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Morreu o guitarrista Chico Ventura

Perdeu a vida na madrugada da última segunda-feira na cidade de Nampula, vítima de doença, o músico e guitarrista Chico Ventura.

Morreu o guitarrista Chico Ventura


Ventura, natural da cidade da Beira, no centro do país, notabilizou-se no mundo musical na década de oitenta, quando participou na criação de bandas musicais como Eyuphuro, onde tocou ao lado de nomes como Salvador Maurício, Gimo Abduremane e Zena Bacar, para além dos Massukos.

Com Chico Ventura, os Eyuphuro gravaram o seu primeiro CD “Mama Mosambique”, para além das inúmeras viagens pelos quatro cantos do mundo. Das músicas que constam deste álbum se pode escutar a mestria do Chico Ventura e o seu estilo único de tocar a guitarra solo sem “descasar” com os ritmos tradicionais da província de Nampula e os instrumentos tradicionais que eram a marca dos “Eyuphuro”.

Terminada a sua aventura nos “Eyuphuro”, Chico Ventura partiu para uma nova aventura, desta feita na província do Niassa, onde continuou a partilhar as suas qualidades com os músicos daquela cidade. Foi assim que conviveu com os Massukos durante os primeiros anos da sua formação como agrupamento musical. Anos mais tarde regressaria a Nampula para lá se instalar definitivamente.

O músico, que nos últimos tempos andava ausente das lides musicais por não gozar de boa saúde, morre aos 54 anos de idade deixando viúva e dois filhos.

O funeral, segundo fontes familiares, realiza-se hoje no Cemitério Novo.


Zambézia - Três mil pessoas acessam às infra-estruturas de desenvolvimento

Zambézia - Três mil pessoas acessam às infra-estruturas de desenvolvimento


Trata-se de infra-estruturas construídas na Vila de Milénio de Malua, no distrito de Alto Molócuè, norte da província da Zambézia, nomeadamente um centro de transferência de tecnologias para o desenvolvimento do capital humano, centro de saúde e uma escola primária completa, esta última que inscreveu para o presente ano lectivo 260 alunos da primeira a sétima classes.

Dados apurados pela nossa Reportagem indicam que a escola, construída de raiz e apetrechada com mobiliário para alunos e professores, está avaliada em mais de um milhão de meticais, financiamento do Executivo moçambicano e do Governo japonês. Enquanto isto, o centro de saúde e o de transferências de tecnologias para o desenvolvimento do capital humano foram reabilitados e refuncionalizados às actuais necessidades de desenvolvimento social e económico daquele distrito localizado no norte da província da Zambézia.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Louis Pelembe, que presidiu, há dias, a cerimónia de inauguração daquelas infra-estruturas, pediu à população da Vila de Milénio de Malua para a necessidade de melhor conservar as instalações e tirar maior proveito delas para resolver problemas concretos que apoquentam os residentes locais.

De acordo com Pelembe, a implementação do programa Vilas de Milénio, está a melhorar os rendimentos agro-pecuários das comunidades de Malua, visto que os produtores têm agora outras necessidades como o agro-processamento, ração para alimentar os seus frangos e uma escola técnico-profissional, entre outras. “A Vila de Milénio, em Malua, deve gerar rendimentos que possam reduzir a dependência da população”, disse Louis Pelembe, para quem os produtores agrícolas, criadores de frangos e os que abraçaram outras actividades como, por exemplo, corte e costura e outras devem sentir melhorias nas suas vidas.

Aquele governante apelou aos pais e encarregados de educação para incentivarem os filhos a estudarem para resolver os problemas locais, na medida que o Executivo e os seus parceiros de cooperação estão a criar condições que aumentam a competência de pensar e fazer, principalmente, os jovens do distrito de Alto Molócuè, o que se reflecte na criação de condições infra-estruturas e transferência de tecnologias.


Zambezia - Morrumbala: Oito mil produtores aprendem técnicas agrícolas



O coordenador distrital do Projecto de Apoio aos Pequenos Produtores Orientados para o Mercado, em Morrumbala, Paulo Brito, disse há dias à nossa Reportagem que muitos produtores e criadores de animais contemplados no empreendimento estão a melhorar as suas condições sociais, nomeadamente através da construção de casas melhoradas, aquisição de motorizadas e início de outros negócios para aumentar as suas rendas.

