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Governo quer investidores para agricultura comercial

Governo quer investidores para agricultura comercial


Segundo o governante, o investimento que o governo vai mobilizar será aplicado na capacitação dos pequeno e médios produtores visando estimular o seu crescimento ate o nível de farmeiros que, por seu turno, possam assegurar emprego a todos aqueles que venham abraçar a agricultura como sua actividade principal.

“O país não pode continuar pregado a uma agricultura de subsistência porque não ajuda a elevar o nível de qualidade de vida do produtor e a base deve ser a sua capacitação para que sozinho possa garantir o seu sustento e das comunidades circundantes”- disse José Pacheco.

Outra prioridade das autoridades governamentais ligadas ao sector da agricultura prende-se com a necessidade do reforço da actividade de investigação focalizada na produção de sementes de qualidade e sua disponibilização através de uma rede flexível aos produtores do sector familiar. O importante neste momento é o incremento dos volumes de produção agrícola particularmente nas culturas alimentares reforçou Pacheco.

Focando as chuvas que tem estado a cair com alguma intensidade um pouco por todo o país, José Pacheco disse que para o caso da província de Nampula ela não vai produzir efeitos que possam reflectir-se negativamente naquilo que é esperado na presente campanha agrícola cuja meta é de mais de 6 milhões de toneladas, um crescimento de cerca de 10 por cento em relação aos resultados alcançados na última safra.

Reconheceu que em alguns distritos sobretudo no sul nomeadamente Angoche, Moma e Mogincual algumas culturas vão ficar afectadas pelas inundações que os principais rios que atravessam a região estão a provocar, observando seguidamente que a abundância de agua pode constituir uma vantagem para os produtores que dominam conhecimentos sobre a boa gestão da mesma para irrigação dos campos noutras fases da safra.

O ministro da agricultura visitou ontem empreendimentos agrícolas e de produção de aves para abate localizados na cidade de Nampula. Escalou igualmente o centro de investigação e multiplicação de mudas de Nassuruma distrito de Meconta onde se inteirou do estágio de criação de uma unidade de processamento do falso fruto do caju visando a comercialização do produto, que segundo ele devera abrir nos próximos tempos simultaneamente com a actividade de treinamento dos produtores.


Empresas russas investem no mercado moçambicano de comunicações

Empresas russas investem no mercado moçambicano de comunicações


Um acordo nesse sentido, foi ontem rubricado em Maputo, por representantes da empresas Multinet Moçambique, Multinet da Rússia) e Renova Group, enquadrando-se no âmbito da visita oficial que o ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Serguei Lavrov, está a efectuar ao país.

Ao abrigo da parceria, que prevê investimentos num intervalo entre 30 e 50 milhões de euros, a Multinet da Rússia (vocacionada à prestação de serviços de acesso à Internet de banda larga) e a Renova Group (que aposta na fibra óptica), irão juntar sinergias para atacar aqueles segmentos de mercado através da Multinet Moçambique.

Viacheslav Yakunin, Renova Group, disse na ocasião que as empresas russas estão convencidas que a situação económica e política em Moçambique é estável e que o país apresenta grades índices de desenvolvimento económico, para além das condições criadas para os investidores estrangeiros serem “muito atraentes”.

“Mais do que isso, as empresas mostram o interesse para este projecto porque existe a possibilidade de complementarem a experiência de cada uma delas e criar condições que permitirão prestar um complexo de serviços de alta qualidade para todos os segmentos do mercado”, disse.

Ainda segundo a fonte, o facto da Multinet Moçambique, que foi fundada em 2007 com a participação da Multinet da Rússia, ser uma companhia “bem forte, abre boas possibilidades para o projecto ser bem sucedido”.

“A nossa ideia é que reunindo as tecnologias podemos trazer um produto completamente diferente dos nossos concorrentes. Caso sejamos bem sucedidos, iremos multiplicar essa experiência para toda a região da África Austral, mas a partir de Moçambique”, disse Viacheslav Yakunin.

Por seu turno, Jóia Santos, director da Multinet Moçambique, afirmou na ocasião, que “é um grande passo a nossa decisão de optarmos por uma economia de mercado”.

“Temos a oportunidade de termos uma grande indústria do sector privado russo no nosso país que está a desenvolver o primeiro projecto de comunicações em África. Pensamos que vamos ser uma empresa de sucesso, não só no país, mas pretendemos também abranger a nossa região”, disse Jóia Santos.

A Multinet da Rússia é um grupo de companhias internacionais e operam na área de telecomunicações na Ásia, África e América Latina. O grupo foi fundando no ano 200 e centra as suas actividades como provedor de serviços de Internet da banda larga nos mercados dos países em desenvolvimento.

O grupo das companhias Renova, encontra-se entre os dez maiores grupos probados da Rússia e está presente no sector mineiro sul-africano, através da empresa mista “United Manganese of Kalahari”, onde já investiu cerca de meio bilião de dólares norte-americanos.

A Renova está a estudar a possibilidade de desenvolver projectos mineiros em Moçambique nos sectores de carvão, areias pesadas e ouro.


Implementação de projectos no país: Multinacionais instadas a fazer estudos adicionais

Implementação de projectos no país: Multinacionais instadas a fazer estudos adicionais


Em Janeiro, a Rio Tinto anunciou perdas de mais de dois mil milhões de euros, em prejuízos acumulados pela nas suas operações em Moçambique, devido a dificuldades de escoamento da produção de carvão.

Respondendo a uma pergunta sobre o impacto da situação da Rio Tinto na confiança dos investidores internacionais em Moçambique, o vice-ministro do Recursos Minerais, Abdul Razak, recusou referir-se directamente ao caso, mas apontou a necessidade de "estudos de viabilidade adicionais", para a obtenção de dados fiáveis sobre a rentabilidade dos investimentos.

