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Jovem morre espancado em casa da namorada

Jovem morre espancado em casa da namorada


Um cidadão que em vida respondia pelo nome de Nelson Khembo foi espancado até à morte por indivíduos até aqui não identificados, na residência da sua namorada, no bairro de Hulene “A”, cidade de Maputo.

Segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique, PRM, Orlando Mudumane, as investigações feitas à posterior lavaram a concluir que o malogrado terá sido agredido na mesma residência onde acabou perdendo a vida. Acrescentou que há suspeitas de a namorada ter ligação com o crime.

Assim, a suposta namorada do malogrado é agora indiciada de ter ligação com a morte do seu parceiro e encontra-se detida na 14ª esquadra. A Polícia diz ter provas suficientes do envolvimento da jovem.


Crime violento regressa a Manica

A província de Manica, no centro do país, é palco, nos últimos tempos, de crimes violentos de natureza e gravidade diversa. Assassinatos, assaltos à mão armada, morte a pistolada de agentes económicos, agressões físicas, roubo ou furto de bens, são alguns dos crimes que ocorrem com mais frequência nos últimos dias naquela província. A cidade do Chimoio apresenta as mais altas taxas de assaltos e homicídios com o recurso a armas de fogo.

Agostinho Rututo


Devido a este fenómeno, que tende a recrudescer, o Procurador Chefe provincial de Manica, Agostinho Rututo, apelou para a necessidade de as autoridades da lei ordem e a população em geral, redobrarem esforços visando a contrariar a tendência ascendente da criminalidade, identificando melhores métodos visando a sua prevenção e combate.

“Manica registava sim crimes de pequena monta, mas agora a situação é complicada. Voltamos a registar assaltos à mão armada em pleno dia. E há uma inovação: as vítimas dos últimos assaltos são agentes económicos, de preferência de nacionalidade estrangeira” – disse Agostinho Rututo.

Na sequência destes tipos de crimes, nos últimos dois meses, segundo reconheceu o procurador, pelo menos três comerciantes estrangeiros foram baleados mortalmente, em igual número de assaltos a mão armada, sendo dois paquistaneses e um britânico, que foram baleados a queima-roupa e despojados de avultadas somas de dinheiro.

Por isso, segundo Rututo, o combate contra este mal, exige o envolvimento de todos os segmentos da sociedade, desde as populações, em geral, até às lideranças comunitárias, as quais devem servir de elos fundamentais de apoio às forças de defesa e segurança nas suas actividades operativas e punitivas.

Disse não serem claras as causas que levam ao ressurgimento destes comportamentos desviantes e violentos, considerando que acção está a contribuir para desacreditar o esforço tremendo que está a ser desenvolvido pelas forcas de defesa e segurança, no quadro do combate a criminalidade.

“Verificamos com preocupação que o crime violento voltou a recrudescer na província. A cidade de Chimoio lidera as situações de assalto à mão armada, com a diferença também de que esses assaltos decorrem de dia” – disse o procurador para quem “o combate contra este fenómeno, constitui o nosso maior desafio como Ministério Público neste ano de 2013.

Em coordenação com as forças de defesa e segurança, a população, a sociedade civil e as lideranças comunitárias a vários níveis, segundo Rututo, devem fazer um trabalho exaustivo visando denunciar, punir e neutralizar os infractores que ameaçam a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas na província.

Para além destes escalões, o procurador disse ser necessário envolver, para além dos governos distritais, os dos postos administrativos e localidades. Afirmou que o criminoso é membro da sociedade e das famílias pelo que vive com as pessoas. São essas pessoas que devem denuncia-lo.

Na sua opinião, cada governo local, líder comunitário e autoridade tradicional, deve controlar a sua área de jurisdição do ponto de vista de quem vive aonde, o que faz e dai poder denunciar eventuais delinquentes que estejam a morar e a perturbar as comunidades.


Polícia investiga rapto de Imtiasse Golam

A Polícias da República de Moçambique (PRM) garante estar já a investigar o caso de rapto do empresário Imtiasse Golam, proprietário da Golam Motors, num caso registado na última quinta-feira, na cidade de Maputo.