Para viabilizar o projecto, que visa ajudar os produtores a acessar aos mercados ruais, o Banco Mundial investiu, nos últimos três anos, mais de 18 milhões de meticais. Paulo Brito disse à nossa Reportagem que o dinheiro foi aplicado para a reabilitação de 70 quilómetros de estradas rurais, construção de celeiros melhorados do tipo Gorongosa, quatro mercados rurais e oito casas para os extensionistas contratados para assistir os produtores.

O nosso entrevistado disse que os produtores enfrentavam muitas dificuldades de colocação dos seus excedentes nas feiras agrícolas pelo facto de as estradas não permitirem a entrada dos operadores económicos para a comercialização. Devido ao investimento feito, foram seleccionadas estradas geoestratégicas para a economia do distrito para a sua reabilitação, o que permite, desde o ano passado, maior fluxo de trocas comerciais e realização feiras agrícolas.

Os camponeses associados foram assistidos pelos técnicos extensionistas em técnicas que elevaram a produtividade por hectare. Os beneficiários foram, igualmente, treinados em matéria de gestão de micro projectos para garantir a sustentabilidade das suas iniciativas empreendedoras até ao final deste ano quando terminar o empreendimento. Vários projectos de geração de renda estão a ser implementados por um total de 131 associações em Morrumbala.  

Entretanto, está ainda em execução uma outra vertente de apoio. Trata-se do Fundo de Investimento Agrícola e Ambiental para a promoção da pesca artesanal sustentável. No terreno, as 12 associações que receberam os quites de pesca estão treinadas para usar melhor as artes de pesca.

Segundo Paulo Brito, os pescadores usavam a rede mosquiteira para a pesca, o que arrastava tudo e perigava a existência das espécies. “ Pouco a pouco há uma tendência de mudar as artes. Nós não estamos a ensinar a pescar mas como devem pescar para preservar as espécies para as novas gerações”, disse o nosso entrevistado, para quem os resultados são bons porque, actualmente, aparece no mercado a tilapia e outras espécies da mesma família maiores, o que não acontecia há três anos.


Festival da Marrabenta junta-se a festa do Gwaza Muthini

Festival da Marrabenta junta-se a festa do Gwaza Muthini

A VI edição do Festival Marrabenta será um dos atractivos das comemorações do Gwaza Muthini, que se assinala este sábado na vila-sede do distrito de Marracuene, na província de Maputo.

Gwaza Muthini é uma cerimónia que evoca a resistência anticolonial que resultou na célebre batalha de Marracuene de 1895 que opôs os guerreiros do Império de Gaza comandados por Ngumgunhane ao exército colonial português.

Segundo os promotores do evento, para além de Gwaza Muthini, o VI Festival da Marrabenta, a decorrer de 01 a 03 de Fevereiro próximo, vai escalar o Centro Cultural de Matalane, também no distrito de Marracuene, e o Centro Cultual Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo.

Sob lema central “Integração de Gerações e Internacionalização do Festival”, a presente Edição do Festival Marrabenta tem como o convidado especial o compositor e intérprete Sam Mangwana, cuja produção artística tem como base de inspiração sons de países tão diversificados como Angola, Moçambique, Cabo Verde e Congo.

Sam Mangwana, artista que se popularizou entre os moçambicanos na década 80/90 com os temas Marrabenta - Vamos para o campo (Marracuene) e Tio António, vai actuar no festival juntamente com os músicos nacionais Neyma, Cheny Wa Gune, Dilon Djindji, Childo Tomas, Roberto Chitsonzo, Alberto Mula (Manjacaziano) e Xidimingwana.

Actuarão igualmente no Festival a Orquestra Djambu, Makwaela dos TPM e Radio Marrabenta.

Nascido em Kinshasa (Republica Democrática do Congo) de pais angolanos, Sam Mangwana é considerado um dos principais cantores e inovadores de rumba congolesa, uma forma musical que tem dançarinos animados e ouvintes da mesma forma em todo o continente Africano.

Vulgarmente conhecida como Soukous, rumba congolesa combina hip-balançando ritmos com guitarras e vocais líricos para criar uma música cujo impacto continua atrair a atenção de pessoas de várias gerações.

Por questões de agenda, o artista congolês é esperado na capital moçambicana no próprio dia do arranque do Festival, 01 de Fevereiro.

Associado ao programa do Festival, estão programados alguns concertos (da Marrabenta) a terem lugar de 19 a 31 de Janeiro corrente, em diferentes centros cultuais da cidade de Maputo e arredores.