"Todas as empresas fazem o “due diligence” (diligências necessárias), há sempre margens de erro, é necessário fazer sempre estudos adicionais", enfatizou Abdul Razak, citado pela Lusa.

Segundo a mesma fonte, o vice-ministro dos Recursos Minerais de Moçambique apontou o exemplo da brasileira Vale, que, disse, estudou com profundidade o potencial das concessões de carvão que explora na província de Tete.

"A Vale gastou 80 milhões de dólares em estudos de viabilidade adicionais para apurar as reservas da sua concessão, apesar de já haver estudos bem feitos no tempo colonial e depois da independência", afirmou Abdul Razak.

Sobre os problemas logísticos que estiveram na origem dos prejuízos registados pela Rio Tinto, Razak afirmou que o Estado moçambicano instituiu um "fórum" de consulta com as empresas do sector de mineração, que têm sido informadas sobre o ponto de situação de construção de infra-estruturas de escoamento da produção.

Entretanto, sabe-se que a Vale Moçambique, outra concessionaria do carvão mineral está a trabalhar para a viabilização de um projecto de construção de uma linha férrea entre Tete e o porto de Nacala, na província de Nampula, para garantir o escoamento do mineral.


Moçambique poderá ter PIB superior ao de Angola

As reservas de gás natural e de carvão podem tornar Moçambique numa das referências mundiais do sector energético nos próximos 10 anos, atingindo, nesse período, um PIB igual ou superior ao de Angola, estimou hoje a consultora SPTEC Advisory.


Moçambique poderá ter PIB superior ao de Angola


A consultora da área da indústria do petróleo e do gás natural em África e no Médio Oriente, que prepara uma conferência sobre o tema para maio em Maputo, lembra que, em 2012, os operadores em Moçambique anunciaram descobertas de gás natural de mais de 100 triliões de pés cúbicos (2.900 biliões de metros cúbicos), rondando as reservas de carvão as 23.000 milhões de toneladas.

`Moçambique tem hoje reservas de gás suficientes para fornecer a Alemanha e a França durante cerca de 20 anos e as reservas de carvão podem abastecer, ao ritmo actual, o mercado da União Europeia durante cerca de 25 anos´, afirma Roger Carvalho, presidente executivo da SPTEC Advisory.


Nacala-Porto - Procura-se investimentos para Zona Franca Industrial

Nacala-Porto - Procura-se investimentos para Zona Franca Industrial


Uma fonte do Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (Gazeda), em Nacala-Porto, revelou ao nosso Jornal que desde aprovação da Zona Franca Industrial (ZFI), naquela região da província de Nampula, ano passado pelo Conselho de Ministros, sua implantação está a seguir alguns passos que passa por infra estruturar o respectivo local e desalojar algumas famílias que eventualmente estejam a residir ou possuam benfeitorias, do mesmo modo que se devem criar condições mínimas com vista a sua acomodação condigna.

Indicou igualmente a abertura das vias de acesso, a instalação de serviços de fornecimento de energia eléctrica e abastecimento de água potável para o consumo humano como condições que obrigam o Gazeda a busca de financiamentos para viabilizar a execução e materialização da Zona Económica Industrial de Nacala.

Entretanto, a nossa fonte refere que enquanto não se conseguem os 50 milhões de dólares americanos, já iniciou um trabalho que se circunscreve no loteamento da zona, ou seja, existe um plano de pormenor que vai ser executado no presente ano, cujo volume de investimento é relativamente pequeno.

No entanto, Branquinho Nhombe ressalva que para colocar os serviços de água e energia eléctrica carece de facto avultadas somas de dinheiro que no presente momento se estudam opções para apurar os valores globais para infra estruturar a zona.

“Neste momento o que temos a afirmar é que o Gazeda já possui o DUAT e na área onde vai ser implantado o projecto foram identificadas 600 famílias que apenas estamos espera dos recursos financeiros para desencadearmos o processo de reassentamento depois de criarmos condições para o efeito”, explicou Nhombe.

Importa referir que para facilitar os investidores para sua instalação na Zona Económica Especial, o Gazeda tomou a iniciativa de construir de raiz um edifício onde para além de funcionar esta instituição, conta igualmente com um Balcão de Atendimento Único (BAÚ), cuja finalidade é de simplificar todos actos processuais relativo à legalização e registo de qualquer tipo de actividade e serviços na ZEEN.

Para o seu pleno funcionamento, o BAÚ deve contar com um conservador de registos, para além de emitir alvarás normais, ao contrário d certificados que estão a ser emitidos presentemente. A entrada em funcionamento deste balcão permitiu reduzir para somente duas horas o tempo de emissão de alvarás para os empresários interessados em abrir negócios na Zona Económica Especial de Nacala.


Sofala já absorveu mais de 111 milhões

Mais de 111 milhões de meticais foram alocados aos mutuários na província de Sofala em 2012, no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgos “sete milhões’’ para actividades ligadas à produção de comida e melhoria da produtividade agrária, de uma forma geral.

Sofala já absorveu mais de 111 milhões


Ao revelar o facto no domingo último, na Beira, o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina disse ainda que no âmbito do Programa Estratégico para a Redução da Pobreza Urbana, a capital de Sofala beneficiou de aproximadamente 30 milhões de meticais desde 2011 e, para o Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis foram disponibilizados cerca de 641 mil meticais.

Falando na cerimónia de entrega dos primeiros cheques às associações juvenis e jovens empreendedores do bairro da Munhava que beneficiaram do financiamento no âmbito do programa Pró-Jovem, Vaquina disse que o Governo tem estado a potenciar as comunidades visando o combate à pobreza.