Polícia investiga rapto de Imtiasse Golam


A garantia foi dada ontem pelo porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa, que não quis entrar em pormenores para não perturbar as investigações policiais.

São igualmente escassos os detalhes sobre as circunstâncias em que ocorreu o rapto deste empresário nacional de origem asiática porque a família da vítima prefere o silêncio.

Cossa referiu que a Polícia tomou conhecimento da ocorrência e, por se tratar de um crime público, iniciou com o processo de investigação havendo garantias de o caso ser esclarecido e os seus autores conduzidos às celas.

“Já sabemos do caso e iniciamos as investigações e há certeza de que os raptores serão identificados e detidos. Pode levar o seu tempo, mas em devida altura eles serão apresentados publicamente”, garantiu Cossa.

Mesmo sem certeza, o nosso interlocutor afirmou ser presumível que os sequestradores tenham já contactado a família de Imtiasse Golam, mas não se conhece ainda o teor da eventual conversa.

Cossa disse que as informações em poder da Polícia indicam que o empresário continua em cativeiro, num lugar ainda incerto, mas tudo será feito para que este regresse para junto da sua família.

Entre outras ligações, o empresário Imtiasse Golam faz parte da família dos proprietários do Hotel 2001, localizado na baixa da cidade de Maputo, e do estabelecimento comercial Golam Motors, dedicado à venda de acessórios de viaturas.

Recentemente, a PRM veio a público apresentar um grupo de indivíduos indiciados de serem também autores de alguns casos de sequestros de empresários ou seus familiares de origem asiática no país.

Desde a eclosão deste fenómeno dos raptos, já se registaram mais de 25 casos. Algumas das vítimas foram libertadas mediante o pagamento de resgate e outros ainda em circunstâncias ainda não esclarecidas.


Raptado filho de um empresário na Beira

Raptado filho de um empresário na Beira

São poucas as informações em torno desta ocorrência, mas testemunhas avançam que os raptores, que se faziam transportar numa viatura ligeira sem chapa de inscrição, teriam amordaçado, primeiro, o motorista que aguardava pelo menor na rua da área adjacente à escola e em seguida raptando a vítima.

'Contactada a Polícia na pessoa do porta-voz do Comando da PRM, em Sofala, Mateus Mazive, confirmou tal acto, mas não entrou em detalhes, prometendo fazê-lo numa outra oportunidade.


Coronel mata esposa enteado e suicida-se

O comandante da Base Área de Mavalane, coronel Ruben Comé, de 55 anos, alvejou mortalmente a sua esposa e o enteado e suicidou-se de seguida, num caso que ocorreu segunda-feira à tarde, na cidade de Maputo.

Coronel mata esposa enteado e suicida-se


O infortúnio deu-se um dia depois de o coronel regressar da China, onde esteve a frequentar um curso desde Agosto do ano findo. O oficial havia deixado a esposa, Olívia Muchanga, de 45 anos, para continuar os estudos na China. O seu regresso estava previsto para Julho próximo, mas este chegou de surpresa domingo à tarde, por razões que a família desconhece.

Segundo conta a sobrinha, Nareia Paulo Comé, o coronel Comé ao desembarcar no aeroporto internacional de Maputo terá pedido ao seu primo que o esperava naquele local para o acompanhar até à casa do irmão, algures no bairro de Boquiço, no município da Matola. Não tendo encontrado o irmão, o finado pediu à cunhada que fizesse uma oração, após o que se despediu.

“Já na segunda-feira, ele foi à casa da minha tia (irmã dele) a quem disse que tudo havia acabado, fazendo crer que estivesse a se referir ao fim do curso que frequentava na China. Depois soubemos que levou a esposa e o enteado, Dormen Matimbe, com quem vivia até à Base Aérea”, narra a sobrinha do coronel.

Chegado à base aérea, manteve a mulher e o filho na viatura que ele próprio conduzia e se dirigiu ao seu gabinete, alegadamente para se apresentar aos colegas. Tal como conta Nareia, instantes depois o coronel saiu do gabinete e arrancou a arma, cujo calibre não foi especificado, a um dos três sargentos que ali se encontravam.