Presidente da República lamenta morte do pintor Samate

O Presidente Armando Guebuza apresentou ontem, em Maputo, uma mensagem de condolências pela morte, no dia 2 de Dezembro, do artista plástico Samate Mulungo, vítima de doença.

Morreu pintor moçambicano Samate Mulungo


Na sua missiva, o Chefe do Estado afirma que o país perdeu um dos seus carismáticos ícones culturais e que os fazedores das artes e cultura viram se privados de uma das fontes da sua inspiração. Guebuza destaca ainda o facto de as obras do malogrado veicularem mensagens de revolta e de denúncia das injustiças da dominação estrangeira e incutiam a auto-estima, o espírito nacionalista e a necessidade de auto-superação como povo para vencer os desafios actuais. À família enlutada o estadista apresenta as mais sentidas condolências e palavras de solidariedade e de encorajamento para que consiga soerguer-se da prostração.



Autor de "Nós Matamos o Cão Tinhoso é homenageado hoje em Maputo

Autor de "Nós Matamos o Cão Tinhoso é homenageado hoje em Maputo


A Associação Cultural Kuluyngwana homenageia hoje, a partir das 18:00 horas, nas instalações da Kulumgwana, Estacão Central dos Caminhos de Ferro de Moçambique, o escritor moçambicano Luís Bernardo Homwana, pelos seus 70 anos de vida, através de uma exposição que se debruça sobre os textos que compõem a obra “Nós Matamos o Cão Tinhoso”, uma das melhores obras literárias africanas do século XX.

“Nós Matámos o Cão Tinhoso” é um livro de sete contos publicado em 1964 e considerado uma obra fundacional da literatura moçambicana moderna. Os contos incluídos no livro são “Nós Matámos o Cão Tinhoso”, “Dina”, “Papa, Cobra, Eu”, “As Mãos dos Pretos”, "Inventário de Imóveis e Jacentes”, "A Velhota" e "Nhinguitimo". Para além do português, a obra já foi publicada em inglês, francês e espanhol.

A obra foi escrita durante o tempo que Honwana passou na prisão, quando foi preso ao 22 anos pela polícia política portuguesa, com o objectivo de demonstrar o racismo do poder colonial português. O livro exerceu uma grande influência na geração pós-colonial de escritores moçambicanos.

O universo social e cultural moçambicano durante a época colonial é o centro da análise das narrativas de “Nós Matámos o Cão Tinhoso”, onde cada personagem representa uma diferente posição social.


Azagaia confessa ter destruido sua vida por causa das drogas (c/ video)

Azagaia confessa ter destruido sua vida por causa das drogas

O cantor moçambicano Azagaia, conhecido pelas suas músicas de forte intervenção social, surpreendeu a todos, ao afirmar no programa atracções que, foi viciado em suruma por dois anos, e encontra-se hoje a viver em Namaacha afim de tratar-se do vício.

Azagaia confessou que por causa das drogas perdera o emprego, sua esposa, amigos e o amor das suas três filhas. Aproveitou a ocasião para pedir perdão, de joelhos, a esposa que o acompanhava.

Visivelmente emocionado, o artista desabafou sobre vários aspectos da sua vida pessoal, pouco antes de apresentar sua nova música A Emboscada

Recentemente, o artista foi preso por posse de drogas mas, foi absolvido por falta de provas.

Veja o vídeo:






Concurso premia melhores fotógrafos de vida selvagem

A prestigiosa competição Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year, organizada pelo Museu de História Natural de Londres e pela BBC Wildlife Magazine, está na sua 48ª edição. Veja algumas imagens:


1 – Esta foto de pinguins imperadores na Antárctida foi a grande vencedora do concurso. Para captar a cena, o canadiano Paul Nicklen teve de esperar a passagem dos pinguins mergulhado na água congelante, usando um snorkel para respirar.


2 – O americano Steve Winter foi o vencedor na categoria foto-jornalismo  O animal retratado é um dos menos de 500 tigres de Sumatra selvagens. Steve instalou uma câmara automática para capturar a imagem. Ele teve a ajuda de um ex-caçador, hoje convertido em guarda florestal.


3 – Gregoire Bouguereau, da França, venceu na categoria Comportamento: Mamíferos como esta imagem de filhotes de chita a correr atrás de um filhote de gazela que a sua mãe havia capturado, mas não havia matado. O fotógrafo conta que, no início, os filhotes de chita não deram bola para a gazela, mas, quando ela tentou se levantar e fugir, os instintos predatórios naturais falaram mais alto.


