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Repatriados 26 estrangeiros

Repatriados 26 estrangeiros


O grupo inclui oito paquistaneses, sete nigerianos, seis bengalis e cinco somalis que entraram no país transportados pela companhia Ethiopian Airlines, e imediatamente detidos no Aeroporto Internacional de Mavalane.

Mudumane, que falava durante o “briefing” semanal à imprensa, explicou que os indivíduos não apresentaram uma razão plausível para a sua permanência no país.

“Não havia falta de clareza para entrar no país por parte deles. Não explicaram onde ficariam hospedados e quais os meios para a sua subsistência”, disse.


Apoio ao desenvolvimento: Rússia concede 144 milhões de dólares a Moçambique

Apoio ao desenvolvimento: Rússia concede 144 milhões de dólares a Moçambique


Lavrov fez este anúncio durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo moçambicano, Oldemiro Baloi, após terem mantido conversações bilaterais, no âmbito da visita de um dia que efectuou ontem ao país.

Segundo Lavrov, o montante a ser alocado ao país, “vai ser usado em projectos considerados prioritários para o desenvolvimento económico em consonância com o plano estratégico de desenvolvimento do governo de Moçambique”.

Uma das áreas prioritárias para o desenvolvimento económico do país é a formação de recursos humanos capazes de participar activamente nos desafios que são colocados face à descoberta e exploração das riquezas em termos de recursos naturais e hidrocarbonetos existentes em Moçambique.

“A Rússia tenciona participar nos projectos de exploração de recursos minerais em Moçambique. Temos muitas empresas russas interessadas em investir nos recursos minerais, assim como na agricultura, transportes e comunicações”, disse o chefe da diplomacia de Moscovo.

 Lavrov acrescentou que as empresas russas vão iniciar contactos directos com as suas contrapartes moçambicanas para determinarem em que áreas e projectos podem cooperar, pelo que “só depois os empresários definirem as áreas de intervenção e poderemos avançar”.

Por seu turno, Baloi destacou que as conversações com os russos foram positivas, uma vez que no decurso do encontro o aspecto da diplomacia económica esteve bem presente.

“Falamos das áreas de interesse comum, nomeadamente a formação, a defesa e a área dos recursos minerais. No que toca a formação, Moçambique carece de capacidade humana para implementar os projectos que estão em crescendo no país”, principalmente na área dos recursos naturais.


Assentamentos vão melhorar em Nampula

Assentamentos vão melhorar em Nampula


O facto poderá ter um maior impacto nas cidades e vilas com problemas de degradação ambiental, provocada pela ocupação desordenada dos solos, tal como disse há dias à Imprensa o director provincial da Coordenação da Acção ambiental em Nampula, Armindo Chaúque.

Referiu que para o caso da cidade de Nampula, o Conselho Municipal local já fez um levantamento exaustivo sobre o número de pessoas a serem abrangidas pelo reordenamento territorial, incluindo os respectivos valores de indemnização, conforme está previsto na lei sobre a matéria.

Armindo Chaúque salientou o facto de também na cidade de Nampula terem sido já identificadas as áreas de expansão habitacional, faltando apenas alguns pormenores relacionados com as condições financeiras para o arranque dos trabalhos.

“Com este programa, esperamos que muita coisa mude. As cidades e vilas vão ter outra imagem e o reordenamento territorial requererá uma maior coordenação entre os governos provincial e distritais bem como conselhos municipais, além de as próprias comunidades que devem saber ou perceber bem sobre a importância deste programa para a melhoria das condições ambientais nas zonas residenciais”, referiu Chaúque.

Num outro desenvolvimento fez menção ao facto de estar a haver uma consciência por parte das comunidades, sobretudo os residentes na cidade de Nampula, sobre o reordenamento territorial que inclui a abertura e construção de vias de acesso para facilitar a circulação de pessoas e bens.

“Temos vindo a fazer outras actividades desta feita viradas para a sensibilização das pessoas que, por exemplo, vivem nas vilas municipais ou sedes distritais, pedindo lhes que permitam a abertura de arruamentos pelo facto de a sua vila estar desordenada. É um trabalho que resulta, embora haja renitentes”.


Chuvas a montante influenciam Zambeze

As autoridades gestoras dos recursos hídricos no país estão a monitorar a evolução da situação na bacia do Zambeze, que poderá conhecer novas subidas de níveis em função das chuvas fortes que têm vindo a cair nos países a montante, nomeadamente na Zambia e Malawi.

Chuvas a montante influenciam Zambeze


De acordo com a chefe de Departamento de Recursos Hídricos na Direcção Nacional de Águas, Rute Nhamucho, também há previsão de chuvas em Moçambique, facto que poderá implicar o agravamento do cenário actual, em que aquele curso de água se apresenta com níveis acima do alerta em Caia e Marromeu.

A preocupação principal, segundo indicou, prende-se com as águas que poderão ser drenadas do Malawi através do Rio Chire que, como é sabido, não possui nenhuma infra-estrutura de regularização.

Até ontem, a albufeira da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, no curso principal, estava a receber 2500 metros cúbicos por segundo de água e a descarregar 2200 em parte para amortecer o impacto a jusante.

Aquela infra-estrutura mantém alguma capacidade de encaixe visto que armazenava até 64 por cento da sua capacidade.

