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Repatriados 26 estrangeiros

Repatriados 26 estrangeiros


O grupo inclui oito paquistaneses, sete nigerianos, seis bengalis e cinco somalis que entraram no país transportados pela companhia Ethiopian Airlines, e imediatamente detidos no Aeroporto Internacional de Mavalane.

Mudumane, que falava durante o “briefing” semanal à imprensa, explicou que os indivíduos não apresentaram uma razão plausível para a sua permanência no país.

“Não havia falta de clareza para entrar no país por parte deles. Não explicaram onde ficariam hospedados e quais os meios para a sua subsistência”, disse.


Conflito na RDCongo: Ideia de força de paz está muito avançada - explica Tomaz Salomão

Conflito na RDCongo: Ideia de força de paz está muito avançada - explica Tomaz Salomão


Aquele responsável não adiantou mais pormenores sobre o estado dessa força, constituída em Dezembro último e, desde então, em estado de prevenção.

Salomão falava a jornalistas em Maputo, numa altura em que decorria uma cimeira extraordinária dos chefes de Estado e de Governo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para analisar o conflito naquele país.

A cimeira pretendia ouvir os resultados das diligências efectuadas pelo Presidente tanzaniano Jakaya Kikwete na resolução do conflito congolês, para harmonizar uma posição que será transmitida ao secretário-geral das Nações Unidas", disse Salomão.

O secretário executivo da SDAC considerou "complexa" a situação na RD Congo, país que integra a organização.

O surgimento de mais um movimento rebelde confirma a proliferação das chamadas forças negativas naquele país, segundo acrescentou na ocasião, Tomaz.

Refira-se que durante a cimeira da SADC sobre a paz e segurança realizada no início de Dezembro do ano passado, em Dar-Es-Salam, foi decidido providenciar cerca de quatro mil militares para integrarem a Força Internacional Neutra (FIN), que vai operar no leste do Congo contra as acções dos rebeldes do M23.

Até agora, três mil militares fazem parte da força da SADC em estado de alerta, activada por decisão da cimeira extraordinária da SADC, e que farão parte da FIN. A Tanzânia prometeu cerca de 800 efectivos.
A manutenção de uma força neutra vai custar à região da SADC cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos.

Na mesma reunião, a SADC concluiu que a força das Nações Unidas, a MONUSCO, que se encontra naquela região, não tem estado a lidar com o problema, razão pela qual a cimeira exortou esta organização mundial a alterar o mandato da sua força, por forma a conferir-lhe poderes de reacção armada directa em caso de ataques.

A SADC condenou igualmente o grupo M23 e os seus ataques contra as populações civis, as forças de manutenção da paz da ONU e as agências humanitárias, entre outros.


Papa Bento 16 surpreende o mundo ao renunciar alegando fragilidade

Papa Bento 16 surpreende o mundo ao renunciar alegando fragilidade


O papa Bento 16 surpreendeu o mundo ao dizer, esta Segunda-feira (11), que irá renunciar como líder da Igreja Católica a 28 de Fevereiro por não ter mais as forças necessárias para realizar os deveres do seu ofício, tornando-se o primeiro pontífice desde a Idade Média a tomar decisão deste tipo.

O papa, alemão de 85 anos, visto como um herói por católicos conservadores e com suspeição por liberais, disse que havia percebido que a sua força havia se deteriorado nos últimos meses.

Um porta-voz do Vaticano disse que o papa não havia renunciado por "dificuldades no papado" e que a decisão havia sido uma surpresa, indicando que mesmo os auxiliares mais próximos não sabiam que ele estava para deixar o cargo.

O papa não teme uma cisão na igreja após a sua renúncia, disse o porta-voz. O papado de Bento 16 foi marcado por uma crise a respeito de abuso sexual de crianças que abalou a igreja, por um discurso que desagradou os muçulmanos e por um escândalo envolvendo a divulgação de documentos privados através do seu mordomo pessoal.

Num comunicado, o papa disse que para governar "tanto a força da mente quanto do corpo são necessárias, força que nos últimos meses tem se deteriorado em mim ao ponto de ter que reconhecer a minha incapacidade de realizar adequadamente o ministério que me foi confiado."

"Por esta razão e consciente da seriedade deste acto, em completa liberdade, eu declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro", disse o papa, de acordo com um comunicado do Vaticano.