4 – O sul-africano Kim Wolhuter venceu na categoria de Espécies Ameaçadas. Ele passou mais de quatro anos a filmar cães selvagens na Reserva Malilangwe, no Zimbábue  Ele conhece intimamente o grupo de animais. 'Eu viajei com eles, à pé, dentro da matilha, correndo com eles enquanto eles caçavam', conta.


5 – Luciano Candisani, do Brasil, foi o vencedor na categoria Comportamento: Animais de Sangue-Frio. A sua imagem mostra um jacaré de tocaia nas águas rasas e turvas do Pantanal.



Escultora faz peças de crochê com cabelo de portadores de cancro

Uma exposição em Bangcoc apresenta esculturas feitas com croché de cabelo humano para ilustrar a fragilidade do corpo e alertar à prevenção de cancro.



A exposição Hair for Hope, Esperança pelo Cabelo em tradução livre, apresenta borboletas e flores tecidas com fios de voluntários e vítimas da doença para representar o desafio da cura e o ciclo da vida.

"Escolhi utilizar borboletas porque elas passam a ideia de força e delicadeza", disse à BBC a artista plástica tailandesa Imhathai Suwatthanasilp. "Elas inspiram transformação. Nascem lagartas feias, viram borboletas lindas para logo em seguida envelhecer e morrer", explica. A vida dos insectos serve de metáfora para o desafio da cura de um cancro, pois as borboletas evocam "mudança, sacrifício, esforço, esperança e felicidade", acredita Suwatthanasilp.

Croché – A artista desenvolveu uma técnica especial para produzir imagens planas e esculturas ricamente detalhadas. Ela tece fio-a-fio as composições mesclando diferentes pontos de croché  Cada peça pequena leva cerca de uma semana para ficar pronta. O cabelo utilizado nas obras vem de portadores de cancro, que perderam os fios por causa da quimioterapia, ou de doadores, que cederam as mechas para fazer perucas aos doentes.



"O meu pai morreu de cancro, então essa dor é muito pessoal", diz Suwatthanasilp. A exposição é a segunda de uma série de instalações projectadas pela artista para chamar atenção ao tema do cancro e ressaltar a necessidade de exames de rotina na detecção precoce da doença.


Duas ruas vão receber nome de Cesária Évora na França

Duas ruas vão receber nome de Cesária Évora na França

Cesária Évora, cantora cabo-verdiana que morreu a 17 de dezembro de 2011, vai dar nome a duas ruas de cidades francesas.

Uma das vias que passará a ter inscrito o nome da artista é uma das artérias de Saint-Denis, nos arredores Norte de Paris, onde se concentra uma comunidade de cabo-verdianos.

A outra rua é uma das artérias da cidade de Colombe, a cerca de 11 quilómetros do centro de Paris.


Bibliotecas de Inhambane recebem 4500 livros

Bibliotecas de Inhambane recebem 4500 livros

O Ministro da Cultura, Armando Artur, procede hoje à entrega de 4500 livros ao Governo Provincial de Inhambane.


Versando sobre diversas temáticas, os livros se destinam à biblioteca pública e às bibliotecas municipais.

A entrega dos livros ocorre no quadro da visita que o ministro efectua a partir de hoje àquela província para o acompanhamento da implementação do plano quinquenal do Governo naquele ponto do país.


Mapiko e tufo na festa da timbila

Mapiko e tufo na festa da timbila

A Vila de Quissico, distrito de Zavala, província de Inhambane, é o centro das atenções do presente fim-de-semana, no que concerne às principais realizações culturais. Aquele ponto turístico acolhe a edição 2012 do Festival de Timbila M’saho.


Organizado pela Associação dos Amigos e Naturais de Zavala (AMIZAVA), o evento contará com a participação de 14 grupos de marimbeiros provenientes de diferentes localidades do distrito de Zavala, bem como de outros participantes daquela província.

Está ainda prevista a participação dos grupos de mapiko do distrito de Muidumbe, na província de Cabo Delgado, e do tufo do bairro de Carrupeia, da cidade de Nampula.