“Após arrancar a arma, dizem que disparou dois tiros para o ar, depois contra a esposa, o enteado e no fim suicidou-se com a mesma arma. Todos perderam a vida ali mesmo. Até agora buscamos causas claras sobre o que de facto terá acontecido para que o tio tomasse aquela decisão e não encontramos respostas”, lamentou.

Ruben Come deixa seis filhos, fruto do anterior casamento e o jovem baleado deixa esposa de 20 anos de idade.


Autópsia realizada pela HCM descarta possibilidade de envenenamento

Autópsia realizada pela HCM descarta possibilidade de envenenamento


Foram ontem a enterrar, no cemitério do Zimpeto, os restos mortais dos quatro membros da mesma família encontrados sem vida dentro de uma residência no bairro Boquisso “A”.

 Num ambiente de consternação, familiares e amigos juntaram-se para o último adeus a David Ngumbane, de 25 anos de idade, sua esposa, Alice Muchanga, também de 25 anos, e suas duas filhas, Elina de 1 ano e Xilicha de 4.

Os quatro membros, que perderam a vida em circunstâncias até agora desconhecidas, deixam, segundo os familiares, uma tremenda dor, pois ninguém encontra explicação, nem justificação para esta tragédia.

O casal foi sepultado lado a lado e o mesmo aconteceu para com as respectivas filhas.

De acordo com o pai de David Ngumbane, está é uma perda irreparável e inexplicável.

“Durante as festas de Natal e Ano novo passei ao lado do meu filho e das minhas netas e até então tudo parecia normal, e de repente deparamo-nos com está situação, que nos deixa todos preocupados, principalmente porque nem a Polícia da República de Moçambique (PRM) nem o Hospital Central de Maputo dão um parecer exacto”.


Das celas da polícia: Matou amigo e tenta escapar

Das celas da polícia: Matou amigo e tenta escapar


O último crime que levou Armando Coane de volta aos calabouços deu-se após uma briga com o finado, por sinal seu amigo, que em vida respondia pelo nome de Leandro Xiria, 22 anos, onde o criminoso terá espetado uma garrafa partida no seu tórax.

“Eles estiveram juntos num espectáculo, no terminal de Xipamanine, onde envolveram-se numa briga, segundo contam-nos os amigos. Numa tentativa de ajuste de contas, Armando partiu uma garrafa de cerveja com a qual assassinou o jovem”, conta Regina Cossa, vizinha do malogrado.

Depois do crime, Armando terá fugido para casa da mãe, com quem vive, onde seria encontrado pela polícia na manhã do dia seguinte.

Segundo Carlos Simão, amigo da família de Leandro, o incidente surpreendeu a todos e até agora a família luta para que a justiça seja feita. Ao que apuramos, o caso ainda não encontrou encaminhamento na Polícia de Investigação Criminal (PIC), temendo-se que o autor seja libertado sem ser julgado.

“ A mãe está a seguir o caso na PIC e estão à espera da assinatura do director responsável para que o processo tenha seguimento. Não vemos razão para a demora do processo porque ele mesmo confessou tê-lo morto”, disse.

O que espanta a família do malogrado é o facto dos pais do assassino não terem se preocupado em comparecer para assumir suas responsabilidades em relação aos actos do filho. Além disso, estes estão preocupados em ilibar o filho mediante o pagamento de caução.

Sobre esse tópico, o porta-voz da Polícia no Comando da Cidade, Orlando Mudumane, disse ao Notícias que o acusado não poderá beneficiar-se desse recurso pelo facto de ser reincidente. Refira-se que no último caso que o levou às celas, Armando envolveu-se numa briga com outro amigo por causa de óculos escuros e foi libertado mediante o pagamento de sete mil meticais.


Quatro assaltantes detidos na província de Maputo

Quatro assaltantes detidos na província de Maputo


Quatro indivíduos acusados de protagonizar assaltos com recurso a arma de fogo foram, no passado sábado (19), detidos na cidade da Matola, província de Maputo, Sul de Moçambique, pela Polícia da República de Moçambique (PRM).

Os bandidos, que estão a ver o sol aos quadradinhos na 1ª esquadra daquela parcela do país, foram encontrados na posse de uma impressora roubada e uma pistola, com a qual praticavam assaltos a residências e contra pessoas em plena via pública.