Nos últimos meses, o papa parecida cada vez mais frágil nas suas aparições públicas, muitas vezes precisando de ajuda para caminhar. O porta-voz do Vaticano disse que o pontífice irá renunciar às 16h do dia 28 de Fevereiro, deixando o posto vazio até que um sucessor seja escolhido.

Bento 16 foi eleito para suceder João Paulo II, um dos pontífices mais populares da história. Ele foi escolhido a 19 de Abril de 2005, quando tinha 78 anos, 20 anos mais idoso que João Paulo II quando foi eleito.

O papa Bento 16 era aguardado no Rio de Janeiro em Julho deste ano, na Jornada Mundial da Juventude, que vai reunir milhões de jovens católicos do mundo inteiro.


Colisão de comboios causa mais de 300 feridos na África do Sul

Colisão de comboios causa mais de 300 feridos na África do Sul


Mais de 300 pessoas ficaram feridas depois que dois comboios suburbanos colidiram na manhã desta quinta-feira perto de Pretória, em plena hora de ponta, segundo os serviços de resgate sul-africanos. Entre as vítimas há pelo menos 50 crianças e 20 feridos em estado grave.

A colisão ocorreu pouco depois das 7h quando o comboio que fazia a sua entrada na estação chocou, por razões ainda desconhecidas, por trás de uma outra locomotiva que estava parado. Os dois comboios dirigiam-se a Pretória e o acidente ocorreu em Atteridgeville, 10 km a oeste da capital.

"A maioria das vítimas são adultos, mas havia muitas crianças. Contamos pelo menos 50 crianças", disse um responsável pelos serviços de urgência, Johan Pieterse, contactado por telefone pela AFP. "Os dois comboios estavam cheios de pessoas que iam ao trabalho e havia crianças que iam à escola. A maioria das crianças foi transferida ao hospital para ficar em observação", explicou Pieterse à AFP.

Pretória e Johannesburgo estão a cerca de 60 km e são unidas por uma rede ferroviária antiga com comboios suburbanos lotados nos horários de tráfego mais intenso.


Incêndio em discoteca no Brasil: Polícia afirma que tragédia matou 232 pessoas

Incêndio em discoteca no Brasil: Polícia afirma que tragédia matou 232 pessoas


Um incêndio numa discoteca no centro de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, fez 232 mortos, segundo últimos dados avançados pela imprensa brasileira. O espaço de diversão nocturna teria apenas uma saída.

Segundo os últimos dados avançados pelos bombeiros à Globo News, morreram 232 pessoas - 120 homens e 112 mulheres - e 131 ficaran feridas.

"Gostaria de dizer à população de Santa Maria que neste momento de tristeza estou com eles", disse a Presidente Dilma Roussef aos jornalistas.

O incêndio, ao que é possível apurar, teve origem no revestimento do tecto da discoteca, que pegou fogo quando um membro da banda que actuava disparou um sinalizador ('flare') para cima. A banda, segundo testemunhas, estava a usar estes efeitos pirotécnicos durante a actuação.

A discoteca apenas teria uma saída, o que agravou a situação de pânico que se gerou após a deflagração do incêndio. O difícil acesso também dificultou as operações das autoridades - uma reportagem televisiva da Rede Globo mostra mesmo homens derrubando uma parede da discoteca para conseguirem operar no interior do recinto.

A edição online de O Globo, corrigiu a primeira versão que dava conta de estarem apenas 400 pessoas na discoteca, informando que o recinto, que tinha capacidade para 2.000 pessoas, estava lotado.

O site G1 está a revelar a identificação das vítimas mortais conforme estas vão sendo conhecidas.

O coordenador da Defesa Civil brasileira, Adelar Vargas, citado pelo jornal Folha de São Paulo, explicou que o fogo terá começado na espuma do isolamento acústico, depois de um dos membros da banda que actuava na altura ter acendido um foguete de sinalização que apontou ao tecto.


À entrada no aeroporto de Maputo: Devolvidos 61 ilegais

À entrada no aeroporto de Maputo: Devolvidos 61 ilegais


Trata-se da segunda semana consecutiva que indivíduos de nacionalidade portuguesa são devolvidos à procedência por falta de bilhete aéreo de regresso, clareza quanto ao objectivo de viagem, local de hospedagem e meios de subsistência em território moçambicano.

Dos recambiados, número saliente vai para 22 portugueses, seguido de seis nigerianos, igual número de paquistaneses, quatro bengalis e dois camaroneses que desembarcaram de voos da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) e Kenyan Airlines, provenientes de Lisboa e Nairobi, capitais portuguesa e queniana, respectivamente.