A participação destas duas expressões artísticas visa divulgar o património artístico a nível nacional, no quadro de acções em curso de elaboração dos processos de candidatura daquelas expressões culturais mais a dança xigubo, da província de Maputo, à lista do Património Oral e Imaterial da Humanidade. As candidaturas serão submetidas à Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

De referir que para este ano o lema escolhido foi “Plantemos o mwenje para preservarmos timbila”, um evento no qual para além do desfile de marimbeiros haverá a exibição de várias actividades culturais e recreativas, na sua maioria apresentadas por grupos locais.

Entretanto, a nível da cidade de Maputo, o Centro Cultural Franco-Moçambicano propõe-nos a partir de hoje um encontro com a arte, através do simpósio cultural “ENCONTRARTE”.

Trata-se de um ponto de encontro de reflexão entre os povos através de conferências, apresentações, exposições e outros eventos culturais.

Na Casa de Cultura do Alto Maé cai o pano do Festival de Teatro Amador – edição 2012. Para o encerramento vão ser apresentadas cinco peças teatrais, das quais três serão exibidas hoje e as restantes duas amanhã, pelos grupos “Amizade”, “São Joaquim”, “Círculo de Interesse”, “Xipalapala” e “Djessinhos”. O evento a ter lugar no período da tarde no Salão Polivalente da Casa da Cultura do Alto Maé mobilizou 26 grupos de teatro durante todo mês de Agosto.


Morre músico beirense Sutho

Morre músico beirense Sutho

Morreu ontem no Hospital Central da Beira, em circunstâncias ainda por esclarecer, o músico beirense João Sutho.

Ele faleceu depois de ter sido levado inconsciente ao hospital na manhã de ontem. Sabe-se apenas que no dia anterior havia estado na companhia de alguns amigos numa barraca algures na cidade em ambiente de cavaqueira. Sutho, como era simplesmente tratado no meio público e artístico, fez a sua última aparição pública na passada segunda-feira, na Praça do Município, actuando na recém-criada Companhia de Canto e Dança da edilidade, tendo, inclusive, sido bastante aplaudido.


Livros não são comprados apesar de lançados em actos concorridos

Livros não são comprados apesar de lançados em actos concorridos


O professor de Literatura, Francisco Noa, considera que os lançamentos dos livros são extremamente enganadores uma vez que o número de pessoas que vão a eles é inversamente proporcional ao dos que os adquirem. E mais, os poucos que os compram quase que não os lêem.

Esta inquietação foi apresentada ontem, no segundo e último dia do seminário sobre “Política do Livro e Estratégias de Sua Implementação” organizado pelos Ministérios da Cultura.

Para o moçambicano Francisco Noa, contribuem para este facto não apenas a falta de meios financeiros para se adquirirem as obras, como também a inexistência de dispositivos que criem hábitos e gosto pela leitura.

Segundo aquele académico, “os dispositivos de leitura transcendem o próprio livro”.

Debruçando-se concretamente sobre a Política do Livro, o orador mostrou-se bastante preocupado com o articulado num dos pontos da Política do Livro, referindo que das diferentes intervenções delineadas não há nenhuma referência à criação de hábitos e gostos de leitura.

Francisco Noa mostrou-se ainda preocupado com a não menção do papel da família e do professor no documento em análise, o que cria segundo ele, uma lacuna preocupante na formulação desta política. E por isso sugeriu que esta fosse uma “Política do Livro e da Leitura”.

Num seminário em que se discutiram questões como a acessibilidade dos livros, a inexistência de base de dados sobre livros publicados em Moçambique, eficácia das feiras do livro, distribuição do livro escolar, entre outros assuntos, o orador não deixou de enaltecer o papel que esta política irá desempenhar para se ultrapassar alguns constrangimentos concernentes à produção, promoção, acesso, circulação e recepção do livro no país.  


Fred Jossias é acusado de burla

Fred Jossias

O apresentador do Programa Atraccões, na TV Miramar, Jossias Frederico Matavele, mais conhecido por Fredy Jossias está metido, nos últimos dias, em esquemas de burlas, onde as suas principais vítimas são músicos que pretendem passar por aquele canal Televisivo para lançarem a sua imagem.

Segundo o jornal O planalto, o músico Djipson Mussenze, radicado e natural da província Manica, é um dos que recentemente caiu na armadilha de Fredy Jossias que orquestra o esquema de burlas na companhia do seu produtor Zeinadine Comé.

São várias denúncias de género que chegaram à redação do jornal O Planalto, mas os músicos preferiram falar sempre na condição de anonimato, sob risco de nunca serem permitidos a pisar o pátio das instalações daquele canal de Televisão, tido até então como de maior audiência no país.

