversos projectos de apoios à juventude, visando acabar com a pobreza e o desemprego que reina naquele grupo social.

O grupo de jovem que submeter os seus projectos e forem aprovados irá beneficiar de formação sobre como ministrar os pequenos negócios.

Evento partidarizado

O partido Frelimo e o Movimento Democrático de Moçambique estão a tornar eventos do estado partidarizados na cidade de Quelimane. Este sábado, durante o lançamento do programa pró-Jovem, orientado pelo primeiro-ministro, Alberto Vaquina, aquelas duas forças políticas voltaram a mostrar a sua rivalidade.


Sofala: Ainda há muita corrupção nas instituições do Estado



Ao revelar o facto semana passada, na Beira, a directora do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, Maria Emília Ferrão, explicou que alguns casos já foram remetidos aos tribunais para procedimentos afins.

Falando no âmbito do Dia Internacional de Combate à Corrupção que se assinalou este mês no país, Maria Ferrão disse que muitos dirigentes das instituições do Estado e outros funcionários envolvidos na corrupção o fazem usando diversas artimanhas na tentativa de escamotear a verdade, sobretudo as pistas para a sua descoberta.

Assinalada sob o lema "Pela promoção da integridade e eficiência na prestação de serviços públicos ao cidadão. Diga não à corrupção", a efeméride pretende com este lema traduzir de um modo simples e objectivo o compromisso do Estado e dos funcionários na prossecução dos interesses colectivos, assim como o apelo aos cidadãos pela não tolerância aos actos de corrupção.

"Muitos dirigentes de instituições de Estado são corruptos não observando as leis, alguns dos quais servidores públicos com cargos de chefia, professores, agentes policiais de altas patentes entre outros funcionários que, de forma deliberada, praticam actos condenáveis e inadmissíveis para os cargos que exercem"- disse a directora do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, em Sofala.

Pesar de haver esforços visíveis, seja a nível nacional como internacional, segundo aquela dirigente, é de notar que a prevenção e combate à corrupção dependem em grande medida da vontade colectiva através do envolvimento de todos na mudança de comportamento.

Maria Ferrão disse ainda que a nível local a aposta é de elevar a consciência jurídica dos cidadãos, tornando-os participantes activos no combate a este mal tendo em atenção ao princípio segundo o qual "combater a corrupção é bom mas prevenir é melhor".

A directora do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Sofala apelou aos cidadãos daquela província no sentido de continuarem a denunciar os casos de corrupção, fundamentalmente para que o combate a este mal seja mais célere e tenha resultados palpáveis tal como se deseja.

As cerimónias alusivas a efeméride tiveram lugar no ginásio da Universidade Pedagógica (UP) tendo contado com a presença do governador local, Félix Paulo entre outros dirigentes do Governo, políticos, funcionários e agentes do Estado entre outros convidados.