Segundo o porta-voz da Polícia no Comando da Cidade de Maputo, Orlando Mudumane, grande parte dos imigrantes vêm ao país à procura de oportunidades de negócios e emprego, mas uma vez que não apresentam o vínculo contratual ou não sabem para que instituições vão trabalhar, acabam sendo recambiados. “Eles, regra geral, não conseguem clarificar as razões porque vêm ao país, o local de hospedagem e muito menos os meios de subsistência durante a sua permanência.

Outros ainda foram mandados de volta por possuir vistos falsos”, disse Mudumane. A tentativa de entrada de pessoas de forma clandestina ao nosso país é uma situação que de há algum tempo a esta parte tem estado a preocupar as autoridades nacionais devido à frequência com que os casos acontecem e porque o fenómeno tende a crescer a cada dia que passa. A título de exemplo, perto de 5618 indivíduos foram reembarcados em 2012, contra 4993 repatriados no ano anterior.

A identificação das anomalias nos vistos de entrada ou falta de comprovativos para a permanência no território nacional e consequente devolução de estrangeiros para os países de proveniência resulta da intensificação do trabalho de fiscalização levado a cabo pelas autoridades de migração nos diversos postos fronteiriços nacionais.

Os vistos de entrada para a República de Moçambique são obtidos no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, nas missões diplomáticas e consulares do país no estrangeiro, nos Serviços de Migração e postos fronteiriços autorizados para o efeito.

Orlando Mudumane acrescentou que os indivíduos de nacionalidade paquistanesa, tailandesa, chinesa, bengali, e agora portuguesa, são os que mais procuram entrar para o território nacional sem reunir os requisitos exigidos por lei.


Bola de Ouro: Al-Jazeera denuncia irregularidades nos votos de Messi



A cadeia televisiva Al-jazeera denunciou este sábado irregularidades na votação para a atribuição da Bola de Ouro. Tomas Rosicky e Thiago Silva terão votado Balotelli mas a FIFA considerou que os votos foram para Lionel Messi.

"Eu votei Balotelli, mas a FIFA deu o meu voto a Messi", conta o checo Rosicky, a exemplo do que sucedera com o central do PSG, Thiago Silva.

"Dei o meu voto a Balotelli mas, de acordo com a FIFA,votei em Messi. É muito triste", atira o brasileiro.

A versão da FIFA, no entanto, é diferente: "É um rumor falso. Fomos avisados do que aconteceu em Itália e na República Checa. Fizemos as averiguações necessárias e podemos confirmar o que foi publicado depois da cerimónia da Bola de Ouro. Tudo é perfeitamente correcto. Cada um é livre de interpretar o porquê de alguns não se lembrarem em quem votaram..."




Ministro da Defesa garante lealdade das Forças Armadas a Chávez



O ministro da Defesa da Venezuela confirmou ao vice-presidente, Nicolás Maduro, que o governo conta com a “lealdade inquestionável” das forças armadas, e que estas, comprometidas com o “processo revolucionário”, farão respeitar a Constituição do país.

“Eu queria assegurar-lhe, senhor vice-presidente, que o senhor conta com uma Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) unida, coesa, com uma moral elevada, capacidade de atuação integra e com uma lealdade inquestionável”, disse o ministro da Defesa Diego Molero durante uma vídeo-conferência, noticiou a Efe.

Durante o diálogo, em parte transmitido pela rádio e televisão, o ministro da Defesa sublinhou que a lealdade da FANB para com o Governo venezuelano e a Constituição “vê-se” desde os quadros mais altos até às patentes mais baixas.

“Estamos comprometidos, de alma, mente e coração com este processo revolucionário e conta com uma Força Armada socialista revolucionária, anti-imperialista e clara com esses ideais bolivarianos”, apontou.
Nicolás Maduro, por sua vez, reiterou que o Presidente, Hugo Chávez, está no exercício das suas funções e que não pode qualificar-se de ausência o facto de o mandatário não poder apresentar-se no acto da tomada de posse, agendada para esta quinta-feira.

Tomada de posse seria ontem: quinta-feira

“Em nenhum momento (a Constituição) qualifica a ausência do Presidente no dia 10 de Janeiro como falta temporal ou ausência absoluta. Seria uma loucura porque a vontade popular é a que prevalece”, afirmou o vice-presidente.