Fredy Jossias e Zainadine Comé que trabalham na Rede Miramar há mais de uma década acabam de extorquir ao Djipson, em um milhão da antiga família (mil meticais atuais) que o músico não quis revelar para fazer parte do programa em alusão, numa situação que contraria a linha editorial da Rede Record.

O assessor jurídico de Djipson Mussenze, Faizal Castigo disse, passada Terça-feira, Segundo O Planalto, que o produtor e apresentador do programa atracções, Zeinadine e Fredy, respectivamente poderão responder perante o tribunal por ter burlado o seu constituinte.

Numa acusação particular já em marcha junto das instituições de administração de justiça, Djipson através do seu assessor jurídico, Faizal Castigo diz-se prejudicado pois a espectativa foi tanta que acabou defraudada.

Faizal Castigo, acrescentou que “o Djipson já apareceu publicamente em várias Televisões, mas não tem lhe sido exigido algo para lançar a sua imagem. Mesmo agora esteve na TVM nos programas Moçambique em Concerto, Cocktail Musical e Tudo as Dez, para além de ter estado no Music Box na STV, tudo a custo zero”.

Zainadine confirma, mas “foge”

Contactado pela nossa reportagem, Zainadine Comé, produtor do programa Atrações disse que o gesto de Djipson de dar algum valor monetário baseou-se em amizade e não tinha nada a ver com o Programa.

"Mas ele vai ser entrevistado um dia desses e o seu vídeo irá passar, tudo depende da nossa agenda”, resumiu Zeinadine num tom de arrogância e de seguida desligou o seu telemóvel.

Fredy não atende

O Planalto tentou, sem sucesso, ouvir a versão de Fredy Jossias, apresentador do programa atracções mas a comunicação redundou no fracasso. Quando foi contactado pela primeira vez, atendeu o celular e enquanto desenvolvia-se a explicação desligou a chamada.


Amigos Querem Fazer Inventário das Obras de Malangatana

Malangatana

Fundação Malangatana e amigos do falecido pintor moçambicano defendem a inventariação da sua obra espalhada pelo mundo e a publicação dos desenhos feitos em guardanapos que estão com todos os que lhe pediram uma lembrança.

Malangatana, falecido no ano passado, foi pintor, ceramista, ator, dançarino e poeta, com obra reconhecida em todo o mundo, mas tinha o hábito de fazer desenho livre em guardanapos para amigos, conhecidos e qualquer pessoa que lhe pedisse um autógrafo.

Na segunda-feira foi lançado, em Maputo, uma brochura intitulada "Painéis e Murais de Malangatana", escrita por personalidades das letras e artes de Moçambique que lembram a sua relação de amizade com o artista plástico.

Mia Couto, José Forjaz, Luís Bernardo Honwana, Júlio Navarro, Manuel Soeiro, Calane da Silva, Silvério Sitóe, Jorge Dias, Filimone Meigos são alguns dos amigos cujos textos constam da brochura lançada por iniciativa da cônsul de Portugal em Maputo, Graça Gonçalves Pereira.

No caderno agora publicado, o escritor moçambicano Mia Couto lembra que "Malangatana produziu tanto em vida que ficou sem a morte", e, por isso, Mutxini Malangatana, filho do artista, lançou "um desafio a todos para ajudarem na catalogação da obra de Malangatana espalhada pelo mundo, visando a sua conservação".

"Essa é a nossa preocupação como família (de Malangatana). Não temos capacidade de fazer isso sozinhos. Há obras que já não nos pertencem, mas pertencem a outras pessoas", disse o responsável pela Fundação Malangatana.

Mutxini Malangatana mostrou-se "profundamente preocupado e triste", por exemplo, com o estado de conservação do mural construído, em 1972, na Casa da cultura da Beira, no centro do país, intitulado "Vovô Espangara está zangado".

A zanga da Vovô Espangara, nome de um populoso bairro suburbano da cidade da Beira, é retratada num mural plantado no auditório da casa de cultura "em direção à baixa da cidade no mesmo sítio, à margem do Chiveve, este braço de mar que parece amaldiçoar os beirenses", lembra no folheto o poeta moçambicano Filimone Meigos.

"Deve haver uma exposição dos guardanapos porque muitos de nós têm desenhos feitos por Malangantana" nestes toalhetes, defendeu Jamisse Taímo, quando contava a sua relação com o "Artista pela Paz", nomeado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em 1997.