O porta-voz do Comando Provincial da PRM, Emídio Mabunda, disse que o grupo aterrorizava os munícipes da Matola. Roubava diversos bens, ameava e agredia fisicamente para lograr os seus intentos.

A detenção da referida quadrilha foi possível graças à colaboração da população. O porta-voz disse ainda que dois elementos do mesmo grupo encontram-se em parte incerta, mas a Polícia está ao seu encalço.


Crime organizado está sob controlo

Crime organizado está sob controlo


Comentando em torno do crime organizado, sobretudo dos raptos registados em diversos pontos do país, o governante afirmou que “não podemos dizer que já estão julgados todos os casos de raptos havidos, pois isso não compete a nós. Mas a investigação foi realizada e o nível de conhecimento a que se chegou e as provas materiais reunidas deixam-nos tranquilos para dizermos que de facto o Estado está a controlar o crime organizado no país”.

Um dos desafios que se coloca tem a ver com os meios de trabalho. É por isso que anualmente o Governo tem vindo a dedicar uma parte do seu orçamento para as unidades do Ministério do Interior.

“O que acontece é que as necessidades são muitas ou seja vão para além da capacidade real da economia do país. Por isso, vamos resolvendo (os problemas) a pouco e pouco”, sublinhou.

Para já, o Ministério do Interior nunca irá se sentir confortável com o crime devido ao mal que cria aos cidadãos. Basta dizer que os efeitos da criminalidade vão para além das pessoas que sofrem directamente, sobretudo quando se trata do crime organizado e violento.

“Nunca nos podemos confortar com o crime. Mesmo perante um furto, as pessoas ficam com medo de sair de casa temendo ficar sem os seus bens. Todavia, nós sentimo-nos confortados porque há capacidade criada para combater a criminalidade. Estamos em condições de garantir a tranquilidade e ordem públicas aos cidadãos moçambicanos. O que precisamos é continuar a consolidar essa capacidade”, destacou o ministro.

Ontem, o governante manteve um encontro com uma parte dos seus efectivos, nomeadamente das áreas de Polícia, Serviço Nacional de Salvação Pública, Migração e Direcção de Identificação Civil.


Vandalizada sede do MDM

Vandalizada sede do MDM

A informação foi facultada à nossa Reportagem por Sílvia Paulo, chefe das Relações Públicas e porta-voz da PRM em Gaza, que disse estarem a decorrer diligências para se esclarecer o caso e apurarem-se responsabilidades.


Polícia deteve indivíduos que assaltaram bispo de Nacala

Polícia deteve indivíduos que assaltaram bispo de Nacala


A Polícia da República de Moçambique deteve e apresentou os três supostos assaltantes do bispo da diocese de Nacala, Dom Germano Garachane. O incidente ocorreu no dia 11 do mês em curso, na praia Fernão Veloso.

Depois de três meses de uma relativa calmia, a onda de criminalidade volta a tomar conta da cidade de Nacala. Diariamente, são reportados casos de assaltos a residências e nas vias públicas não obstante o trabalho de patrulha levado a cabo pela PRM. O bispo da diocese de Nacala, Dom Germano Garachane, não escapou à acção dos amigos do alheio.

Os indiciados confessam ter assaltado o Bispo de Nacala.
A cidade de Nacala tem sido, nos últimos tempos, um local preferencial dos criminosos para fazer as suas incursões, o que coloca em risco a livre circulação dos cidadãos, sobretudo durante a calada da noite


Mortos quatro membros da mesma família

Mortos quatro membros da mesma família


Trata-se de um casal e suas duas filhas. O crime ocorreu no bairro Boquisso “A”, no Município da Matola.

Quatro membros da mesma família foram encontrados sem vida dentro de uma residência e presume-se que tenham perdido a vida na passada quarta-feira, em circunstâncias ainda por esclarecer.
Trata-se de um casal e suas duas filhas. O crime ocorreu no bairro Boquisso “A”, no Município da Matola.