“Neste momento temos alguma preocupação também em relação à bacia do Messalo, em Cabo Delgado, que atingiu alerta nos últimos três dias e se mantém com tendência de subida. Neste momento, há indicações de algumas áreas inundadas e de uma ponte que está submersa na região de Nairoto”, disse Nhamucho.

Ainda em Cabo Delgado, o Rio Montepuez, que apesar de não ter atingido o alerta, está com o caudal elevado.

Por seu turno, o Licungo baixou consideravelmente em Mocuba, estando os níveis abaixo do alerta.

Entretanto, a água ainda está a dar efeito à zona baixa a jusante, nomeadamente nos distritos de Maganja da Costa e Namacurra.

No sul do país, as autoridades continuam a monitorar a evolução dos níveis no baixo Limpopo, que continuam a baixar progressivamente.

“Temos de prestar atenção à bacia do Umbeluzi, onde temos estado a receber escoamentos significativos a partir da Suazilândia e temos alguns “drifts” a jusante que, em caso de descargas acentuadas, pode perturbar a transitabilidade. Estamos a monitorar para ver o que estamos a receber e o que podemos incrementar em termos de descargas. Nos próximos dois três dias poderemos incrementar, mas temos de monitorar para minorar o impacto a jusante”, disse Nhamucho.


Duas pessoas morrem afogadas no Incomati

Duas pessoas morreram após afogarem-se, domingo e segunda-feira, nas águas do rio Incomati, distrito de Marracuene, a 30 quilómetros da capital, durante um mergulho.

Duas pessoas morrem afogadas no Incomati


Até a manhã de ontem, os familiares das vítimas estavam à espera que os corpos flutuassem ou fossem localizados pelos pescadores que exercem actividade naquele rio.

O primeiro caso deu-se na tarde de domingo, quando um jovem de 24 anos, cuja identidade não apurámos, se afogou quando tomava banho na companhia de amigos. As buscas iniciaram-se no mesmo dia mas o corpo do jovem identificado como residente no bairro 25 de Junho, na cidade de Maputo, só foi localizado na manhã de ontem.

O último afogamento aconteceu cerca das 15.00 horas de segunda-feira, quando o menor Aldino Macaneta de 13 anos de idade, tomava banho na companhia de seis amigos. Até à tarde de ontem o corpo não tinha sido localizado, segundo conta Herculano Magaia, tio da vítima.

“Comunicamos o incidente à Polícia local mas disse não ter meios para iniciar as buscas no rio. A nossa esperança é que o corpo possa flutuar para o encontrarmos, mas com a corrente que vai em direcção ao oceano e o aumento do caudal não sabemos se será possível”, lamenta Herculano.


Chuva dificulta reparação do corredor de Nacala

Fracassou a primeira tentativa de intervenção para a reparação dos danos causados pela chuva no corredor ferroviário de Nacala e que há quatro dias condicionam a circulação de comboios de mercadorias no troço Nacala-Nampula. Os trabalhos estão a ser condicionados pela chuva torrencial que continua a registar-se na província de Nampula, particularmente no distrito de Monapo, local do corte.


Chuva dificulta reparação do corredor de Nacala


As dificuldades de intervenção fazem antever grandes prejuízos financeiros aos utilizadores e gestores daquele sistema. A linha garante o escoamento, em média, de cerca de 300 mil toneladas de mercadorias diversas por ano, 70 por cento das quais para o vizinho Malawi.

Manuel Macopa, director executivo da ferrovia, no Corredor do Desenvolvimento do Norte, disse que o trabalho realizado segunda-feira por técnicos da sua instituição e da Track Line para corrigir os danos foram inutilizados pela chuva torrecncial.

Esta situação contraria a previsão avançada ontem pelo CDN, segundo a qual a retoma da circulação de comboios de mercadoria ocorreria a partir da sexta-feira. Manuel Macopa explicou a jornalistas em Nampula que, porém, toda a logística está a ser mobilizada no sentido de se acelerar com os trabalhos de reposição do troço danificado.

 Os trabalhos consistem na construção de uma ponte provisória de madeira para o suporte da linha. Posteriormente será construído um aqueduto visando repor o que na noite da última sexta-feira foi arrastado pela força da água da chuva.

“A situação no local é bastante delicada, porque se a chuva não cessa o prazo que inicialmente estabelecemos para a reabertura do tráfego ferroviário pode ficar dilatado”, lamentou Mucopa.

A nossa fonte escusou-se a falar neste momento dos prejuízos que a empresa está a acumular devido à interrupção do tráfego no sistema ferroviário de Nacala, mas revelou que até sexta-feira havia no Porto de Nacala cerca de 300 contentores de carga diversa prontos para seguir ao Malawi.

Manuel Macopa não tem dúvidas que o número de contentoras tenha subido no longo fim-de-semana, tendo em conta que alguns navios atracaram no Porto de Nacala com cargas destinadas ao Malawi.

O Malawi importa através do sistema ferroviário de Nacala várias mercadorias que mexem com a sua economia, nomeadamente combustíveis, fertilizantes, clinquer que é matéria-prima para a indústria de cimento de construção entre outras e exporta tabaco e outros produtos agrícolas.

A interrupção do tráfego ferroviário no troço Monapo-Nacala, já está a causar enormes prejuízos financeiros que ainda não foram totalmente contabilizados pelos principais utilizadores da linha, designadamente para o escoamento de mercadoria diversa para as províncias de Nampula e Niassa, assim como para os países vizinhos, nomeadamente Malawi e Zâmbia, através do Porto de Nacala.