A Assembleia Nacional da Venezuela (AN, parlamento) autorizou, na terça-feira, o Presidente, Hugo Chávez, a dispor de “todo o tempo necessário” para se recuperar em Cuba e regressar à Venezuela, e instou as instituições a actuar segundo a Constituição perante a ausência do governante para jurar um novo mandato na quinta-feira.

O acordo foi aprovado pela maioria parlamentar, afecta ao Presidente venezuelano, com a abstenção da oposição, e prevê que Hugo Chávez tome posse posteriormente perante o Supremo Tribunal de Justiça, como determina um dos artigos da Constituição da Venezuela, e não na quinta-feira, como previsto.

Recuperação em Cuba

O debate surgiu depois de lida uma carta em que o vice-Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informava que o Presidente Hugo Chávez estava impossibilitado, por recomendação médica, de participar na cerimónia de posse, que seria ontem, quarta-feira, uma vez que ainda se encontra em Cuba, onde foi operado pela quarta vez a um cancro na zona pélvica.
Vários deputados fiéis ao Presidente argumentaram que, em Dezembro, Hugo Chávez foi autorizado, por unanimidade parlamentar, a viajar para Cuba para tratar da sua saúde, como Presidente reeleito e que essa autorização está vigente.
Também que “tem o direito universal, como ser humano e paciente, de dispor do tempo necessário para a sua recuperação plena”.
Com visões distintas, vários deputados da oposição insistiram que, devido à ausência de Hugo Chávez, o presidente eleito do parlamento, Diosdado Cabello, deveria assumir as funções de Presidente da República interino, durante a “ausência” do chefe de Estado.


Em luto por vítima de estupro, Índia cancela celebrações de Ano-Novo



As Forças Armadas da Índia cancelaram as celebrações de Ano-Novo nesta segunda-feira, reflectindo o clima pesado em todo o país após o estupro seguido de assassinato de uma estudante, crime esse que provocou protesto internacional. Clubes sofisticados, políticos e indianos comuns também cancelaram as festas em respeito à mulher de 23 anos que morreu no sábado após duas semanas do ataque brutal contra ela.

O ataque provocou protestos e um debate nacional que revelaram fissuras profundas na sociedade indiana, em que a visão patriarcal sobre as mulheres entram em confronto com uma cultura urbana em crescente modernização. Autoridades reprimiram manifestações no coração de Nova Délhi antes do Natal, mas centenas de pessoas se juntaram para diversas vigílias na noite desta segunda-feira e mais eventos estavam planeados em Nova Délhi.

O Exército, a Marinha e a Aeronáutica receberam ordens para cancelar quaisquer festas, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa.

"Não há celebração de Ano Novo. (...) Haverá um tributo à luz de velas. (...) Depois disso, o clube será fechado", disse o secretário do Delhi Golf Club, Rajiv Hora, no centro da cidade.

O ataque de 16 de Dezembro evidenciou uma epidemia de violência contra mulheres na Índia, onde um estupro é registado em média a cada 20 minutos.

A polícia deteve cinco homens e um adolescente em conexão com o crime e é provável que apresente acusações de homicídio ainda nesta semana. Promotores devem propor sentença de morte para os autores.


Egipto: Mubarak levado para o hospital com as costelas partidas



O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, de 84 anos, sofre de um edema pulmonar e tem várias costelas partidas, segundo a agência oficial Mena. O líder derrubado por uma revolta popular em Fevereiro de 2011, foi transferido da prisão para o hospital para receber tratamento.

O procurador geral do Egipto ordenou a transferência de Hosni Mubarak da prisão para o hospital devido à deterioração do seu estado de saúde. O ex-presidente, derrubado em Fevereiro de 2011 foi condenado em Junho a prisão perpétua pela repressão da revolta popular contra o seu regime que fez perto de 850 mortos.

As radiografias mostram que Mubarak tem as costelas partidas na sequência de uma queda no duche a 15 de Dezembro e que sofre de uma acumulação de líquido nas membranas em torno dos pulmões, incidou a agência Mena, citando o relatório médico.

Mubarak já fora internado a 19 de Dezembro para fazer um TAC à cabeça. O procurador-geral anunciou que o ex-presidente voltará à prisão de Tora, logo que termine os tratamentos médicos.


Argentino suicida-se depois de matar seus patrões

Um trabalhador de uma empresa de transporte da cidade de Bancalari, na província de Buenos Aires, assassinou os dois donos da companhia e um companheiro, tentou incendiar os escritórios e depois se suicidou com sua pistola.