Estranhando o desaparecimento da família, uma vizinha dirigiu-se à residência da mesma (família) por volta das 11 horas de sábado e, ao espreitar pela janela, deparou com uma quantidade enorme de moscas, que zanzavam entre os corpos. Desesperada, a vizinha chamou por socorro.

Pelo cheiro que se sentia no local e pelo estado de deterioração dos corpos, presume-se que a família tenha perdido a vida há quase uma semana.

Um facto chamou a nossa atenção. O casal morto estava sentado no sofá da sala e as duas filhas estavam num dos quartos, uma deitada no chão e a outra na cama. todos sem vida.

Pelo cheiro que se podia sentir no local e pelo estado deterioração dos corpos, presume-se que esta família tenha perdido a vida a quase uma semana.

David Ngumbane, de 25 anos de idade, era vendedor, e sua esposa, Alice Muchanga, também de 25 anos, era doméstica e viviam juntos há mais de cinco anos.


Ladrões saqueiam Movitel em Pemba


Segundo Malva Brito, porta-voz do Comando Provincial da PRM, os intrusos terão se feito às instalações da loja depois de inicialmente espancarem gravemente um dos guardas que neste momento se encontra sob cuidados intensivos no Hospital Província de Pemba.

Malva Brito disse que um outro guarda, que também se encontrava de serviço na mesma noite, está a contas com a corporação para averiguações.


Mais três raptores apresentados pela Polícia

Os três jovens são acusados de terem raptado quatro empresários moçambicanos de origem asiática. Da lista das vítimas consta o dono da padaria Lofões e o proprietário da Jomofi Construções.

Mais três raptores apresentados pela Polícia

A Polícia da República de Moçambique (PRM) apresentou, ontem, três indivíduos acusados de terem raptado quatro empresários moçambicanos de origem asiática. Dos raptados, constam o proprietário da padaria Lofões e o dono da Jomofi Construções. Os supostos raptores foram encontrados na posse de 52 mil dólares americanos e uma arma de fogo.

O acto da sua apresentação foi dirigido pelo porta-voz da polícia a nível do Comando-Geral, Pedro Cossa, e teve lugar no Comando da Cidade, onde os presumíveis criminosos se encontram detidos.

Além dos supostos criminosos, a polícia apresentou as casas onde os três jovens mantinham em cativeiro as suas vítimas. Uma delas está localizada no bairro 25 de Junho; a segunda está no bairro de Magoanine; e outra no Laulane, todas na cidade de Maputo.

A polícia diz que o dono da padaria Lofões, por exemplo, foi mantido em cativeiro em duas casas: primeiro, foi na de Laulane e, depois, na do bairro 25 de Junho.

Os indiciados negam, entretanto, o seu envolvimento no crime e trocam acusações. Um deles, identificado apenas pelo nome de Jafar, por sinal dono da casa de Magoanine, uma das que eram usadas como cativeiro das vítimas, diz que nem sabe porque está detido. Jafar atira a culpa a um dos seus comparsas que diz ser um dos clientes na sua oficina localizada na Matola Rio.

O acusado, por sua vez, aponta um dos membros do grupo como sendo o responsável pelo crime.

Embora os supostos malfeitores gozem do princípio de presunção de inocência, a polícia diz estar convencida do seu envolvimento no crime.

Os três jovens foram ainda encontrados na posse duma viatura de marca Toyota Land Cruiser V8, pertencente ao terceiro elemento do grupo que se diz ser um personal treiner.


Eu matei Samora - confessa ex-agente da policia secreta sul-africana


Numa entrevista exclusiva publicada pelo semanário «Sowetan Sunday World», o ex-agente afirmou que participou nos planos que causaram a morte, em Outubro de 1986, num desastre de avião, ao antigo Presidente de Moçambique, Samora Machel, bem como a outras 33 pessoas que integravam a sua comitiva.

Hans Louw, um assassino profissional ao serviço do “Civil Cooperation Bureau” (CCB), um departamento de operações especiais daqueles serviços secretos, concedeu a entrevista na prisão, onde se encontra desde 1997, a cumprir uma pena de 22 anos, por ter morto um membro da máfia grega. Ele e um outro
agente são acusados de outros seis homicídios e 70 tentativas de homicídio.