Sem revelar o número de projectos cobertos por aquele fundo, o 1º Ministro assegurou que as acções financiadas garantem um desenvolvimento harmonioso das comunidades, tanto na minimização do desemprego, aumento de produção de comida, desenvolvimento tecnológico, entre outros.

 “Este processo tem a grande vantagem de ser auto-sustentável, auto-multiplicador e virtualmente infinito, desde que quem recebe depois devolva, para a permanente reconstituição do fundo’’, destacou o PM.

Por isso, segundo aquele governante, ao apresentarem projectos cuja viabilidade económica e impacto esperado corresponde às expectativas da comunidade local e do Governo, os jovens beneficiários têm a responsabilidade de não defraudar.

Lembrou aos jovens o facto de os fundos do Pró-Jovem serem rotativos de modo que “alguns jovens receberam hoje (domingo), mas mais e mais jovens serão abrangidos pelo programa nos próximos anos, à medida que os beneficiários forem reembolsando os valores emprestados uma vez que foi graças à devolução de fundos pelos primeiros beneficiários de Maputo e Matola que foi possível expandir o programa, primeiro para a cidade de Nampula e depois para Quelimane”.


Três novos postos de abastecimento de gás comprimido



Tês novos postos de abastecimento a gás natural comprimido (GNC) vão abrir em breve na cidade de Maputo e na Matola como forma de oferecer alternativas aos automobilistas que usam aquele recurso que até ao momento dependem de dois postos situados junto à Mozal e dos Transportes Públicos de Maputo.

Com relação aos novos postos em perspectiva, a nossa fonte indicou que se trata de uma parceria entre a Auto-Gás e a Petromoc e estarão localizadas no Jardim, em Mahlampsene nas bombas da Petromoc/Sasol e na Avenida das Indústrias, próximo à Majugar.

Questionado sobre a localização destes três postos, a fonte deu conta que teve-se em conta os consumidores e também a necessidade de ter uma redundância no sistema.

Segundo indicou, a maior parte dos consumidores de gás fazem rotas longas com idas a Boane, Mahlampsene ou mesmo a Liberdade e gastam muito combustível e careciam de uma resposta em termos de disponibilidade de combustível nestes percursos.

Com relação à redundância, a nossa fonte disse que as bombas de Mahlampsene, assim como da Avenida das Indústrias, estão localizadas próximo ao pipeline que transporta o gás de tal modo que, em caso de avaria no ponto de toma junto à Mozal, será possível continuar a ter GNC para abastecer os outros postos sem dificuldades.


Vale projecta 4.5 milhões de toneladas de carvão em 2013

A Vale espera, este ano, produzir e exportar para os principais mercados mundiais cerca de 4.5 milhões de toneladas de carvão, extraído nas minas a céu aberto na Bacia Carbonífera de Moatize, no âmbito do Programa Carvão de Moatize.

Vale projecta 4.5 milhões de toneladas de carvão em 2013


Em 2012, aquela operadora conseguiu explorar e comercializar nos países europeus cerca de dois milhões de toneladas daquele mineral que foi transportado em 1000 comboios puxando cada, 42 vagões até ao Porto da Beira, via linha-férrea de Sena.

Actualmente, a Vale realiza seis comboios diários com 42 vagões cada transportando uma média de 15.876 toneladas de carvão mineral de Moatize, em Tete, até o Porto da Beira, em Sofala.

A assessora de imprensa da Vale, Esperança Macovela disse ao nosso jornal que a partir de finais do próximo ano, 2014, o carvão da Vale será transportando numa nova linha-férrea que ligará as minas ao Porto de Nacala, em Nampula.

“Para suportar as grandes quantidades de carvão a serem produzidas nos próximos tempos, a Vale em parceria os CFM estão a concluir a linha-férrea para Nacala que vai passar em trânsito pelo vizinho Malawi”, disse a nossa fonte.

Entretanto, nos últimos dois anos, aquela empresa em coordenação com diversos actores do governo e da sociedade civil, arrancou o programa de melhoramento das condições de vida da população reassentada em Cateme e no bairro 25 de Setembro, na vila do Município de Moatize.

Assim, no próximo mês de Fevereiro, a empresa Electricidade de Moçambique contratada pela Vale, vai terminar o trabalho de expansão e melhoramento da rede de distribuição de energia eléctrica em Cateme, com a implantação de uma nova linha de transporte de energia eléctrica num percurso de 35 quilómetros e melhoramento da iluminação pública e domiciliária.

Em relação às vias de acesso rodoviárias, a Vale, está desde de Outubro último, a asfaltar cerca de 8,5 quilómetros de estrada, no troço que liga o povoado de reassentamento de Cateme no cruzamento da Estrada N7.

A acção enquadra-se na materialização do Memorando de Entendimento e Complementar ao Plano de Acção de Reassentamento, entre o Governo de Tete e a Vale, assinado em Julho de 2012, na sequência do motim protagonizado pelos reassentados em Cateme em Fevereiro do mesmo ano.

As obras em curso incluem ainda a disponibilização de sistemas de drenagem de águas ao longo da estrada, reabilitação e construção de duas pontes, acções que permitirão a circulação normal de viaturas naquela rodovia que dá o acesso ao Município da Vila de Moatize.

O acordo de entendimento entre o governo, a Vale e as comunidades abrangidas, integra igualmente, o estabelecimento de mecanismos de intervenção conjunta para a melhoria das condições de vida das populações reassentadas em Cateme e Bairro 25 de Setembro.