O representante da Mediterranean Shoppings Company (MSC), em Nacala, disse ao “Notícias” que esta interrupção representa um grande prejuízo que não é fácil agora quantificar. Não conseguimos colher o sentimento da Manica, outro potencial utente do sistema.

Entretanto, as nossas fontes lamentam o facto de a empresa gestora da ferrovia, o Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), não ter emitido nenhuma comunicação oficial a dar conhecimento desta ocorrência que forçou a paralisação da circulação de comboios nos dois sentidos.


Violento incêndio devora Restaurante Bikes na Beira

Violento incêndio devora Restaurante Bikes na Beira

Ainda não são conhecidas as circunstâncias que terão provocado tal incidente que devorou literalmente uma infra-estrutura construída praticamente na base de pau e capim o que poderá ter acelerado a acção do fogo.

Assim, perto de meia centena de trabalhadores vão para o desemprego. Os proprietários, de origem zimbabweana, ainda estão a digerir o acontecimento e não se dispuseram a prestar quaisquer declarações públicas.


Matola constrói fábrica de reciclagem

Recolher, seleccionar e reciclar lixo de todo o tipo é a principal vocação de um projecto em fase de implantação na cidade da Matola, numa iniciativa privada orçada em 80 milhões de dólares.

Matola constrói fábrica de reciclagem


Os documentos que formalizam o empreendimento foram assinados ontem pelo Edil da Matola, Arão Nhancale, e pelo Presidente do Conselho de Administração da Indico Resources, proponente do projecto, em cerimónia realizada na sede daquele Município...

A fábrica, segundo dados fornecidos na ocasião, será implantada numa área de 30 hectares a ser indicada ao proponente ao longo da estrada circular de Maputo, ela também em construção, estimando-se que a mesma entre em operação dentro de 24 meses.

Por agora, segundo o proponente, decorre um processo visando determinar todas as especificidades da matéria prima que a fábrica vai usar, sendo no entanto certo que a mesma vai absorver todo o tipo de lixo, incluindo o hospitalar que, a par do lixo tóxico, em princípio, não deverá ser reciclado.

A Matola já possui, segundo garantia dada pelo seu Edil, um diagnóstico sobre o lixo naquela cidade, acreditando-se que essa informação possa ser importante para os proponentes do projecto.

A ideia, segundo Arão Nhancale, é que essa fábrica produza, a partir do lixo, coisas importantes e necessárias à sociedade, nomeadamente fertilizantes, material de construção, gás energético entre outros.

“ Queremos produzir riqueza a partir do lixo, porque entendemos que para os munícipes, que serão os principais fornecedores da matéria-prima, vão poder produzir renda recolhendo lixo e vendendo-o à empresa.”, explica o Edil da Matola.

Actualmente, segundo Nhancale, o Município da Matola produz cerca de 500 toneladas de lixo por dia, havendo empresas que procedem à sua recolha para depósito em locais de acondicionamento, a coberto de contractos de prestação de serviços rubricados com a autoridade municipal.

Ainda assim, muito outro lixo fica por recolher nos diversos bairros residenciais do Município da Matola, tal é a fraca capacidade instalada a nível do Conselho Municipal para responder às necessidades de recolha de resíduos.

“ A nova empresa estará no mercado e poderá ir buscar o lixo onde entender mas, à partida, o maior mercado de matéria-prima será a Matola. Vamos dar apoio a eles, indicar-lhes os pontos estratégicos para que a recolha e selecção do lixo decorra com a normalidade necessária”, acrescentou.

Para Matias Mboa, a solução do problema do lixo é da responsabilidade de todos, independentemente de viverem na cidade ou no campo.

“Decidimos nos juntar a este esforço porque entendemos que só falando a mesma língua podemos resolver o problema. Nós vemos exemplos de outras cidades na Europa, Ásia e até em África que andam limpas. E também são habitadas por Homens. Por que é que as nossas cidades não podem ficar limpas, se nós, que as habitamos, também somos Homens?”, questiona Mboa, para quem ao constituir-se, a sua empresa assume que pode contribuir para resolver o problema do lixo na Matola.


Aposta na qualidade e melhoria de imagem

Aposta na qualidade e melhoria de imagem


A percepção da má qualidade é extensiva às obras de engenharia, incluindo o sector de construção civil.
“Estamos cientes da existência de alguns problemas na nossa cooperação com África, onde os media e a população no geral estão preocupados com o problema da qualidade dos produtos chineses”, confessou o director-geral adjunto do Departamento para Assuntos Africanos e da Ásia Ocidental do Ministério do Comercio da China, Cao Jiachang.

“Por isso, estamos a trabalhar para melhorar a situação. Gostaria de enfatizar que somos muito exigentes no que diz respeito a qualidade dos nossos produtos de exportação”, acrescentou Cao, em recente entrevista a imprensa moçambicana em Beijing.

Refira-se que actualmente a China é o maior exportador do mundo inteiro, razão pela qual muitos analistas designam este gigante asiático de “fábrica do mundo”, com os Estados Unidos ocupando a segunda posição.

A oferta de preços altamente competitivos constitui um dos maiores atractivos dos produtos manufacturados na China e que estão na origem de muitas desavenças com as companhias rivais nos países ocidentais.