Louw afirma que a morte de Samora Machel não resultou de um acidente e que não foi por acaso que o avião em que este seguia, um Tupolev de fabrico soviético vindo de Lusaka, Zâmbia, em direcção a Maputo, caiu nas colinas em Mbuzini, perto da fronteira sul-africana com Moçambique.

"Eu fazia parte da equipa de reserva, armada com mísseis terra-ar, que seriam utilizados caso o primeiro plano falhasse", disse Louw, que afirma ter também colaborado nos relatórios e trâmites burocráticos da morte de Samora Machel. Segundo o ex-agente, havia um plano A, que devia desviar o Tupolev
da sua rota por meio de emissão de falsos sinais de rádio, o que efectivamente aconteceu. Crente de que estava a baixar em direcção a Maputo, o piloto russo conduziu, de facto, o avião para território
sul-africano, onde acabou por despenhar-se nas montanhas de Libombo, na região de Mbuzini.

Louw acusa os serviços secretos militares do regime do «apartheid», a que pertencia na época, de terem emitido os falsos sinais. O mesmo método, denunciou Louw, teria depois servido para abater um avião militar angolano em 1989. Em 1987, uma comissão de investigação sul-africana declarou que o
desastre se deveu a um erro do piloto, que também morreu no desastre.

Depois do fim do «apartheid», também a Comissão para a Verdade e Reconciliação investigou o desastre, mas não publicou os resultados. Nessa altura apurou-se que a causa do acidente foi, efectivamente, a emissão de falsos sinais.

A pedido de Graça Machel, viúva do Presidente Samora Machel e actual esposa de Nelson Mandela, ex-Presidente sul-africano e também a pedido deste, a morte de Samora Machel está agora a ser investigada pela equipa especial de investigações «The Scorpions».

Louw confessou ainda que no princípio dos anos 90 distribuiu armas para semear violência nos comboios interurbanos no Rand Oriental, próximo de Joanesburgo, com armas provenientes de Moçambique. Depois de se demitir das forças especiais, foi mercenário em Angola e na Serra Leoa com a empresa sul-africana Executive Outcomes, oficialmente dissolvida em 1998, mas que continua a actuar sob outros nomes.

Disse que estava arrependido do seu "passado sangrento" e que, por isso, queria "pôr tudo em pratos limpos".

As suas revelações são apenas a ponta do icebergue.


Sobre sequestradores, PRM assegura: Ninguém sairá impune



A título de exemplo, na última semana foram detidos sete indivíduos, sendo que a Polícia deu a conhecer apenas dois nomes, em conexão com o sequestro do proprietário da Padaria Lafões, Zainadin Dali, ocorrido por volta das 21.00 horas do passado dia 18 de Dezembro, no bairro da Polana-Cimento, próximo ao Consulado de Portugal.

Trata-se de jovens identificados pelos únicos nomes de Momed e Shafar, este último conhecido nos meandros do crime pelo cognome Van Dame, encarcerados nas celas de uma das subunidades da corporação que a nossa fonte não adiantou. Ao que apurámos, a operação foi realizada por uma força policial que integrava a Força de Intervenção Rápida (FIR) e o Grupo de Operações Especiais (GOE).

Os sequestradores teriam, na altura do rapto, bloqueado a viatura da vítima, obrigando-o a passar para uma outra conduzida por um dos meliantes. Zainadin é um dos três irmãos que gerem o negócio de padarias e pastelarias do falecido empresário Dalí.

“O que nós podemos garantir é que no caso dos raptos ninguém ficará de fora, pelo menos no trabalho que compete à Polícia. Todos eles serão punidos, independentemente da condição financeira, nome ou qualquer outra distinção”, afirmou Cossa.

Falando durante o habitual encontro com a Comunicação Social, o porta-voz disse ter sido apreendido dinheiro nos valores de 550 mil meticais e 45 mil dólares norte-americanos e duas viaturas de marca Toyota Corolla.

“Depois de se provar o seu envolvimento, estes terão encaminhado a corporação até ao local onde estava escondido o dinheiro que foi apreendido. Um factor que chamou a nossa atenção é que os criminosos mantêm em cárcere suas vítimas nos bairros da capital, contrariamente ao que vinha acontecendo nos outros casos”, acrescentou Cossa.