O pacote do memorando contempla por outro lado, a reestruturação e manutenção de infra-estruturas nas áreas de abastecimento de água potável para além do programa em curso de reabilitação condigna das habitações para as tornar mais consistente e duradoiras nos dois pontos de reassentamento no distrito de Moatize.

Em curso também outros programas de auto sustento e de geração de receitas na área de agricultura, Serviços de saúde, de formação técnica e profissional de curta duração e respectivos estágios profissionalizantes para estudantes das escolas públicas em Cateme e bairro 25 de Setembro para onde foram reafixadas as populações.


Cabo Delgado: Finanças públicas não atingiram metas

A direcção provincial das Finanças de Cabo Delgado arrecadou, no ano passado, apenas 528 milhões de meticais, contra a meta anual que tinha sido fixada em 553.4 milhões, o que representa uma realização de 95 por cento e um crescimento de cerca de 11 por cento quando comparados com o período homólogo de 2011 que foi de 477.5 milhões.

Cabo Delgado: Finanças públicas não atingiram metas


Estes dados constam no relatório do balanço preliminar do governo provincial apresentado na última sessão do ano de 2012, do executivo desta província que teve lugar há dias na cidade de Pemba.

Ainda de acordo com o mesmo documento, foram executados, no mesmo período, 4.646,7 milhões de meticais em despesas correntes, do limite global anual de 4.734,7, representando uma realização de 98 por cento. Para além destes valores, foram usados 559,8 milhões de meticais de investimento na componente interna da dotação de todo ano que era de 618,6 milhões de meticais.

Ainda nesta área, de acordo com o mesmo documento, destaque vai para 240.0 milhões de meticais da componente de dotação anual externa que foi de 557,7 milhões de meticais, o que corresponde a uma execução de 43 por cento.

No que tange ao desembolso do Fundo de Desenvolvimento Distrital, os vulgos “sete milhões”, o relatório aponta terem sido libertados 145.6 milhões de meticais contra 125,1 milhões de meticais do ano anterior. Ainda no mesmo período e com o valor a cima supracitado, foram financiados 1523 projectos, sendo 401 de produção de comida e 1122 de geração de rendimento. Das actividades financiadas com este orçamento, beneficiaram 1 542 pessoas destas 329 são mulheres.

Do ponto de vista do retorno, ainda de acordo com o mesmo documento que temos vindo a citar, a província obteve um valor cumulativo de 44.8 milhões de meticais o que representa uma taxa fixa de 7,45 por cento, portanto longe das expectativas quando comparado com o dinheiro gasto no financiamento dos projectos. Aponta-se como constrangimento, o desembolso tardio dos fundos aos distritos processo que se promete flexibilizar no presente ano para motivar reembolso por parte dos mutuários.


Paquitequete com mercado de peixe

O bairro de Paquitequete, em Pemba, conta com um mercado de venda de produtos pesqueiros, pertença de pescadores associados ali residentes, cuja infra-estrutura, construída basicamente de material local, foi inaugurada na última quarta-feira pelo director provincial do sector, Carvalho Mário.

Paquitequete com mercado de peixe


A infra-estrutura foi apetrechada de congeladores e de um sistema de drenagem de águas negras. Futuramente, de acordo com Anli Falume, do corpo directivo da Associação dos Pescadores Locais de Cabo Delgado (APELCAD), agremiação que se dedica à compra e revenda do pescado, vai ser construída uma cisterna para o armazenamento de água para lavagem e processamento do pescado.

A iniciativa, segundo o responsável da agremiação, está sendo promovida pelo Instituto de Desenvolvimento de Pesca de Pequena Escala (IDPPE), Delegação de Cabo Delgado, que tem apoiado a associação em questões técnicas e conta com o financiamento do GAPI. Anli Falume disse que com o mercado, a APELCAD pretende vender os produtos pesqueiros aos consumidores em melhores condições higiénicas.

“A associação pretende melhorar as suas actividades oferecendo aos consumidores, produtos de uma qualidade aceitável, preservar o meio ambiente através da promoção das acções de higiene e saúde, com vista a reduzir as doenças epidémicas” -disse Falume.

Por seu turno, o delegado do IDPPE, Manuel Daniel, presente na cerimónia de inauguração do mercado de peixe em Paquitequete, fez saber que desde 2007, altura de criação da APELCAD, a sua instituição vem trabalhando com ela, alegadamente por contemplar, nas suas actividades, a componente segurança alimentar e nutricional, um dos princípios defendidos pelo seu sector.

Disse, por outro lado, que o IDPPE vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para apoiar a associação, assim como outras existentes na província, de modo a promover as suas actividades pois, segundo afirmou, é objectivo da sua instituição desenvolver a cadeia de valores da actividade piscatória em toda província, quer na captura do pescado, quer na criação de condições da sua comercialização no mercado.


Aumenta volume de negócios no país

O InstitutoNacional de Estatísticas (INE) refere que o índice das actividades económicas do mês de Outubro de 2012, quando comparados com os do mês anterior, Setembro 2012, apontam para um aumento do nível geral do volume de negócios em 2,7 por cento.

Aumenta volume de negócios no país


O INE divulgou recentemente o “Índice das Actividades Económicas”, onde apresenta os principais resultados dos inquéritos mensais à economia, observando que no período em análise o índice das remunerações registou um incremento de 0,1 por cento e uma diminuição pouco significativa do índice do emprego em 0,4 por cento.

O aumento do Índice Geral do Volume de Negócios no mês de Outubro, segundo a fonte, foi resultado de um grande aumento registado no índice do sector da Indústria em 11,7 por cento, dos ligeiros aumentos dos sectores da energia em 0,6 por cento, do comércio em 0,2 por cento e de outros serviços em 2,0 por cento.