Argentino mata seus dois chefes e depois se suicida



O facto aconteceu nas dependências da empresa de transporte de maquinarias Bancoy, onde o trabalhador, cuja identidade não foi confirmada, entrou com uma arma de fogo para exigir dinheiro de seus chefes, Marcelo e Gabriel Bascoy.

Fontes policiais citadas pela agência oficial "Télam" indicaram que o agressor discutiu com os donos da empresa e, em seguida, disparou contra eles, que morreram na hora.

Depois abriu fogo contra um empregado do sector administrativo, quem também faleceu.
E por fim, o agressor tentou atear fogo nos artigos do escritório e se matou com um tiro. 


Manifestantes lançam pedras contra dirigentes em Sidi Bouzid

Manifestantes lançam pedras contra dirigentes em Sidi Bouzid


Manifestantes lançaram pedras hoje(segunda-feira), contra o chefe de Estado tunisino Moncef Marzouki e ao presidente do parlamento Ben Jaafar, em Sidi Bouzid, onde se desenrolam as celebrações do segundo aniversário do início da revolução tunisina.

Os apedrejamentos começaram após um discurso de Marzouki e quando Ben Jaafar preparava-se para falar. O serviço da polícia rapidamente evacuou os dois dirigentes para a sede da prefeitura dessa região marginalizada do centro - oeste da Tunísia,
constatou um jornalista da AFP.

Gritando "o povo quer a queda do governo", os manifestantes também invadiram o adro sobre o qual foi montado a tribuna onde o Chefe de Estado discursou.

A polícia não interveio, enquanto os confrontos entre manifestantes e polícias aumentam no país há vários meses.

Quando o presidente tunisino tomou a palavra, uma grande parte das 5.000 pessoas reunidas na praça gritavam "Fora, liberdade, liberdade", um dos gritos de palavras de ordem da revolta que conduziu a queda do Zine El Abidine Ben Ali.

Vaiado, Marzouki prometeu progresso económico dentro de seis meses às pessoas de Sidi Bouzid, enquanto a pobreza e o desemprego já estão no centro das causas da revolta do inverno 2010/2011.

"Eu entendo essa raiva legítima, mas o governo diagnosticou o mal. Em seis meses, um governo estável será colocado e entregará os medicamentos para curar o mal do país, declarou.

Marzouki foi vaiado algumas horas antes, quando visitou o túmulo de Mohamed Bouazizi, o vendedor de rua que se imolou pelo fogo a 17 de Dezembro de 2010 em Sidi Bouzid, dando início a Primavera Árabe.

Os islamistas radicais estavam presentes em grande número, hoje (segunda-feira), na prefeitura de Sidi Bouzid, os militantes do partido Hizb Ettahrir, um movimento autorizado afirmando-se não -violento, agitavam bandeiras pretas ou brancas, estandarte do movimento salafista.

Os salafistas jihadistas são acusados de terem orquestrado vários surtos de violência desde Junho, incluindo o ataque à embaixada dos EUA em Tunis, a 14 de Setembro, à  margem de uma manifestação, no qual quatro assaltantes foram mortos.


























Islamitas proclamam vitória inicial em referendo no Egito

Os egípcios aprovaram por estreita maioria o polémico projecto de Constituição defendido pelo presidente Mohamed Mursi, na primeira etapa do referendo, anunciaram hoje, domingo, os islamitas e um grupo da oposição, com base em resultados oficiosos.


Islamitas proclamam vitória inicial em referendo no Egito


A primeira fase do referendo teve lugar sábado último em 10 áreas do país, incluindo Cairo e Alexandria, e a segunda está marcada para 22 de Dezembro nos outros 17 governos.

O processo de votação foi precedido de semanas de manifestações contra e a favor do projecto, que terminaram em várias ocasiões com actos de violência.          

A oposição exigia a anulação do referendo, mas no fim fez campanha pelo "não".      

Os resultados oficiosos do primeiro dia de votação são baseados nas apurações fornecidas por funcionários dos colégios eleitorais, e parecem estar longe da vitória esmagadora esperada pelos islamitas para calar uma oposição ofensiva.        

Os islamitas também contavam com uma grande vitória para recompensar Mursi na sua decisão de levar adiante o projecto constitucional o mais rápido possível.              

O Partido da Liberdade e Justiça (PLJ) de Mursi anunciou no seu site que 56,5 por cento dos eleitores votaram a favor da Constituição, o que também foi anunciado pela imprensa local.      