A fonte policial promete mais desenvolvimento sobre os casos e garante que dentro de dias serão conhecidas as caras dos novos suspeitos de envolvimento nos raptos no país.


Mais um jovem linchado na Beira


Segundo a oficial de imprensa no Comando Provincial da PRM, em Sofala, Sididi Paulo, dentre vários electrodomésticos encontrados com o malogrado destacam-se televisores, cadeiras plásticas e DVD’s.

Ainda de acordo com a mesma fonte, dois indivíduos foram detidos indiciados de serem os mentores do tal linchamento.

Este é o segundo linchamento a registar-se já no presente ano, sendo que o primeiro aconteceu no distrito de Chibabava, quando populares revoltaram-se contra um cidadão que havia espancado a sua esposa até à morte.


Detidos sequestradores do dono da Padaria Lafões em Maputo



Dois indivíduos de nacionalidade moçambicana encontram-se detidos numa das celas da cidade de Maputo, desde semana passada, indiciados no rapto do proprietário de uma padaria Lafões, anunciou, ontem, em Maputo, o porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa.

Os suspeitos foram identificados apenas pelos nomes de Mohamed e Shafar, este último também conhecido no submundo do crime pelo nome de “Van Damme”.

Falando durante o habitual briefing da PRM, Cossa revelou que a vítima foi mantida no cativeiro numa residência nas proximidades do Aeroporto Internacional de Maputo. “Depois de a Polícia descobrir que os raptores escondiam as suas vítimas na cintura da cidade de Maputo, eles passaram a escondê-las aqui na cidade. Mesmo assim, conseguimos descobrir”, disse o porta-voz.

A PRM também encontrou 550 mil meticais (uma soma equivalente a cerca de 18.500 dólares), 45 mil dólares e duas viaturas de marca Toyota que eram usadas para a prática deste tipo de crimes.

Num outro desenvolvimento, o porta-voz da PRM disse que, durante a semana passada, as autoridades da lei e ordem detiveram 26 cidadãos por prática de vários crimes entre os quais furto qualificado, roubo, burla, tentativa de suborno e homicídio. Dos detidos constam um cidadão de nacionalidade portuguesa e outro de nacionalidade nigeriana, que são indiciados nos crimes de tentativa de suborno e burla respectivamente.

Na semana passada, também foram repatriados da África do Sul 88 cidadãos moçambicanos que se encontravam naquele país em situação- ilegal.


Sete indivíduos acusados de rapto do proprietário da padaria “La Fonte” na capital moçambicana



A Polícia da República de Moçambique (PRM) afirma que deteve, no domingo passado (06), na capital moçambicana, sete indivíduos acusados de raptar o proprietário da padaria “Lafões”.

O porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, disse que a investigação desencadeada pela corporação permitiu também o desmantelamento da quadrilha que protagonizava esses actos e localização dos cativeiros onde as vítimas eram feitas reféns, no bairro do Aeroporto e no centro da cidade de Maputo.

Não precisou aonde concretamente. Foram igualmente apreendidos 550 mil meticais, 46 mil dólares e duas viaturas de marca Toyota.

Na semana de 05 a 11 de Janeiro corrente, a PRM deteve, em todo o território nacional, 116 indivíduos acusados de diversos crimes, dos quais 68 contra ordem, segurança e tranquilidade públicas, 37 contra pessoas e 11 contra propriedades.


Assaltantes ameaçam e apoderam-se de mais de 267 mil meticais na capital moçambicana



Indivíduos não identificados e em parte ameaçaram, na tarde do último sábado (12), no bairro da Malhangalhene, capital moçambicana, um gerente de uma bomba de combustível localizada na esquina entre as avenidas Vladimir Lenine e Joaquim Chissano. Apoderaram-se de 267.500 meticais da receita diária.

O porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, Orlando Modumane, disse que na altura em que o gerente foi interceptado pelos meliantes dirigia-se ao banco para depositar o valor. Imobilizaram-no e fizeram-no refém por algumas horas, ao fim das quais levaram o montante em causa e puseram-se em fuga.