No sentido contrário está o índice do sector dos transportes que registou uma queda, insignificante, de 0,1 por cento enquanto que o índice do sector do turismo manteve-se estável, isto é, sem variação no mês em análise.

“Quanto à variação do Índice do Emprego, a diminuição verificada no índice total na ordem de 0,4 por cento continua a ser resultado da estabilidade verificada em quase todos sectores. Os índices dos sectores da indústria com 1,7 por cento e dos transportes com 0,1 por cento negativos, são os únicos que neste mês registaram comportamento negativo relativamente ao mês anterior”, realça o INE.

Os sectores do turismo e do comércio mantiveram-se estáveis, não registando alguma variação, enquanto, segundo o INE, o sector de outros serviços é o único que registou um aumento, em 0,1 por cento, em relação ao mês anterior.

Relativamente às remunerações, comparando ao mês de Setembro, o mês de Outubro apresenta um aumento muito insignificante de 0,1 por cento. Este aumento é resultado do nível das variações verificadas em todos sectores. Os índices dos sectores da indústria e do comércio registaram um aumento em 0,2 por cento cada, enquanto os sectores dos Transportes e de Outros Serviços registaram 0,1 por cento positivo cada.

O sector do turismo não registou variação alguma no índice de remunerações de Outubro, comparativamente ao mês de Setembro. Comparando com o mês de Outubro de 2011, os índices globais de Outubro 2012 registaram um aumento, sendo de 14,1 por cento para o volume de negócios, 10,5 por cento para as remunerações e 0,4 por cento para o emprego.

Com a Publicação nº 103, Outubro de 2012, de “Índice das Actividades Económicas”, o Instituto Nacional de Estatística divulga os principais resultados dos Inquéritos Mensais à Economia iniciados em Janeiro de 2004.

O objectivo desta publicação, é reportar o quadro geral da evolução no curto prazo de indicadores homogéneos do sector real da economia sob a forma de números índices estruturados segundo a Classificação das Actividades Económicas de Moçambique.


Obras estão atrasadas e prazos foram dilatados

As obras de reabilitação e ampliação do sistema de drenagem da cidade de Quelimane estão atrasadas em 23 por cento da sua execução física, situação que vai comprometer os prazos acordos no contrato de adjudicação entre o Governo e o consórcio Ceta/CMC.



O plano inicial de execução física preconizava que, até Dezembro do ano passado, as obra estariam em 70 por cento, mas apenas foram executadas em 46 por cento, uma situação que fará com que, definitivamente, em Março, aquele empreendimento não seja formalmente entregue ao Governo.

O primeiro-ministro, Alberto Vaquina, que visitou há dias o empreendimento, disse que o mesmo irá contribuir, sobremaneira, para a melhoria das condições de saneamento e higiene dos munícipes de Quelimane, mas observou que deve haver mais cautelas com os prazos.

O director do Millennium Challeng Acount-Moçambique, Paulo Fumane, disse quando abordado pela nossa Reportagem que face ao incumprimento dos prazos, foram estabelecidas novas datas com o empreiteiro, passado de Março para 30 de Junho deste ano como data limite para recepção da obra por parte do Executivo moçambicano. Questionámos as razões do atraso na execução das obras, mas o nosso interlocutor remeteu-nos a abordar o representante do consórcio, entretanto, de férias fora do país. Quando insistimos, Paulo Fumane disse que um dos factores que está a concorrer para o incumprimento está relacionado com o longo prazo de mobilização dos equipamentos e materiais para dar início das obras de reabilitação e ampliação do sistema de saneamento da capital provincial da Zambézia.

Antes da fixação de novas datas, o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, tinha dito, em Agosto do ano passado, depois de visitar a infra-estrutura que o Governo iria tomar medidas drásticas contra os empreiteiros que não cumprissem com as cláusulas contratuais da execução das obras financiadas no contexto do compacto do Governo.

Questionámos ao chefe da edilidade de Quelimane, proprietária da obra sobre os passos que seriam tomadas. A propósito, Manuel de Araújo afirmou-se indignado com o aparente silêncio do Governo que quase nada está a fazer para pressionar a empreiteiro a cumprir rigorosamente com o que está estabelecido no contrato de adjudicação.

O presidente do Conselho Municipal da cidade de Quelimane afirmou, por outro lado, que o incumprimento dos prazos por si já é um mau sinal e pior ainda quando o Governo americano, financiador das obras, tem vindo a dizer que Moçambique pode não ser elegível para outro compacto por causa do incumprimento dos prazos.

As obras de reabilitação e ampliação do sistema de saneamento de Quelimane estão avaliadas em mais de 26 milhões de dólares norte-americanos, financiados pelo Millennium Chalenge Corporation (MCA).

Entretanto, o directo do MCA-Moçambique, Paulo Fumane, diz que não haverá reforço do valor e quando o novo prazo, 30 de Junho, não for novamente cumprido poderão ser tomadas medidas.  


Moçambique negocia compra de trigo na Argentina

Moçambique negocia compra de trigo na Argentina


O governo de Moçambique está a negociar com as autoridades da Argentina o fornecimento garantido de trigo e a preços fixos às empresas de moagem do país, disse o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga.

Citado pela agência noticiosa moçambicana AIM, o ministro precisou que objectivo é garantir a estabilidade de preços do trigo no país e reduzir os encargos do governo referentes ao pagamento de subsídio às empresas de panificação.

Apesar de possuir grande potencial para produzir trigo, Moçambique ainda é um país fortemente dependente da importação deste produto cujos preços nos mercados internacionais têm sido caracterizados no passado recente por uma grande volatilidade.