Moçambique é um exemplo da forte presença chinesa, principalmente no sector do comércio e infra-estruturas, onde se destaca a construção do novo Aeroporto Internacional de Maputo, Centro de Conferências Joaquim Chissano, Assembleia da República, estradas e pontes, edifícios do governo, entre outras.

Cao explica que as autoridades de Beijing não gostariam que a qualidade dos produtos chineses tenha uma influência negativa nos benefícios e qualidade de vida dos consumidores.

Para o efeito, o governo adoptou uma série de medidas ao nível dos serviços alfandegários e do controlo de qualidade. Por isso, disse o governante, “a qualidade dos produtos chineses está a melhorar”.

Segundo Cao, em muitos casos a fraca qualidade dos produtos de exportação deve-se a exigência dos importadores, que querem pagar um preço mínimo por um determinado produto cuja qualidade não é fiável.

Por isso, disse aquele dirigente, “não posso concordar com as acusações de que a exportação de produtos de baixa qualidade é uma política do governo chinês”.

No caso das obras de construção civil, o governo chinês acredita que as novas infra-estruturas tais como estádios, centros de conferência, hospitais, escolas entre outras venham a melhorar a qualidade de vida dos africanos.

O governo também introduziu sistemas rigorosos de controlo de qualidade para os projectos na área de construção civil.

“Não posso dizer que podemos evitar a ocorrência de problemas, mas vamos fazer o melhor para ultrapassar estas dificuldades”, vincou.

Cao acredita que, de um modo geral, a China deu um grande contributo para o desenvolvimento de África.

Outro aspecto que preocupa alguns empresários em África é a presença de companhias chinesas, alegando que constituem uma ameaça para a sua quota de mercado e sobrevivência.

Cao discorda com esta percepção, e afirma: “gostaria dizer que a presença de empresários e companhias chinesas é uma necessidade dos mercados africanos”.

Ademais, as autoridades de Beijing fazem questão de exigir que as companhias e empresários daquele país asiático observem os requisitos legais do país anfitrião.

“Não devem apenas obedecer a legislação chinesa, mas também a do país anfitrião”, asseverou.

Beijing acredita que a presença de empresas e investidores chineses poderá resultar numa maior eficiência no país anfitrião “e não uma maior competição, através da melhoria da competitividade das pequenas empresas locais”.

As trocas comerciais entre Moçambique e a China atingiram mais de 1,1 biliões de dólares no período compreendido entre Janeiro a Outubro do corrente ano, uma cifra que corresponde a um aumento de 46 por cento comparativamente a igual período do ano passado.

Em 2011, o volume das trocas comerciais entre ambos os países atingiu quase um bilião de dólares, ou seja um aumento de cerca de 37 por cento comparativamente a 2010.

Nos últimos anos as trocas comerciais entre ambos os países cresceu muito rapidamente, registando um crescimento médio anual superior a 30 por cento.

Em Outubro do corrente ano, Moçambique assumiu a 23ª posição na lista dos maiores parceiros comerciais da China em África.


INGC diz que a situação está controlada e ainda não é alarmante

As chuvas abrandaram nos últimos dois dias na província de Sofala, contudo, as consequências das mesmas ainda se fazem sentir, com destaque para as regiões da zona norte, onde as águas de vários “braços” do grande Zambeze inundaram várias áreas e estão a dificultar a circulação rodoviária.


INGC diz que a situação está controlada e ainda não é alarmante

Na região centro de Sofala, devido às chuvas, no distrito de Nhamatanda, as águas do rio Metuchira galgaram a ponte com o mesmo nome e dificultam a transitabilidade. Para além de Nhamatanda, no distrito de Machanga, isto já na região sul de Sofala, a circulação também está a ser efectuada de forma condicionada, pois a ponte que liga a sede daquele distrito à estrada nacional número um está igualmente submersa.

Para além desta situação, os rios Ripembe e Múari também transbordaram, mas sem criar transtorno na circulação rodoviária, isto ao longo da EN1, entre a ponte Save e a região de Muxúnguè, a cerca de 300 quilómetros da cidade da Beira.

Chemba isolado

O posto administrativo de Chiramba, distrito de Chemba, província de Sofala, encontra-se, há sensivelmente quatro dias, isolado da respectiva sede distrital, na sequência da invasão das águas do rio Zambeze, que inundaram e fizeram transbordar o rio Mpompõe( um dos seus braços), impedindo a circulação de viaturas, pessoas e bens.

Ainda em Chemba e de acordo com o administrador local, Joaquim Arota, as águas do grande Zambeze estão a invadir alguns troços da estrada principal da vila sede, para além de ter invadido parte significa de campos de milho, localizados nas zonas baixas e que são dados como perdidos.

Para além de ter isolado Chiramba do resto do país, o rio Zambeze inundou a região de Mulima, impedindo a circulação entre o distrito de Chemba e Marínguè, norte de Sofala, há cerca de quatro dias.

Marromeu em alerta

O distrito de Marromeu, localizado igualmente a norte da província de Sofala, está em alerta máxima, pois a bacia do rio Zambeze, que passa por aquela região, está, desde a manhã de ontem, a cerca de um metro acima do nível de alerta.

Simões Zalambessa, administrador do distrito, garantiu à nossa reportagem que, apesar do rio Zambeze estar acima do nível de alerta, a situação não é ainda alarmante. “Estamos a monitorar a evolução das águas do rio Zambeze. estamos a usar a Rádio Comunitária local para sensibilizar a população que ainda se encontra nas zonas de risco, para a sua retirada”.