A principal coligação da oposição, a Frente de Salvação Nacional (FSN), afirmou sábado que quase dois terços dos eleitores haviam rejeitado o texto redigido por uma comissão de maioria islamita.              

Mas um dos principais integrantes da coligação, o movimento Corrente Popular, confirmou hoje, domingo, que 56 por cento dos eleitores aprovaram o texto.          

De acordo com os resultados preliminares, quase 57 por cento dos eleitores no Cairo votaram contra a Constituição no Cairo, enquanto o 'sim' venceu em Alexandria.              

A Comissão Eleitoral se recusou a comentar as informações e não divulgou dados sobre a participação.        

"Os resultados não serão aprovados pela comissão eleitoral até o fim da segunda etapa para não provocar confusão, para preservar o país e na espera dos recursos", declarou à AFP um membro da comissão, Mohamed el-Tanbuli.

A oposição laica, de esquerda e liberal denuncia o texto por considerar que favorece a interpretação rígida do islão e oferece poucas garantias para determinadas liberdades fundamentais.              

Para os partidários do "sim", a Constituição daria ao país um marco institucional estável depois da conturbada transição registada depois da queda de Hosni Mubarak em Fevereiro de 2011.              

As semanas anteriores à votação foram marcadas por uma grave crise política que dividiu o país e para muito egípcios o referendo virou uma votação a favor ou contra a poderosa Irmandade Muçulmana, de onde procede Mursi.




































Hosni Mubarak escorrega na prisão e fere-se na cabeça

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, que cumpre prisão perpétua pela Norte de manifestantes durante a onda de protestos civis que culminou com a sua saída do poder em janeiro de 2011, escorregou no banheiro e se machucou na cabeça e no peito.


Hosni Mubarak escorrega na prisão e fere-se na cabeça


A informação foi dada neste sábado por um integrante das forças de segurança do Egipto, que falou a repórteres sob condição de anonimato, sem em entrar em detalhes sobre a gravidade das lesões contraídas por Mubarak.

Aos 84 anos, Mubarak passou por um incidente similar há dois meses na prisão de Tora, no Cairo, onde está detido desde Junho de 2012, quando foi condenado. Esta notícia chega no primeiro dia do referendo constitucional no Egipto, que será concluído no próximo sábado (22).
Mubarak governou o Egipto com mão de ferro entre 1981 e 2011.

Em janeiro do ano passado, quando deixou a Presidência, foi internado em um hospital militar, de onde só saiu para a prisão.

Ele assumiu o poder no país depois que militantes islâmicos mataram o seu antecessor, Anwar Sadat, durante um desfile militar em 1981. Como presidente, Mubarak  aproximou-se de potências ocidentais - os EUA foram um de seus principais aliados - e reprimiu opositores até o último momento.


China reconhece fraca qualidade de produtos que exporta para o mundo

`Estamos cientes da existência de alguns problemas na nossa cooperação com África, onde os media e a população no geral estão preocupados com o problema da qualidade dos produtos chineses´.


China reconhece fraca qualidade de produtos que exporta para o mundo


As autoridades de Beijing estão preocupadas em melhorar a imagem dos produtos chineses no mundo, particularmente em África, incluindo Moçambique, onde existe a percepção de que muito dos produtos importados daquele gigante asiático são de baixa qualidade. A percepção da má qualidade é extensiva às obras de engenharia, incluindo o sector de construção civil.

`Estamos cientes da existência de alguns problemas na nossa cooperação com África, onde os media e a população no geral estão preocupados com o problema da qualidade dos produtos chineses´, confessou o director-geral adjunto do Departamento para Assuntos Africanos e da Ásia Ocidental do Ministério do Comércio da China, Cao Jiachang

`Por isso, estamos a trabalhar para melhorar a situação. Gostaria de enfatizar que somos muito exigentes no que diz respeito à qualidade dos nossos produtos de exportação´, acrescentou Cao, em recente entrevista à imprensa moçambicana em Beijing.

Actualmente, a China é o maior exportador do mundo e os Estados Unidos vem a seguir. A oferta de preços competitivos constitui um dos maiores atractivos dos produtos manufacturados na China.

Moçambique é um exemplo da forte presença chinesa, principalmente no sector do comércio e infra-estruturas, onde destaca-se a construção do novo Aeroporto Internacional de Maputo, Centro de Conferências Joaquim Chissano, Assembleia da República, estradas e pontes, edifícios do Governo, entre outras.

Cao explica que as autoridades de Beijing não gostariam que a qualidade dos produtos chineses tenha uma influência negativa nos benefícios e qualidade de vida dos consumidores.