“Com este acordo vamos poder comprar o trigo a preços fixos, o que significa que as aquisições feitas por exemplo em Junho, Agosto ou Setembro serão feitas na base de um preço fixo, previamente estabelecido, ainda que no mercado internacional os preços se alterem”, concluiu.

Antecipando que as negociações poderão ficar concluídas até Junho próximo, Inroga salientou que até essa data ainda haverá um encontro entre as partes que poderá decorrer ou em Maputo ou em Buenos Aires.

A aquisição de trigo é actualmente efectuada pelas empresas de moagem de Moçambique que depois distribuem a farinha pelas panificadoras e restantes indústrias alimentares.

Em 2010, o governo estabeleceu um subsídio as moageiras para minimizar o impacto da volatilidade de preços do trigo no mercado internacional, tendo no caso de 2012 sido inscrito no Orçamento de Estado o montante de 615,3 milhões de meticais para subsidiar a farinha de trigo.


Município de Maputo arrecada 1,2 biliões de meticais de impostos

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) arrecadou no ano passado 1,2 biliões de meticais (cerca de 41 milhões de dólares) de receitas de impostos, anunciou ontem o Vereador das Finanças da Cidade de Maputo, Rogério Nkomo.


Município de Maputo arrecada 1,2 biliões de meticais de impostos


Este montante inclui o Imposto Predial Autárquico, Imposto Pessoal Autárquico, Imposto Autárquico SISA, Imposto Autárquico Veículos e a Taxa por Actividade Económica.

O facto foi revelado durante a visita do Presidente do CMCM, David Simango, nos Postos de Cobranças de Impostos dos distritos urbanos da cidade de Maputo, e que tinha como objectivo avaliar o seu funcionamento.

`Em termos globais as metas foram ultrapassadas em cerca de dois ou três por cento. É verdade que o Imposto Predial e a Taxa de Actividade Económica não atingiram 100 por cento, mas houve impostos de grande impacto que ultrapassaram a receita e conseguiram cobrir aquelas, cujas metas não foram alcançadas,´ disse Nkomo.

Segundo Nkomo o facto deve-se a falta de pagamento por parte dos contribuintes.

`Cerca de 1.000 contribuintes não pagaram o Imposto Predial, mas estamos a notificar os devedores, de modo a pagarem, mas já com multa. Caso não paguem vamos remeter processos para prosseguirmos com outros procedimentos,´ disse.

O mesmo não aconteceu com o SISA. Segundo Nkomo, o município arrecadou cerca de 98 milhões de meticais de imposto de SISA, um valor que supera a meta estabelecida para o ano de 2012.

Na ocasião, Nkomo revelou que o Município prevê arrecadar no presente ano 1,4 biliões de meticais (cerca de 47 milhões de dólares).

Na ocasião, o edil da cidade de Maputo, manifestou a sua satisfação com o desempenho dos postos de cobrança.

`A procura é fraca nos distritos Ka Mavota e Ka Mubukwana, comparativamente aos distritos da zona de cimento. O mesmo não se pode dizer em relação ao distrito Ka Mphumo, que fica na zona cimento´ lamentou.

Durante a sua visita Simango disse ter verificado enchentes na recebedoria do distrito de Ka Mpfumu, devido a um corte de energia eléctrica.

`É justa toda reclamação. Temos que nos organizar de modo a evitarmos a oscilação de energia,´ referiu...


Barclay´s Bank aumenta capital social em Moçambique

Banco diz que aumento de capital constitui um sinal de compromisso dos accionistas do Banco relativamente às oportunidades de negócio e de financiamento que a economia moçambicana oferece.

Barclay´s Bank aumenta capital social em Moçambique

O Barclays Bank Moçambique aumentou o seu capital social de 1,5 mil milhões de meticais para 3,3 mil milhões de meticais (um dólar equivale a cerca de 29,5 meticais ao câmbio corrente), o segundo realizado na história desta instituição financeira, noticiou a AIM.


O primeiro ocorreu em 2010 e resultou num incremento do capital de 27 milhões de dólares, uma soma que foi aplicada no financiamento do projecto para a Redefinição e Modernização da sua Plataforma Informática.

Informações da instituição referem que o processo de aumento do capital social foi concluído com "sucesso" e em conformidade com o disposto na Lei das Instituições de Crédito.

Para os gestores do banco, este aumento constitui um acontecimento assinalável e que traduz um sinal de compromisso dos accionistas do Banco relativamente às oportunidades de negócio e de financiamento que a economia nacional oferece.

"Este aumento constitui uma importante alavanca para a consolidação do Banco enquanto agente económico relevante no sector financeiro nacional. Outrossim constitui uma boa nova para os clientes do Barclays em Moçambique que vêem, deste modo, alargadas as possibilidades de contraírem empréstimos de maior valor relativo e constitui um bom prenúncio para o ano de 2013 que em breve inicia", referem os gestores da instituição.

O Barclays é um dos maiores bancos privados de Moçambique, cuja estrutura accionista inclui o grupo sul-africano ABSA com 80 por cento.

Em Moçambique, o Barclays conta com cerca de mil trabalhadores, mais de 50 balcões, cerca de 100 caixas automáticas (ATM,s) e 700 máquinas de pagamento POS.


FMI considera desempenho económico de Moçambique "extraordinário"

FMI considera desempenho económico de Moçambique "extraordinário"


As conclusões da 5ª avaliação do FMI à economia de Moçambique dão nota positiva ao desempenho económico do país. Em comunicado divulgado hoje na sua página oficial, a agência financeira das Nações Unidas destaca os resultados singulares a nível do crescimento económico, com o Produto Interno Bruto (PIB) a registar um crescimento de cerca de 7,5 % no ano corrente.