Erosão ameaça destruir casas em Namutequeliua

20 casas estão na iminência de ficarem destruídas em virtude da erosão que ameaça os residentes do quarteirão 4, na Unidade Comunal Marian Nguabi, concretamente no bairro de Namutequeliua, arredores da cidade de Nampula. A situação constitui um autêntico risco para a população local.

Erosão ameaça destruir casas em Namutequeliua

No ano passado, sete residências desabaram por causa da erosão que, a cada dia que passa, tira o sono aos moradores daquele quarteirão.

Anita Fernando, de 38 anos de idade, é chefe de família desde o ano de 2010, altura em que o seu marido faleceu. Ela é uma das vítimas da erosão que em 2012 desalojou sete famílias.

Perante os estragos causados por este fenómeno, os desafios de continuar a viver condignamente eram bastante complexos, uma vez que todos os bens foram destruídos, incluindo objectos de uso doméstico e produtos alimentares.

Os seus vizinhos mudaram-se para outros bairros, onde vivem em casas arrendadas. A erosão naquele bairro, que, paulatinamente, se agrava, surgiu em 2011.

Daí seguiram-se prejuízos enormes, como é o caso do desabamento de residências e infra-estruturas sociais. Além de destruir casas, soubemos que já arrastou, mais de duas vezes, a linha férrea dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM).

Mas desde essa altura nada é feito para rectificar os estragos agravados também pela chuva sempre que esta cai.

A direcção dos CFM em Nampula apenas se tem desdobrado em trabalhos de reabilitação, mas a intervenção não resolve o problema. A situação repete-se todos os anos.

Há vezes em que o comboio de cargas que faz o troço cidade de Nampula a Nacala-Porto fica impedido de chegar a algumas estações em Nampula devido à erosão.

Não existem informações sobre o descarrilamento de locomotivas, mas receia-se que um dia tal possa ocorrer caso o problema persista a avaliar pelos danos até aqui causados.

As autoridades comunitárias do quarteirão 4, na Unidade Comunal Marian Nguabi, mostram-se preocupadas.

O secretário do quarteirão 4, Aquimo Achamo, disse que por várias vezes reportou o problema à Direcção Social do Posto Administrativo de Muhala na expectativa de vê- -lo resolvido e ter algum apoio para as pessoas afectadas.

De acordo com nosso entrevistado, a população está a fazer um grande esforço para resolver o problema, mas faltam condições para enfrentá-lo. Para tapar as crateras existentes, usa-se lixo, uma medida que apenas minimiza a situação, mas no período chuvoso o drama é maior. A saúde pública fica em xeque.


Samora Machel Júnior destaca declarações de ex-agente secreto sobre morte do pai

Samora Machel Júnior destaca declarações de ex-agente secreto sobre morte do pai

O primogénito de Samora Machel considerou esta quinta-feira `importantes e encorajadoras´ as declarações dum ex-agente da secreta sul-africana, que assumiu a autoria da morte do primeiro Presidente, mas disse esperar pelos resultados da comissão de inquérito.

Em declarações à `Lusa´, Samora Machel Júnior, filho do ex-chefe de Estado, que proclamou a independência do país, disse tratar-se de `informações importantes e encorajadoras´ para se apurar a verdade sobre as causas da queda do avião presidencial.

`É sinal de que existem fortes indícios (de que não se tratou de erro humano, como indicam algumas teorias) que levaram o governo sul-africano a reabrir o processo´, disse à Lusa Samora Machel Júnior.

Numa entrevista exclusiva publicada pelo semanário sul-africano `Sowetan Sunday World´, um agente ao serviço do `Civil Cooperation Bureau´ (CCB), departamento de operações especiais dos serviços secretos do então regime do `apartheid´, assumiu ter estado envolvido na morte de Samora Machel.

`Eu fazia parte da equipa de reserva, armada com mísseis terra-ar, que seriam utilizados caso o primeiro plano falhasse´, disse Hans Louw, assinalando que também colaborou nos relatórios e trâmites burocráticos da morte de Samora Machel.

Esta quinta-feira, o filho de Samora Machel disse à `Lusa´ que há muito que `a família continua à espera´ de uma posição oficial do Estado sobre a morte do ex-Presidente de Moçambique.

`Até este momento, tudo o que temos ouvido é com base no que sai nos órgãos moçambicanos e sul-africanos. Não tivemos nenhum contacto com o Estado´ para abordar as informações que têm sido veiculadas pela imprensa nacional ou estrangeira sobre o assunto, disse Samora Machel Júnior.


Mais portugueses poderão ser expulsos de moçambique

Mais portugueses ser expulsos de moçambique


Dezanove portugueses foram advertidos hoje (segunda-feira) pelas autoridades de imigração de Moçambique que serão recambiados para Portugal no voo da TAP de quinta-feira, se não esclarecerem dúvidas sobre os seus vistos, disse à Lusa fonte consular portuguesa.

Os cidadãos em risco fazem parte de um grupo de 27 portugueses cujos vistos suscitaram dúvidas à polícia de fronteira do aeroporto de Mavale, Maputo, na noite de segunda-feira, após terem desembarcado do voo da TAP oriundo de Lisboa.