Para o efeito, o Governo adoptou uma série de medidas ao nível dos serviços alfandegários e do controlo de qualidade. Por isso, disse o governante, `a qualidade dos produtos chineses está a melhorar´.

Segundo Cao, em muitos casos a fraca qualidade dos produtos de exportação deve-se à exigência dos importadores, que querem pagar um preço mínimo por um determinado produto cuja qualidade não é fiável. Por isso, disse aquele dirigente, `não posso concordar com as acusações de que a exportação de produtos de baixa qualidade é uma política do governo chinês´.

No caso das obras de construção civil, o Governo chinês acredita que as novas infra-estruturas, tais como estádios, centros de conferência, hospitais, escolas, entre outras, venham a melhorar a qualidade de vida dos africanos.

O governo também introduziu sistemas rigorosos de controlo de qualidade para os projectos na área de construção civil.


Indiano corta cabeça da irmã por suposto adultério

Um homem cortou a cabeça da própria irmã com uma espada, na região indiana de Bengala, como punição por uma suposta relação extra-conjugal que a mulher teria, informou neste sábado à "Agência Efe" uma fonte policial.

Indiano corta cabeça da irmã por suposto adultério

O agressor, identificado como Mehtab Alam, utilizou uma espada com lâmina de quase 70 centímetros de comprimento para fazer um corte fatal no pescoço da vítima.

"Após matá-la, o homem foi até a delegacia com a cabeça e a espada nas mãos", contou Syed Akbar Ali, inspector do distrito próximo à cidade de Calcutá de Nadial, no leste do país, onde ocorreu o crime.




"Enquanto caminhava pela rua, o homem gritava para as pessoas que passavam que se afastassem. Dizia que se tratava de um assunto familiar", acrescentou.

Segundo a fonte, o agressor se rendeu às forças de segurança e agora está sob custódia.

Os chamados "crimes de honra" ainda são frequentes em muitas partes da Índia, sobretudo em zonas rurais.

Esses crimes vão de assassinatos e sequestros até os ataques por cometer o "crime" de se casar com alguém de classe social ou religiosa não aceita pela família ou por manter relações sentimentais "ilícitas" com outra pessoa.


Quénia: Documentos secretos revelam como Londres encobriu massacre dos Mau-Mau

Quénia: Documentos secretos revelam como Londres encobriu massacre dos Mau-Mau


Documentos britânicos secretos divulgados sexta-feira, nos arquivos nacionais, desvendam como as autoridades coloniais tentaram cobrir o massacre de 11 pessoas, num campo de prisioneiros no Quénia, em 1959, durante o sublevação Mau-Mau, noticia a AFP.

As autoridades britânicas afirmaram que essas onze pessoas tinham sido mortas, após "terem bebido muita água". Mas, a verdade é que eles tinham sido batidos até a morte
pelos guardas prisionais, por terem recusado a trabalhar, segundo o resultado das autópsias.

Nenhuma pessoa tinha sido processado por este assunto. Um dos três quenianos que intentou recentemente uma acção contra o governo britânico por abusos, dos quais foram vítimas, assegurou que ele foi espancado durante este incidente ocorrido, a 3 de Março de 1959, em Hola, no sudeste do Quénia.

Segundo os documentos secretos revelados hoje e consultados pela BBC, o governador do Quénia na época, Evelyn Baring, tinha escrito ao governo britânico logo após esse incidente que "as mortes foram causadas pelos choque e hemorragias provocadas por múltiplas contusões causadas pela violência". "Nenhuma testemunha" do campo "quis tentar dizer a verdade", acrescentou.

E em Maio de 1959, o ministro britânico das Colónias, Alan Lennox-Boyd, escreveu ao governador do Quénia que "estou certo que estamos de acordo sobre os factos que devemos ter esse incidente infeliz longe dos projectores o mais rapidamente possível".

Num comunicado, o advogado Martyn Day, que representa os três quenianos que processaram o governo britânico, estima que a luz desses documentos, Londres "não tem outra solução que se sentar na mesa de negociações e procurar um acordo com os sobreviventes Mau-Mau".

No início de Outubro de 2012, esses três quenianos foram autorizados à intentar um processo judicial em Londres por crimes coloniais cometidos, há mais de 50 anos, durante a repressão da revolta dos Mau-Mau, mas o governo britânico, que alega a prescrição dos factos, recorreu imediatamente.