Detidos funcionários que desviaram material do VII Festival Nacional de Cultura

Festival Nacional de Cultura

Oito funcionários do sector da educação na província de Nampula encontram-se detidos na primeira esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) indiciados no roubo de quarenta colchões que foram usados no centro de acolhimento da Escola Secundária de Muatala no âmbito do VII Festival Nacional de Cultura, evento realizado nesta região nos dias 11 a 15 de Julho corrente.

Uma semana depois do encerramento do evento que juntou milhares de fazedores de diversidades culturais, as autoridades policiais de Nampula, viriam a ser apresentadas uma denúncia por anónimos referindo-se do roubo de 40 colchões, tendo, imediatamente, accionado as necessárias diligências visando a recuperação dos bens.

E neste momento foram recuperados na posse dos “Corruptos” apenas seis colchões. Os indiciados, segundo uma fonte policial, são trabalhadores que desempenhavam as funções de auxiliar-administrativo na Escola Secundária de Muatala e que no final do mencionado evento cultural, foram confiados a responsabilidade de poder devolver todos os materiais usados na logística à Direcção Provincial da Educação e Cultura, entidade que subordinava o gabinete provincial de organização do festival.

Falando aos membros dos órgãos de comunicação social, Inácio Dina, porta-voz da polícia no comando provincial da PRM em Nampula deu a conhecer que em face do acontecido foi já aberto um processo relacionado com o furto qualificado, para além de estar em curso um trabalho de investigação visando, sobretudo, identificar o protagonista do acto considerado ilícito.

Em declarações à polícia, maior parte dos funcionários, presentemente, a ver o sol aos quadradinhos na primeira esquadra confessaram o seu envolvimento no caso e afirmaram que adquiriram os colchões porque foram oferecidos com os colegas para tentar lhes calar a boca.

Inácio Dina revelou, ainda, que durante a semana passada foram detidas duas quadrilhas, uma que se dedicava no assalto em residências, principalmente, na calada da noite e as acções eram protagonizadas em diversos bairros da cidade de Nampula com destaque para o bairro de Muatala, unidade comunal do Piloto, onde foram recuperados, quantidades não especificadas de varões de construção, congelador, chapas de zinco e sete cadeiras plásticas. E outra quadrilha é composta por funcionários das empresas de segurança privada nomeadamente, Sosep-security e Dragão Segurança que na semana passada arrombaram as portas da fábrica de bolachas Sumeya e retiraram no seu interior sete caixas de pratos de loiça, num prejuízo calculado em cerca de vinte mil meticais.


Músico popular é encontrado morto e sem os órgãos genitais

Zasta chimoio


O popular músico satírico, Zasta, foi encontrado morto sem órgãos genitais e olhos. Há relatos de que ele foi morto e depois colocado na via-férrea na cidade de Chimoio.

De acordo com o jornal Diário de Moçambique (DM), a Polícia confirmou ter informações sobre a morte de Zasta, mas avança que não foi comunicada sobre as circunstâncias em que se deu o acontecimento.

O porta-voz da corporação em Chimoio, não confirmou e nem desmentiu as alegadas circunstâncias em que aquele músico comunitário perdeu a vida.

Zasta nas suas actuações dueto com aesposa, actuando amiúde em qualquer lugar onde se encontrasse, bastando apenas que se depositasse alguma moeda na sua sacola.

Com uma guitarra feita com base numa lata de azeite e arames, o músico improvisava um mini-concerto com a sua esposa, corista e bailarina simultâneamente.

A Polícia afirma, contudo, que está a investigar as causas da morte deste artista que em vida encantou o público não apenas em Chimoio, como também noutras províncias, como Sofala, onde actuava frequentes vezes no distrito de Nhamatanda.

(A imagem é de autoria de Carlitos Candangue)


Festival de Cultura: Lizha James e Ziqo ‘defraudam’ milhares de fãs. Sem explicação



Um número recorde de espectadores afluiu na noite de sábado ao Estádio 25 de Setembro e ao Museu de Etnologia, locais reservados a espectáculos de música ligeira inseridos na sétima edição do Festival Nacional da Cultura.

A mobilização de tão enorme multidão ao Estádio 25 de Setembro deveu-se a dois nomes, nomeadamente os músicos Lizha James e Ziqo, previamente anunciados pela organização do festival. Entretanto, contra todas as expectativas, nenhum dos dois se fez presente ao local do “show”. Ninguém soube explicar ao público presente a razão da ausência daqueles artistas, escreve o jornal Notícias na sua edição desta segunda-feira.