Oito cidadãos lusos  foram logo recambiados no voo de regresso à capital portuguesa, e os restantes, por alegadamente não haver mais lugares disponíveis no avião, intimados a comparecerem hoje nos Serviços de Migração, na capital moçambicana.

"Foi-lhes dito que serão enviados para Portugal no próximo voo da TAP se não conseguirem esclarecer dúvidas sobre os seus vistos ou que as suas empresas resolvam o problema", disse à Lusa o vice-cônsul português em Maputo, António Pinheiro.

Em causa estarão registos de múltiplos vistos para entrada como turistas ou a ausência de bilhete aéreo de regresso a Portugal.

Os serviços consulares portugueses estão a tentar obter mais informações das autoridades moçambicanas sobre um eventual endurecimento nos procedimentos de entrada no país, visando os cidadãos portugueses.

"Temos que saber o que se passa para avisar os nossos cidadãos sobre o que têm que fazer antes de se deslocarem a Moçambique", disse António Pinheiro.

Habitualmente, é possível obter-se um visto de entrada à chegada ao aeroporto de Maputo mas, em situações especiais, como realização de eleições, essa possibilidade tem sido temporariamente suspensa.

A crise económica em Portugal fez disparar o número de portugueses a trabalharem em Moçambique, desde jovens recém-licenciados a operários da construção civil.

De acordo com dados oficiais, estão inscritos cerca de 20 mil  portugueses, mas o número deve ser muito superior, dado que a inscrição no consulado não é obrigatória.


Pacientes deploram greve em Inhambane

Pacientes deploram greve em Inhambane


Seis de um total de 37 médicos nacionais afectos a diversas unidades sanitárias na província de Inhambane, não se apresentaram ontem aos seus postos sem  justificação prévia.

O director provincial da Saude, Naftal Matusse, disse à nossa Reportagem que todos faltosos fazem parte do novo contingente de médicos recém-graduados e que ainda não tem um ano de actividade no Serviço Nacional de Saúde.

Explicou que dos seis faltosos, dois são do hospital provincial, três do Hospital Rural de Chicuque e um afecto a Zavala e que nenhuma actividade ficou prejudicada com estas ausências.

Entretanto, a representante da Associação dos Médicos de Moçambique, Fernanda André, em serviço no Hospital Rural de Quissico, não se dignou a comentar a fraca adesão. Aquela profissional apresentou-se ao seu posto de trabalho em Quissico.

Alguns doentes ouvidos pela nossa Reportagem no Hospital provincial deploram a medida tomada pela AMM.

“Os médicos são como as forças da defesa e segurança, se juraram prestar cuidados médicos reconhecendo a delicadeza da sua profissão, nunca devem dar costas aos doentes nem a pátria”, disse Carlos Fonseca encontrado no banco de socorros do Hospital Provincial de Inhambane.


MDN espera aderência 160 mil jovens ao serviço militar

Cento e sessenta mil jovens de ambos os sexos - que completam 18 anos de idade até Dezembro deste ano - são chamados a participar no recenseamento militar que decorre em todo o país e em missões consulares no estrangeiro, desde a passada quinta-feira.

MDN espera aderência 160 mil jovens ao serviço militar


A campanha, lançada pelo Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, é extensiva aos cidadãos que em ocasiões anteriores e por motivos diversos não puderam regularizar a sua situação militar, desde que a sua idade não ultrapasse os 35 anos.

No ano passado, o Ministério da Defesa Nacional ultrapassou em 32 porcento a meta do registo de mancebos, alcançando 190 mil inscrições.

Um comunicado do Ministério da Defesa Nacional indica que o cidadão que não se apresentar ao recenseamento militar no período e locais indicados deverá procurar regularizar a sua situação nos 30 dias subsequentes à data de 28 de Fevereiro.

Na nota adverte-se que, caso o cidadão abrangido não se apresente no posto de recenseamento militar e não regularize a sua situação nos prazos referidos, será considerado faltoso, ficando sujeito a sanções nos termos da lei.

Uma das penalizações do Ministério da Defesa Nacional é o impedimento do faltoso se matricular em qualquer estabelecimento de ensino. A certidão de censo militar é exigida para a matrícula escolar e para o pedido de passaporte.

O actual efectivo do exército de Moçambique atinge os 18 mil elementos, depois de a maioria das antigas tropas governamentais da Frelimo e da guerrilha da Renamo, hoje principal partido da oposição, terem preferido a desmobilização à integração no exército unificado definido no Acordo Geral de Paz, assinado em Roma, em 1992.


Novo currículo de formação de professores avança em seis institutos do país

O novo currículo de formação de professores, baseado em padrões de competências, passará a ser implementado em seis Institutos de Formação de Professores do país, como resultado dos esforços com vista a uma melhor formação do corpo docente.

Novo currículo de formação de professores avança em seis institutos do país


Aos institutos da Matola, na província de Maputo, Alto-Molócue, na Zambézia, e Alberto Chipande, em Cabo Delgado, irão se juntar para o ano mais três, nomeadamente de Homoíne, em Inhambane, Chitima, em Tete, e de Marrere, em Nampula, que deverão formar na base dos novos padrões de competências tendo em vista professores e educadores de qualidade.

A formação tem a duração de três anos e os candidatos são admitidos com a 10ª classe. A formação está centrada no indivíduo que ao final do ciclo deve ter ganho habilidades não só para dar aulas, mas também para dominar todos conteúdos da primeira à sétima classe. Em tempos o Mined formou com base no modelo 6ª+1, 6ª+3, 7ª+3 e 10ª+1.