A repressão brutal da revolta Mau-Mau causou, entre 1952 e 1960, mais de 10.000 mortos. Dezenas de milhares de pessoas tinham sido presas, entre as quais, o avô do presidente americano, Barack Obama.


PRM deteve 42 estrangeiros no Aeroporto Internacional de Maputo

PRM deteve 42 estrangeiros no Aeroporto Internacional de Maputo


A polícia da República de Moçambique (PRM) deteve durante a semana passada 42 cidadãos estrangeiros no Aeroporto Internacional de Maputo, quando tentavam entrar no país ilegalmente.

O porta-voz PRM ao nível da Cidade de Maputo, Orlando Mudumane, falando durante o habitual briefing a imprensa sobre a situação criminal, explicou que 24 são indianos, sete nigerianos, seis chineses, três somalis, um paquistanês e um ruandês.

“Dos 42 estrangeiros, 10 foram detidos por possuírem vistos falsos e os restantes 32 por falta de clareza quanto a sua vinda a Moçambique, o local de hospedagem e meios de subsistência. Todos eles já foram repatriados”, detalhou.

No encontro com jornalistas, Mudumane revelou que um cidadão que em vida respondia pelo nome Francisco Cossa, de 25 anos de idade, foi alvejado mortalmente por quatro indivíduos ainda a monte.

O caso ocorreu na madrugada da última quinta-feira, no bairro Ferroviário, arredores da capital, quando a vítima fazia-se transportar na sua viatura na companhia de sua namorada. A vítima perdeu a vida a caminho do hospital.

Sem avançar detalhes, Mudumane acrescentou que ainda não se conhece o móbil do crime. Porém, existem “fortes” indícios de que a namorada do malogrado, identificada apenas pelo nome M. Macamo, de 24 anos, poderá estar envolvida com os malfeitores.

Por isso, Macamo encontra-se detida na 14ª esquadra da PRM, no Bairro Ferroviário.

Ainda no capítulo criminal, durante a semana passada, a PRM, deteve três indivíduos acusados de roubar a um cidadão de origem burundesa.

Mudumane explica que os bandidos ameaçaram a vítima, que na altura se encontrava interior do seu estabelecimento localizado no bairro de Magoanine, onde roubaram dinheiro num montante não identificado e alguns bens.

Os meliantes foram interpelados por uma brigada da PRM que se encontrava nas redondezas, mas conseguiram se escapulir apos uma breve troca de tiros.

Orlando Mudumane revelou que, durante a semana passada, também foram detidos 70 indivíduos indiciados de prática de vários crimes, dos quais 36 contra a propriedade, 22 contra pessoas e 12 contra ordem e tranquilidades públicas.

No mesmo período, as autoridades moçambicanas, reportaram 16 acidentes de viação contra 14 em igual período do ano passado, sendo 11 atropelamentos, dois choques entre carros e três despistes e capotamento.

Estes acidentes de viação resultaram em cinco óbitos, 11 feridos graves e sete feridos ligeiros.

Entre as principais causas dos acidentes destacam-se excesso de velocidade, má travessia de peão, corte de prioridade e condução em estado de embriaguez.


Dois estrangeiros interditos no país

Dois estrangeiros interditos no país

Trata-se de Manoj Kumar Pandey e Ram Many Pandey, que vinham desempenhando, respectivamente, as funções de director dos Recursos Humanos e de coordenador das Operações da empresa MGC, que opera em Chirodzi, distrito de Changara, subcontratada pela mineradora Jindal.

Segundo um comunicado do Ministério do Trabalho, pesa sobre os visados o comportamento humilhante infligido aos mais de 250 trabalhadores moçambicanos, maus tratos, recurso a palavras injuriosas, promessas falsas aos trabalhadores nacionais, falta de contrato de trabalho, ausência do livro de registo de trabalho extraordinário, falta de equipamento de protecção individual, entre outros.


Britânicos defendem saída da União Europeia

Britânicos defendem saída da União Europeia


A maioria dos britânicos votaria favoravelmente, num referendo, a saída do Reino Unido da União europeia (UE), segundo uma sondagem do «The Opinium Observer».

Segundo a sondagem, 56 por cento dos inquiridos defendem a saída do país da UE, 67 por cento disseram que votariam pela saída, se houvesse um referendo, enquanto 24 por cento defenderam a manutenção na UE.

Já no que respeita aos liberais, 44 por cento disseram que defenderiam, em referendo, a saída, enquanto 39 por cento se mostraram favoráveis à permanência.