Sabe-se, no entanto, que Ziqo tinha um espectáculo agendado para o mesmo dia, em Maputo, no espaço “Coconuts” ao lado do grupo sul-africano MI CASA que interpreta o estilo house music. E de Lizha James, conhecida como a rainha do pandza, nada se soube, porque a organização do evento não deu nenhuma explicação aos presentes.

Se no Estádio 25 de Setembro o motor da mobilização do público foram Lizha James e Ziqo, no Museu de Etnologia (espaço Fogueira) estavam lá dois grandes senhores da música moçambicana, Hortêncio Langa e Zé Mucavele. Para o gáudio do público amante dos bons sons.

Coube a Zé Mucavele abrir a noite com uma brilhante actuação, acompanhado de quatro bailarinas de tufo e dois percussionistas locais. Mucavele ainda fez um dueto com o professor Constantino Warrila, decano da música tradicional de Nampula.

Infelizmente, a actuação de Zé Mucavele teve de ser interrompida brusca e inesperadamente. De repente, já não conseguia mexer os dedos da mão esquerda e teve de ser evacuado para o Hospital Provincial de Nampula.

Mas o episódio não passou de um susto, o problema resolveu-se de imediato e Zé Mucavele ainda teve tempo de voltar para assistir à actuação de Hortêncio Langa que também, de forma soberba, soube dar alegria ao público que enchia por completo o quintal do Museu de Etnologia.

O “show” terminou com um “jam session” que juntou todos os artistas que desde quarta-feira última passaram por aquele palco e alguns locais que actuaram no Estádio 25 de Setembro, mas que sábado tiveram oportunidade de estar no Museu de Etnologia.

Além do sinal positivo do público, o dia de sábado foi também marcado por espectáculo de música e dança tradicional, incluindo projecção de filmes de produção nacional, nos bairros de Namikopo, Muatala, Muahivire, Namutequeliua e Casa da Cultura de Nacala. O anfiteatro da Academia Militar Samora Machel, na cidade de Nampula, acolheu grupos de teatro das províncias de Sofala, Inhambane e Cabo Delgado.

Nota de destaque é a apresentação em Namikopo do projecto “pós-amatodos”.

De referir que o Ministro da Cultura, Armando Artur, e o Governador de Nampula, Felismino Tocoli, visitaram alguns locais onde decorriam as actividades do festival, em especial o bairro de Namikopo, onde foram assistir a apresentação da dança nyau, da província de Tete, a feira de gastronomia e ainda participaram da sessão do lançamento do livro “Ilha de Moçambique – na Alma dos Poetas”, da autoria de Paulo Pires-Teixeira, acto que teve lugar na Biblioteca Pública Provincial Marcelino dos Santos.


Músicos moçambicanos cantam no âmbito da campanha “Juntos pela Visão da Natércia”



Ainda vai no adro a campanha que visa devolver a visão a uma estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, que precisa, mas não tem condições de fazer uma cirurgia de transplante de córneas.

Para ajudar a jovem, um espectáculo beneficente terá lugar amanhã em Maputo.

Músicos sonantes como Mingas, Chico António, Hortêncio Langa, entre outros, juntam-se para cantar numa só voz nesta sexta-feira no Museu da História Natural em Maputo, numa acção de solidariedade.

O espectáculo é realizado no âmbito da campanha “Juntos Pela Visão da Natércia”, que visa angariar fundos para apoiar a jovem estudante, Natércia Lázaro de 25 anos de idade que precisa urgentemente de fazer um transplante de córneas sob pena de perder completamente a vista em poucos dias.

A campanha é uma iniciativa dos colegas do curso de Jornalismo na Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, sensibilizados pela situação da colega.

O transplante, que não pode ser feito em território nacional, deverá ser efectuado em Espanha, tendo já uma universidade espanhola se prontificado a realizar a cirurgia. Mas é preciso dinheiro para garantir a passagem e a estadia da Natércia naquele país europeu.

Mais de 50 mil meticais já foram angariados desde o início da campanha a 22 de Maio passado, mas ainda não é o suficiente, o que deixa a mãe da Natércia em desespero.

Participar neste espectáculo, ou de qualquer outra forma aderir a esta campanha, é uma oportunidade de deixar o seu espírito solidário se manifestar e ajudar alguém que precisa.