Segundo o FMI, o carácter excepcional deste números prende-se com o facto de Moçambique ter suportado a desaceleração económica mundial e os riscos da crise financeira mundial. O país perserverou na rota de um forte crescimento graças a um "desempenho robusto do sector dos serviços e de um contributo mais significativo do que esperado do sector do carvão". O FMI destaca políticas económicas sólidas que bem-sucedidas no apoio ao crescimento, na diminuição da inflação e no reforço das reservas internacionais.

Não obstante as boas previsões para 2013, o empresariado moçambicano manifesta preocupações devido à actual situação política de Moçambique. Devido às divergências que opõem a FRELIMO no poder e a maior força da oposição, a RENAMO, os empresários tem verificado uma quebra no investimento nacional e estrangeiro no país. Mais pormenores com Orfeu LIsboa, nosso correspondente em Maputo.


Crédito bonificado pode estimular o auto-emprego - defendem estudantes da UCM

O Governo deve adoptar políticas que estimulem o empreendedorismo através do crédito bonificado aos estudantes finalistas do Ensino Superior que apresentem projectos de auto-emprego financeiramente sustentáveis.

Crédito bonificado pode estimular o auto-emprego - defendem estudantes da UCM


Esta é a opinião unânime dos estudantes finalistas da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Católica de Moçambique em Quelimane, proferida por ocasião da primeira Feira de Simulação Empresarial, que teve ligar há dias naquele estabelecimento de ensino.

Para os estudantes não basta dizer que os jovens devem ser empreendedores quando na verdade não há incentivos que possam juntar o conhecimento técnico-profissional e o crédito bancário para viabilizar as iniciativas empresariais juvenis.

José Pedro é um dos estudantes entrevistado pela nossa Reportagem no final do evento, o qual teceu críticas sobre as políticas do Executivo que não robustecem o auto-emprego pelo facto de não criar uma linha específica de crédito para os finalistas, uma vez que a banca exige garantias que, entretanto, os estudantes ainda não possuem.

Leonilde Ferreira é outra finalista que naquela feira criou uma empresa fictícia virada à educação infanto-juvenil. Aquela estudante disse que o Executivo deveria aproveitar os ensinamentos deixados pelo ex-presidente do Brasil sobre como combater a pobreza, estimulando o nascente de empresas jovens que possa galvanizar a economia do país.

Os estudantes dos cursos de licenciatura em Economia, Gestão de Empresas, Contabilidade e Auditoria da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas afirmaram que têm conhecimentos muito sólidos para serem grandes empreendedores, mas enfrentam limitações financeiras para viabilizar os projectos empresariais por si desenhados. É nesse sentido que pedem ao Governo para encontrar junto da banca e outros credores formas alternativas de financiamento das empresas que serão criadas por si.

O director da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas, Armindo Tambo, disse na ocasião, que a Feira de Simulação Empresarial aparece como resposta ao desemprego, combate à pobreza e sobretudo para mostrar caminhos possíveis para que o estudante, recém-formado, encontre forma de se afirmar no mercado empresarial.

O Armindo Tambo disse, em conversa com a nossa Reportagem, que o principal objectivo é estimular a criação de empresas juniores, fazendo com que os estudantes apliquem as ferramentas intelectuais adquiridas durante o curso na prática.

O projecto visou igualmente estimular o empreendedorismo, sabendo fazer, estar e ser a nível empresarial e de negócios, fundamentalmente, numa altura em que as organizações disputam o escasso mercado, apostando na competição e competitividade.

“Este projecto incentiva e faz com que os estudantes sejam mais criativos, inovadores e que tenham o espírito empreendedor”, disse Armindo Tambo, para quem a Universidade Católica de Moçambique é a primeira instituição do Ensino Superior a nível nacional a implementar o projecto simulação empresarial.

Os estudantes são acompanhados atentamente pelos docentes com formação na área empresarial que privilegia na sua acção docente a elaboração de plano de negócios que engloba o plano estratégico, estudo do mercado, plano operacional e financeiro, estudo de viabilidade económica, legalização da empresa, conhecimentos sobre os impostos.O director da Faculdade de Ciências Sociais e Políticas da UCM disse que após a formação não só na simulação mas, fundamentalmente, ao longo do curso vai contribuir para que não esperem que sejam empregados mas que possam criar os seus próprios empregos e criem condições de empregabilidade para outros jovens. O outro objectivo da simulação empresarial vai fazer com os estudantes finalistas identifiquem e façam o uso das oportunidades oferecidas pelo mercado e desenvolvam actividades empreendedoras com vista com vista a satisfazer o desenvolvimento da província da Zambézia de um modo particular e do país em geral.Entretanto, a directora provincial da Indústria e Comércio, Josefa Sing Sang, em representação do Executivo da Zambézia apelou aos finalistas para se candidatarem aos fundos de combate à pobreza e a banca comercial para viabilizarem os seus projectos.Participaram, no evento, cento e dez estudantes finalistas, o Governo, sector privado e sociedade civil.


Feira agrícola movimenta produtores em Nampula

A Cidade de Nampula, concretamente o recinto da feira dominical, acolheu recentemente uma grande feira agrícola que contou com a participação de dezenas de produtores oriundos de todos os distritos, incluindo da capital provincial. O evento tinha como objectivos mostrar as potencialidades agrícolas que a região possui e dar oportunidade aos residentes de comprarem produtos expostos a preços acessíveis e, por isso, passarem condignamente as festas de Natal e do fim de ano.