Para os professores em exercício, com ou sem formação psicopedagógica, segundo foi anunciado recentemente, em Montepuez, província de Cabo Delgado, pelo Ministro da Educação, Augusto Jone, vão prevalecer os cursos de formação e a capacitação no quadro da formação em exercício e contínua.

Contudo, exortou aos 111 recém-graduados do Instituto de Formação de Professores de Montepuez para a busca de respostas aos problemas do dia-a-dia, de modo a contribuírem para a melhoria da qualidade do ensino que a sociedade deseja, fazendo uso dos conhecimentos adquiridos ao longo da formação.

"A graduação de 111 professores do Ensino Primário representa uma contribuição bastante valiosa no processo de implementação do Plano Estratégico da Educação e, sobretudo, no cumprimento do programa quinquenal do Governo. Por isso, a expansão do acesso e a melhoria da qualidade de ensino continuarão a ser os nossos grandes desafios. Isto significa que teremos que continuar a formar mais professores, a construir mais escolas e mais salas de aula para podermos atender a cada vez mais crianças em resposta ao desafio da educação para todos" - explicou Jone.

Chamou ainda a atenção aos novos professores para se empenharem nas suas actividades, priorizando a criança, única razão da existência do professor.

"A escola se define como o centro de produção de conhecimento e local para o desenvolvimento da habilidades que se devem traduzir no saber, saber ser e saber fazer. Na escola, a criança deve aprender a identificar a sua própria cidadania, os símbolos da pátria, desenvolver o espírito patriótico inserida no processo da consolidação da unidade nacional. Estes valores devem ser ensinados pelo professor na sua missão e responsabilidade de professor e educador" - explicou.

Entretanto, o governador da província de Cabo Delgado, Eliseu Machava, desafiou os professores a dominarem novas tecnologias e a aprimorarem o conhecimento de modo a dar resposta a crescente descoberta de recursos naturais. Para ele, só com quadros qualificados é que o nosso país estará em condições de explorar melhor os recursos que tem.

Refira-se que esta foi a quarta graduação do Instituto de Formação de Professores de Montepuez. Com este grupo de 111 novos professores perfaz um efectivo de 4497 graduados desde a sua criação.


Lojas multadas por má gestão

Lojas multadas por má gestão

Pelo menos 12 estabelecimentos comerciais, dentre os quais quatro restaurantes, foram multados durante a celebração do Dia da Família e do final de ano por inobservância das regras de gestão de resíduos sólidos.

Trata-se, segundo o director da Salubridade, de lojas que ao invés de contratarem uma empresa de recolha de lixo, acumulam grandes quantidades de lixo e esperam o fim da recolha para irem deitar os resíduos.

“Esta situação tem dificultado o trabalho dos carros de recolha de lixo, pois estes deviam ter serviços próprios de recolha de resíduos e não o fazem apenas por ignorância da postura municipal. O município viu-se obrigado a autuar os comerciantes, com o pagamento de multas que variam entre cinco e dez mil meticais”, conta Mucavel.

Outra atitude condenável, segundo a nossa fonte, é dos munícipes que cortam árvores e plantas dos seus jardins, reabilitam suas residências e deitam o entulho nos contentores como se de lixo normal se tratasse.
“Temos casos de cidadãos que deitam mobiliário que já não precisam e lixo que não se pode compactar nos contentores o que embaraça os homens que fazem a recolha. Há casos ainda de pessoas que deitam troncos de árvores e plantas retiradas dos jardins facto que é contra a postura municipal”, sublinhou.

Face a esta atitude, aquele dirigente apelou a uma maior consciencialização dos munícipes sobre como deve ser feita a divisão dos resíduos sólidos, e acima de tudo para contactarem a edilidade para a remoção do lixo não domiciliar para um melhor encaminhamento.

“Estamos a trabalhar com a Associação dos Empregados Domésticos de Moçambique para que haja mais palestras sobre a divisão do lixo e horários para o depósito. Mas o que acontece é que são encarregadas de fazer esse trabalho, pessoas que não têm condições de responder pelas suas acções, nomeadamente crianças e pessoas sob efeito de álcool”, acrescentou.

Apenas a adjudicação da gestão da zona cimento da cidade de Maputo a uma segunda empresa é que resolveria a problemática do lixo com que a capital se debate.


Prorrogadas matrículas para a 1ª classe

O processo de matrículas da 1ª classe, que teve a particularidade de decorrer de forma antecipada de 1 de Outubro a 31 de Dezembro último, foi prorrogado e está a ser efectuado em simultâneo com o da 6ª, 8ª e 11ª classes, que arrancou na última quarta-feira e com término previsto para o dia 11 de Janeiro em curso.


Prorogadas matrículas para a 1ª classe


Segundo decisão do Ministério da Educação, Augusto Jone, o prazo foi prorrogado para todas as escolas que não conseguiram atingir as metas planificadas durante os três meses concedidos para matricular crianças que entram pela primeira vez na escola este ano.

Assim, a prorrogação cobre o período de 2 a 11 de Janeiro, estabelecido pelo MINED para matrículas nas outras classes iniciais de cada ciclo, estando disponível para a primeira classe um total de um milhão e 200 mil vagas para a primeira classe. Até 31 de Dezembro do ano que acabou de findar, haviam sido matriculados 55 por cento das crianças de um total de um milhão e 200 mil planificadas.

Para este ano, o Ensino Secundário Geral espera funcionar com um efectivo de seis milhões e 510 mil alunos, contra seis milhões e 177 mil do ano passado, o que representa uma subida na ordem de cinco por cento. A abertura solene do ano lectivo terá lugar no dia 14 e o arranque das aulas no dia 15. De acordo com o calendário do MINED, espera-se que até dia 7 do mesmo em curso todas as escolas deverão ter recebido o livro escolar, no qual o sector investiu 18 milhões de dólares para adquirir 16 milhões de manuais da 1ª a 7ª classe.

Entretanto, em contacto com a nossa fonte, Eurico Banze, porta-voz do Ministério da Educação, explicou que o sector elege a preparação e abertura do ano lectivo como um dos momentos privilegiados do calendário escolar. Assim, durante o processo de preparação e abertura do ano lectivo, dirigentes, quadros e técnicos do sector da Educação, parceiros de cooperação, pais e encarregados de educação são chamados a unir esforços e criar condições com vista a assegurar que o ano lectivo comece da melhor forma, em termos organizativos.

`Este momento é crucial para o alcance dos objectivos e metas propostas para o sector. Apelamos aos pais e encarregados de educação, governos e autoridades locais, instituições religiosas e comunidades a continuarem a envidar esforços para que crianças com idade recomendada estejam na escola. Prorrogamos o prazo de matrículas da primeira classe como forma de permitir que mais crianças entrem para o sistema. Do mesmo modo, reiteramos que todos os documentos inerentes ao processo de matrículas devem ser reconhecidos ao nível das secretarias das escolas´ apontou Banze.

O processo de matrículas continua a ser caracterizado pela fraca afluência de alunos, pais e encarregados de educação aos postos montados para o efeito. Assim, teme-se que os últimos dias do processo venham a ser muito intensos porque todos quererão efectuar as inscrições ao mesmo tempo...


Pemba: Muitas precauções à entrada de 2013



Uma das razões da demanda por Pemba, nos fins-do-ano, é a sensação de ser primeiro a ver o Sol, antes do resto de Moçambique, pois, está dito, via ciência e bem aproveitado pelos promotores do turismo na região, que esta parcela do país tem sido o ponto sobre o qual os raios solares matinais incidem, antes de se espalharem por Moçambique inteiro, em todos os dias.

Mas se para os visitantes a praia do Wimbe é o principal chamariz, os residentes já ontem viajavam para as inúmeras praias pela costa litoral, indo ocupar Mecúfi, Murrebué, distrito do primeiro nome, Pangane e Messano, em Macomia e Mocímboa da Praia.

As autoridades municipais, para o caso de Pemba, já alertavam insistentemente durante o dia de ontem, sobre os cuidados a ter com a utilização das praias da Inos e uma parte do Wimbe, alegadamente por se tratar de lugares onde há registo de muitos afogamentos, principalmente na passagem do ano, quando os pembenses na madrugada do primeiro dia do ano cumprem o ritual de “ser o primeiro a tomar banho” ou de “expulsão dos azares do ano anterior”.

O presidente do município, Tagir Âssamo Carimo, desdobrou-se em apelos nesse sentido e prometeu vigilância, ao lado da Policia da República de Moçambique e outras pessoas preparadas especificamente para desencorajar o uso daqueles locais da baía de Pemba.

Enquanto isso, a Policia, tanto rodoviária como a de protecção, ocupava todas as artérias da cidade, educando os automobilistas, bem como controlando os movimentos dos citadinos em locais de muitas aglomerações populacionais.


Mais de 117 mil pessoas entraram pelas fronteiras de Goba e Ressano Garcia



As autoridades de migração estimam que este é o melhor grupo de entrada de pessoas nos últimos tempos.
Pouco mais de dezassete mil pessoas, entre nacionais e estrangeiras, entraram no país pelas fronteiras de Ressano Garcia e Goba, na província de Maputo, de 22 a 25 de Dezembro corrente.
As autoridades de migração estimam que este é o melhor grupo de entrada de pessoas nos últimos tempos.

Só na fronteira de Goba, deram entrada, neste período, 54.109 pessoas, em resposta aos apelos à autoridades de migração para o uso de fronteiras alternativas à de Ressano Garcia. Já em Ressano Garcia, 63.148 passaram pela fronteira naqueles quatro dias, provenientes da vizinha África do Sul.

O chefe do posto fronteiriço de Goba, Aurélio Matsinhe, disse que atingiram o pico no dia 24, atendendo que outros passageiros já vinham compreendendo o apelo que o posto de Ressano Garcia anunciava, para o uso das fronteiras de Goba e Namaacha.

De acordo com dados avançados pela Rádio Moçambique, além de uma estrada em óptimas condições para a ligação com a capital do país, o posto fronteiriço de Goba está equipado com material informático para o registo rápido de passaportes e de documentos comerciais.

Da fronteira de Goba, a distância entre Maputo e Durban, por exemplo, diminuiu em cerca de cem quilómetros em relação a outros pontos de travessia.

Na fronteira de Ressano Garcia, onde se vive uma relativa calmia, projecta-se agora a cobertura do movimento de retorno, depois da passagem das festas do Natal e do Fim-de-Ano.