Feira agrícola movimenta produtores em Nampula


Dados recolhidos pela nossa Reportagem junto do centro de promoção agrícola em Nampula, que organizou a referida feira, referem que a mesma se destinava igualmente a incentivar os produtores a aumentarem a produção e produtividade agrícolas, com destaque para as hortícolas, cultura que contribui para a melhoria da dieta alimentar das populações.

É que província de Nampula, a mais populosa de Moçambique, apesar de ser uma das maiores produtoras de alimentos no país, apresenta índices preocupantes de malnutrição, sobretudo em crianças, facto que se pensa estar associado a hábitos alimentares, daí que esforços estejam a ser feitos com vista a inverter o cenário.

Segundo constatou a nossa Reportagem, na maior parte das bancas da feira estavam expostos produtos como arroz, amendoim, farinha de milho e trigo, variedades de hortícolas, frango congelado e vivo, cabritos, tomate, cebola, alho, feijões, castanhas de caju, mandioca fresca, peixe fresco, farelo para animais, frutas e fruteiras, entre outros que chegaram a ser disputados pelos potenciais compradores.

Alguns expositores consideram a iniciativa da feira de muito positiva, uma vez que, além de demonstrarem as potencialidades produtivas dos distritos, conseguiram vender aos munícipes da cidade de Nampula que acorreram em massa ao local. Tal é caso de Omar Adamo, que disse ter vendido tudo o que trazia, concretamente amendoim, milho, mangas e hortaliças, sendo que o dinheiro resultante dessa venda vai ajudá-lo a adquirir principalmente sementes para a presente campanha agrícola. Ele apelou aos organizadores daquela feira para que promovam mais eventos do género na província, pois incentivam os produtores a dedicarem-se mais à produção agrícola.

De igual modo, alguns compradores da cidade de Nampula consideraram de muito oportuna a realização daquela feira, pois que ela acontece num momento das festas de Natal e do fim de ano, em que normalmente os preços dos produtos sobem.  


Riquezas no subsolo atraem multinacionais a Tete

A província de Tete regista, nos últimos tempos, uma afluência de grandes empresas multinacionais para a prestação de serviços no âmbito do programa de carvão de Moatize. Tais são os casos da Firestone, Bridgestone, Triangle, Trelleborg e Belshina representados desde Agosto último pela IMEX, responsável pelo fornecimento de pneus para camiões que transportam carvão mineral do fundo das minas à superfície.

Riquezas no subsolo atraem multinacionais a Tete


Por outro lado, estão a emergir na cidade de Tete outras empresas que prestam serviços de confecção de alimentos para os funcionários e operários das empresas mineradoras na bacia carbonífera de Moatize. O director provincial da Indústria e Comércio de Tete, António Gero, explicou que o surgimento destas empresas veio galvanizar o desenvolvimento do sector que dirige naquela região do país.

“A entrada destas empresas na nossa província gera um rendimento em termos de receitas aduaneiras colectadas pela Autoridade Tributária” -disse António Gero. Referiu que, num futuro próximo aquelas empresas vão montar indústrias de fabrico de equipamentos diversos.

Para o director da Indústria e Comércio, em Tete, a instalação de várias empresas de ramo industrial, está a contribuir significativamente para o combate ao desemprego naquele ponto do país, uma vez que muitos cidadãos moçambicanos estão a ser enquadrados nos postos de trabalho abertos por estas instituições.



Mercado grossista do Zimpeto triplica receitas

As receitas mensais colectadas no mercado grossista do Zimpeto, arredores na capital moçambicana Maputo, triplicaram nos últimos cinco anos.

Mercado grossista do Zimpeto triplica receitas


O incremento, segundo o presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, deve-se ao actual aumento das cobranças que rondam 750 mil meticais por mês.

Em 2007, quando o mercado começou a funcionar, cobrava-se mensalmente um total de 250 mil meticais.

O mercado grossista do Zimpeto está vocacionado à venda a grosso de produtos frescos diversos e outros bens de consumo.

Falando durante a cerimónia de inauguração, quarta-feira, de dois frigoríficos para a conservação de produtos frescos, Simango disse que “neste mercado comercializam-se produtos agrícolas através da venda a grosso e não em montinhos”.

Em geral, diariamente o mercado tem disponíveis 250 toneladas de produtos frescos diversos, dos quais 200 a 220 toneladas correspondem só ao tomate.

Nesta época de preparativos para a quadra festiva do Natal e Fim-do-ano, o mercado tem disponíveis por dia 300 toneladas de produtos frescos diversos.

As quantidades, segundo a AIM apurou, vão manter-se no mercado pelo menos até Janeiro de 2013.

O aumento das quantidades visa garantir disponibilidade dos produtos e amortizar os preços dos mesmos, objectivo que não está a ser alcançado.

Os preços da batata-reno e cebola, dos mais procurados nesta época já subiram, chegando o saco de 10 quilogramas daquele tubérculo (batata reno) a custar entre 260 e 280 meticais (pouco mais de nove dólares americanos) contra os 190 meticais (seis dólares) no início do mês.

Enquanto isso, o preço do saco de cebola também de 10 quilograma que, no mesmo período, custava 150 meticais, agora chega a custar agora 220 meticais.

O administrador do mercado, Moisés Covane, tranquiliza os consumidores, garantindo que “nos próximos dias os preços destes produtos vão baixar, uma vez que estão disponíveis em quantidade considerável”.

Segundo Covane, o aumento de preços deriva da chegada tardia de alguns produtos, sobretudo os importados da África do Sul.

O mercado grossista do Zimpeto entrou em funcionamento em Maio de 2007 e conta com 112 bancas, 250 espaços para camiões, quatro quiosques, um banco e um parque de estacionamento de viaturas.